GLOSAS será uma revista semestral da responsabilidade do ‘MPMP – Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa’, uma associação sem fins lucrativos, cujo objectivo primo é Dinamizar e Revitalizar o Património Musical Português. O lançamento da Glosas surge após o bem sucedido projecto ‘ATRIUM – Base de Dados de Compositores Portugueses’.
Aqui deixo a divulgação formal:
PARTICIPE NA glosas, UMA REVISTA PELA MÚSICA PORTUGUESA
O mpmp, movimento patrimonial pela música portuguesa, uma recém-fundada associação sem fins lucrativos em prol da defesa e revitalização do património musical português, tem o prazer e a honra de o convidar a participar no projecto de uma revista semestral cujo primeiro número será lançado durante o corrente ano de 2010.
Se é compositor, musicólogo, instrumentista, melómano ou cidadão interessado, não hesite em enviar-nos informações e notícias relativas a concertos, conferências, edições discográficas, publicações diversas e outras actividades que se relacionem com a causa defendida pela associação.
Teremos o maior gosto em fazê-las publicar na revista, sempre que possível, na secção dedicada à actualidade da música, dirigida por Manuela Paraíso, bem como na agenda em-linha disponível em www.mpmp.pt e na nossa página facebook associada. Contacte-nos através do e-mail geral@mpmp.pt.
‘Close to the Edge’ dos Yes, uma das obras mais emblemáticas do saudoso ‘Rock Progressivo’, aqui com composição de imagens para vídeo de David, aka vzqk50, foi concebido com base na leitura de ‘Siddharta’ (1922) de Herman Hesse. A obra desenvolve-se em 4 andamentos: “The Solid Time of Change, “Total Mass Retain”, “I Get Up I Get Down” e “Seasons of Man”.
Lançado em 1972, a formação dos Yes era, na altura, composta por: Jon Anderson – voz; Steve Howe – guitarra; Rick Wakeman – teclados; Chris Squire – baixo eléctrico; Bill Bruford – bateria.
Bom fim-de-semana.
Cavaco Silva reassume, em boa hora, a sua postura de Presidente da República de todos os portugueses, ao declarar, sem hesitações, o despropósito das declarações do comissário europeu Joaquín Almunia, em final de mandato, ao comparar a situação das finanças portuguesas com as gregas, comparação tão infeliz que hoje já surgiu um desmentido da própria Comissão Europeia. (ver Expresso)
Mesmo com o desmentido, Cavaco Silva falou ‘loud and clearly’, (via Público):

(…) é também muito importante explicar que o caso português não pode ser comparado ao da Grécia. Conheço bem os números e posso dizer aos observadores exteriores que estão errados na análise que têm feito. Posso dizer-lhes que olhem para o nosso país e vejam a sustentabilidade das contas. Portugal tem um défice muito inferior ao do Grécia e sempre foi um cumpridor escrupuloso.
(…)
O Presidente da República disse ainda que muito do que se tem dito resulta de “muita especulação jornalística”…
(…)
e conclui:
A comissão [europeia] fez uma análise infeliz e incorrecta. Não é apenas um caso de injustiça, é de incorrecção uma vez que não há qualquer possibilidade de comparação com a situação grega.
Sim senhor, Professor Cavaco Silva, isto é uma atitude de Presidente da República!
Não há nada no presente
que eu não louve
embora venham saudades
de futuros que não houve.
Agosinho da Silva, Quadras Inéditas, Ulmeiro, 2.ª ed, 1997
O PS, PSD e o CDS andam a fazer um caso com a Lei das Finanças Regionais devido ao facto de a Madeira continuar a ser beneficiada, apesar de não ser mais uma região desfavorecida junto da União Europeia.
Relativamente à distribuição do PIDDAC para 2010 por regiões, a qual favorece escandalosamente a região de Lisboa e Vale do Tejo em detrimento de todas as outras conforme podem ver na imagem abaixo, nem uma palavra – o silêncio de todos os partidos do arco do poder!

Haja decência e sentido de Estado!
Entre as decisões da Comissão disciplinar da Liga sobre o Apito Final e castigos aplicados ao S. C. de Braga existe uma semelhança, uma diferença e uma circunstância de realce:
1 – semelhança: o Sr. Dr. Ricardo Costa;
2 – diferença: o Sr. Dr. Ricardo Costa;
3 – circunstância: o Braga vai na frente do campeonato da Liga e o único jogo que perdeu viu ser-lhe anulado um golo limpo!
Mário Crespo, convidado para falar nas jornadas parlamentares do CDS sobre o primeiro ano de presidência de Barack Obama, esgotou quase todo o tempo a falar das referências pouco elogiosas que Sócrates lhe terá feito durante um almoço na terça-feira da semana passada, num restaurante em Lisboa. (via Público)
Ele há vários problemas a solucionar: o que é uma conversa privada a alta voz num local aberto ao público, o que é isenção jornalística e, não com menos pertinência, que interferência poderá ter tido junto das gentes das orlas dos poderes a presença em massa em Lisboa de carrosséis, num primeiro momento e, de seguida, de vendedores de farturas e pipocas.
O argumento da surpresa diante de défices ‘inesperados’ parece estar instalado para não cumprir os programas eleitorais sufragados, mas estranho é ninguém se indignar, num regime que não elege directamente o chefe de governo, diante do despudor com que os eleitos mandam desrespeitam os seus eleitores, para mais sendo financiados pelos contribuintes para fazerem as respectivas campanhas eleitorais.
Atingimos um estádio de irresponsabilidade democrática – dos governantes e dos cidadãos – ao não se exigir a assunção da responsabilidade política inerente, nem de uma responsabilidade jurídica diante de uma flagrante quebra contratual. É o que está em causa – uma quebra contratual dos contratados aos contratadores, um caso de justiça!
Justiça, sim. Não se queira confundir justiça com legalidade, porque quem faz as leis é precisamente quem quebra esses contratos e, enquanto assim for, de democracia é que é imprudente qualificar um regime onde o plebiscitado é figura de retórica, um adorno de circunstância eleitoralista. Não é a existência de actos eleitorais que qualificam um regime democrático, mas a livre escolha dos cidadãos de programas de governação e não de pessoas.
Durante a campanha eleitoral houve silêncio absoluto sobre o BPP e a nacionalização do BPN. No entanto, Sócrates afiança agora que:

O que nós decidimos fazer na proposta de Orçamento do Estado, é assegurar os depósitos. Em segundo lugar, constituir um fundo para que todos os cidadãos portugueses que tinham o seu dinheiro aplicado no retorno absoluto possam recuperar até 250 mil euros. (via Expresso)
Há mais de 30 anos que nos dizem que vivemos numa democracia sob um regime de liberdade de funcionamento de mercados, havendo uma separação clara entre o domínio público e o privado. Nesta conformidade, e constatando que a esfera privada da economia tem sido (como deve ser) muito zelosa da sua liberdade e independência, não me conformo que os contribuintes tenham de suportar prejuízos pessoais de cidadãos que, no pleno gozo de sua liberdade individual, entenderam colocar as suas poupanças em instituições bancárias que faliram ou já deveriam ter falido, em especial, porque em Portugal existe a alternativa de um banco público.
ISTO NÃO É SÉRIO! A obrigação distributiva do Estado não tem de reparar as sórdidas distorções do funcionamento dos mercados, nem as gestões danosas! Isto nada tem a ver com liberalismo, nem com social-democracia nem com socialismo! A ter a ver com algum ‘ismo’ será o neoliberalismo, cujas políticas têm conduzido os Estados e os cidadãos a uma cada vez maior dependência da agiotagem do capital global!
Desde Dezembro que o Fluvial tem as piscinas encerradas por impossibilidade de pagar o gás necessário para aquecimento da água. O clube afiança que a Câmara do Porto teve influência no congelamento das suas contas bancárias, enquanto Rui Rio, por não considerar verdade, ameaçou com uma queixa-crime por denúncia caluniosa. (ver notícia no JN)
O Real Clube Fluvial Portuense é o mais antigo e prestigiado clube do Porto na formação em actividades aquáticas, desde a natação ao remo e à canoagem, passando pelo mergulho, sendo que é também o último resistente neste formato, i.e., um clube popular onde os filhos dos menos endinheirados podem aprender e praticar aqueles desportos.
Estas politiquices (entre o clube e a Câmara do Porto) são absolutamente irrelevantes, uma vez que o que está em causa é se há ou não interesse público em manter esta instituição desportiva e formativa activa na cidade ou se isto é só para corridas de carros e aviões e o mais que vá para os florescentes SPA’s, cuja clientela alvo é o pessoal que tem posses bastantes para fruir desses luxos.

















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