Pérola, sim, Dinu Lipatti a interpretar o concerto No. 1 de Chopin op. 11 em mi menor, só em audio, com a Orquestra de Lucerne. Deixo o link directo para quem pretender adicionar aos favoritos do Youtube.

Dinu Lipatti - Chopin Piano Concerto No 1


Boa Sporting!
Sporting Clube Portugal
Viva o Braga!
Sporting Clube de Braga
Viva Portugal

De partida para a beira mar para uns dias de férias de net, deixo-vos a Sonata em si menor de Liszt por Richter, só em audio. Boas férias.



ps: link directo para quem pretender adicionar no Youtube.

Vianna da MottaDe Despacho em Despacho o Sistema de Ensino Artístico Especializado tem vindo a ser despachado pelas pardas iminências, ora da Agência Nacional para a Qualidade, ora do Ministério da Educação, sempre sob a batuta do inefável senhor Professor Doutor e Secretário de Estado Valter Lemos.
O estival Despacho deste ano, o n.º 12522/2010, publicado ontem com a assinatura da Senhora Ministra da Educação, motivado pelo quadro do actual contexto de contenção orçamental e de redução da despesa pública, o qual produz efeitos a partir de amanhã, dirige-se aos «cursos de iniciação e dos cursos básico e secundário em regime articulado, integrado e supletivo, ministrados por estabelecimentos de ensino especializado da música da rede do ensino particular e cooperativo», ou seja, a cerca de 92% das escolas do sistema, e despacha, muito rapidamente o seguinte:

1 – O procedimento para acesso ao apoio financeiro a conceder (…) é limitado às entidades proprietárias de estabelecimentos de ensino especializado da música que celebraram, no ano lectivo de 2009 -2010, contrato de patrocínio (…).

2 – O valor da comparticipação financeira a conceder a cada entidade proprietária (…) não pode exceder o valor efectivamente financiado ao abrigo do contrato de patrocínio celebrado, no ano lectivo de 2009 -2010 (…)
Despacho n.º 12522/2010

Ora, assim de pronto:

1 – se alguém investiu, ou pediu empréstimo para investir numa escola de ensino especializado em qualquer ponto deste país para leccionar a partir do próximo ano, esteja descansado porque poderá sempre contar com o apoio moral da família diante da falência de seu nado-morto;

2 – se alguma dessas escolas se lembrou de andar a trabalhar no duro com escolas do ensino genérico em protocolos de articulação, já com centenas de alunos inscritos e horários acordados, não se preocupe pois poderá sempre dizer aos pais que vão levar música em vez aprenderem, evitando assim aos alunos incómodos e trabalheiras desnecessárias;

3 – se, porventura, para além de terem protocolos de articulação assinados e matrículas aceites, já tinham professores contratados para o aumento de alunos, aí terão de despender algum dinheiro em telefonemas para informar os contratados de que os contratos terão efeito junto do Instituto de Emprego e Formação Profissional.

Tanta, mas tanta merda com o aumento de alunos, com o completo desvario que foi a anulação do sistema de avaliação das escolas de ensino artístico especializado, com a destruição do último sistema de ensino público de qualidade, por que escancararam as portas a alunos que não têm nenhum interesse especial em aprender?
Com o dinheiro que estão a gastar a ensinar meninos que não querem aprender poderiam, respeitando o quadro do actual contexto de contenção orçamental e de redução da despesa pública, deixar que aqueles que têm interesse, trabalham e compreendem o que é aprender, se mantivessem num sistema cuja qualidade dos serviços prestados correspondia às suas necessidades de aprendizagem!

Mas isto sou eu que digo em jeito de desabafo de uma pessoa que não tem nada a ver com o assunto, até porque, de certeza absoluta, não tardará de que centenas de professores e directores envolvidos aparecerão para exprimir publicamente o seu repúdio muito mais assertivamente que eu.

ps:

1- despachando os despachos Estivais da destruição do Sistema de Ensino Artístico Especializado – Despacho n.º 17932/2008, Portaria n.º 691/2009 e Despacho n.º 12522/2010;

2 – notícia Expresso.

LONGITUDE ZERO - 4Guida Costa (trombone de varas e voz) e Carlos Azevedo (piano) apresentam um novo projecto em duo ‘Longitude Zero – 4‘ no próximo Sábado pelas 23:30h, na sala Nietzsche da Fábrica Braço de Prata.
A temática por onde a improvisação se desenvolverá espelha os diversificados passados musicais de ambos.
Transcrevo o que os músicos, a propósito, escreveram:

LONGITUDE ZERO – 4
Escrito e improvisado, estendendo desde temas originais de cariz erudito e/ou
…de jazz contemporâneo europeu de autoria de Carlos Azevedo, até ‘standards’ de jazz (Monk, Beirach, Mingus, entre outros), o repertório escolhido espelha os diversificados passados musicais de ambos.
Será uma actuação de um duo inspirado, enriquecido pela referida experiência musical dos seus elementos. em concerto informal, onde a distância entre o público e o palco se torna inexistente, onde se pode sentir a cumplicidade entre os três, os dois músicos, e a assistência
.

ps:: para ver notas sobre o currículo de cada um ver link para o Facebook.

Com sobriedade e sem detalhes que alimentam tablóides, Pedro Mexia anuncia, com a elegância que o caracteriza, a cessação, a seu pedido, da sua função de sub-director da Cinemateca Portuguesa.
Não conheço as razões da sua decisão, mas reconheço a ética e a verticalidade com que Pedro Mexia tem pautado a sua vida profissional e pública e sei que a Cinemateca fica a perder. E muito!

Wayne ShorterTalvez por uma questão de poupança de espaço a nossa memória faz com que, na história recente, evidenciemos os ‘must’ de cada área, no caso dos saxofonistas do Jazz, Coltrane e Rollins, relegando excelentes músicos como Wayne Shorter para planos que de todo não traduzem a verdade.
Depois de 5 anos com os Messengers de Art Blakey, 6 no melhor quinteto de sempre de Miles Davis, 14 nos Weather Report, 23 albuns a solo e 9 grammy, o nome de Wayne Shorter continua muito discreto entre os críticos que da crítica vão fazendo sua vida.
Deixo-vos o tema ‘The three Marias’, segunda faixa do album ‘Atlantis’, de 1985, dedicado à então sua mulher e filha, Ana e Dalila, e à Senhora de Fátima.


Bom fim-de-semana.


Incrédulos e fascinados ouvíamos, em pequeninos, a passagem de Jesus a caminhar sobre o mar. Nem incrédulos e muito menos fascinados vemos que há pessoas que fazem a sua vida caminhando sobre os outros, detendo-se, muito brevemente, aqui e acolá, sempre que entendam ser necessário exibir a arte de calcar a honra de quem ouse erguer, ainda que timidamente, a cabeça.
Coisas que talvez venham de identidade…, de ancestrais culturas… onde o chá não estaria, decerto, presente!

Há dias que andava às voltas para escrever sobre o uso da Golden Share na OPA sobre a VIVO. Miguel Portas deu-me uma grande ajuda. Diz o essencial, com verdade, e em muito menos linhas que eu gastaria.



Se pretenderem, desta vez, colar-me ao Bloco de Esquerda, estejam à vontade porque, colantes que outros me pretendem impingir consoante o que possa escrever, é hábito recorrente de quem só partidos vê ou, esclerosados pelo tempo, permanecem na dicotomia da guerra fria – esquerda / direita / volver!

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