Ideias Soltas

se aqui não fora em mim só seria

Arquivo: Novembro, 2003

Recebo via correio electrónico, de Belmiro Oliveira, uma prenda de Natal antecipada! Ora vejam:

Caro Carlos Alves,

A Campo das Letras acaba de editar um livro da autoria de Raúl Ferreira (filho de Gomes Ferreira) e do conhecido Arq.Romeu Pinto da Silva “Música, minha antiga companheira desde os ouvidos da infância”,
uma antologia de textos de Gomes Ferreira sobre a música. São mais de 300 páginas do grande poeta.

Uma maravilha. Sonhei com isto durante anos - selecionar tudo o que ele escreveu sobre música.
Felizmente que gente mais capaz e com mais conhecimentos também teve essa ideia.

Vou já correr tentar agarrá-lo. Belíssima sugestão!
Obrigado, Belmiro Oliveira.

Recebo via correio electrónico, de Belmiro Oliveira, uma prenda de Natal antecipada! Ora vejam:

Caro Carlos Alves,

A Campo das Letras acaba de editar um livro da autoria de Raúl Ferreira (filho de Gomes Ferreira) e do conhecido Arq.Romeu Pinto da Silva, “Música, minha antiga companheira desde os ouvidos da infância”,
uma antologia de textos de Gomes Ferreira sobre a música. São mais de 300 páginas do grande poeta.
Uma maravilha. Sonhei com isto durante anos - selecionar tudo o que ele escreveu sobre música.
Felizmente que gente mais capaz e com mais conhecimentos também teve essa ideia.

Vou já correr tentar agarrá-lo. Belí­ssima sugestão!
Obrigado, Belmiro Oliveira.

Amanhã é dia de Brendel, um dos melhores entre os maiores pianistas de todos os tempos, na Gulbenkian, às 7 da tarde, Beethoven, as 4 primeiras Bagatelas, Rondós, op. 51 n.º 1 e 2 e a sonata n.º 11, de Mozart a sonata K. 576 e a sonata D.480 de Schubert.

Alfred Brendel é talvez o mais reconhecido intérprete vivo de Beethoven embora não se conheça nem gravado nem ao vivo uma prestação que não seja de elevada intensidade musical e técnica. Curiosamente foi quase um autodidacta, nascido na Morávia, hoje República Checa, residindo em Londres de há uns anos a esta parte.
Tem gravado Beethoven, Schubert, Schumann, Mozart, Mussorgsky, Liszt, Schöenberg, mas nunca Chopin. Perguntaram-lhe porquê em reportagem para a BBC, em 2001, ano em que completou 70 anos. Porque nada tenho a acrescentar, disse humildemente, ao que Cortot deixou.
Deixo as palavras àcerca deste personagem ímpar do piano de outro músico:

I was right at the beginning of my twenties when I first worked with him and he’s since become a very good friend. But I can remember the first performance just thinking what he is asking me to do is so difficult and is such a stretch. I really despaired at one point that I would ever be able to. Nowadays what he asks is just bloody difficult instead of completely impossible and we’ve done so much together that I think we understand each other’s rhythms.
Disse Simon Rattle.

Resta-me a mágoa de não poder estar presente neste fim de tarde que se prevê muito elevado.
Vão, quem puder não perca, não deixe a vida passar ao lado!

Amanhã é dia de Brendel, um dos melhores entre os maiores pianistas de todos os tempos, na Gulbenkian, às 7 da tarde, Beethoven, as 4 primeiras Bagatelas, Rondós, op. 51 n.º 1 e 2 e a sonata n.º 11, de Mozart a sonata K. 576 e a sonata D.480 de Schubert. Alfred Brendel é talvez o mais reconhecido intérprete vivo de Beethoven embora não se conheça nem gravado nem ao vivo uma prestação que não seja de elevada intensidade musical e técnica. Curiosamente foi quase um autodidacta, nascido na Morávia, hoje República Checa, residindo em Londres de há uns anos a esta parte. Tem gravado Beethoven, Schubert, Schumann, Mozart, Mussorgsky, Liszt, Schöenberg, mas nunca Chopin. Perguntaram-lhe porquê em reportagem para a BBC, em 2001, ano em que completou 70 anos. Porque nada tenho a acrescentar, disse humildemente, ao que Cortot deixou. Deixo as palavras àcerca deste personagem ímpar do piano de outro músico: I was right at the beginning of my twenties when I first worked with him and he’s since become a very good friend. But I can remember the first performance just thinking what he is asking me to do is so difficult and is such a stretch. I really despaired at one point that I would ever be able to. Nowadays what he asks is just bloody difficult instead of completely impossible and we’ve done so much together that I think we understand each other’s rhythms. Disse Simon Rattle. Resta-me a mágoa de não poder estar presente neste fim de tarde que se prevê muito elevado. Vão, quem puder não perca, não deixe a vida passar ao lado!

aqui, no Fórum de Música Clássica, uma ajuda à Catarina. Ela anda mesmo à rasca com as prendas de Natal!

aqui, no Fórum de Música Clássica, uma ajuda à Catarina. Ela anda mesmo à rasca com as prendas de Natal!

que enunciei aqui vão mais uns links. Recordo, apenas os que leio. Associação de Radicais pela Ética, Castor de Mármore, Encapuzado Extrovertido, Letras para Ensonar, e Planície Heróica.
Que os leio diariamente é que já não posso continuar a garantir.

que enunciei aqui vão mais uns links. Recordo, apenas os que leio. Associação de Radicais pela Ética, Castor de Mármore, Encapuzado Extrovertido, Letras para Ensonar, e Planície Heróica. Que os leio diariamente é que já não posso continuar a garantir.

mesmo demarcando-se do meu idealismo, Bloguítica diz: Este facto e. ainda mais preocupante se se tiver em conta que esta e. a grande . e unica . bandeira deste Governo. Afinal, seguindo o seu pragmatismo foi encontar a conclusão a que o meu idealismo me guiou. A solução é uma só - a evidência da queda da substância.

JMF, é a verdade dos fundamentalismos, a verdade dos que se proclamam detentores da verdade. Mas o mesmo se aplica aos muçulmanos quando consideram todo o Ocidente como anti-islamista. Veja-se para o que Aviz alertou.
Mas, felizmente, há muitos judeus, muçulmanos e americanos que assim não pensam. Talvez por não estarem cegos por um «Cânone», por eles pensem.

JMF, é a verdade dos fundamentalismos, a verdade dos que se proclamam detentores da verdade. Mas o mesmo se aplica aos muçulmanos quando consideram todo o Ocidente como anti-islamista. Veja-se para o que Aviz alertou. Mas, felizmente, há muitos judeus, muçulmanos e americanos que assim não pensam. Talvez por não estarem cegos por um «Cânone», por eles pensem.

em começar os dias pelas as palavras que o Silêncio transcreve. O meu muito obrigado.

em começar os dias pelas as palavras que o Silêncio transcreve. O meu muito obrigado.

Bloguítica apelida-me gentilmente de idealista, tal como a este Adufe mas, apesar de compreender a defesa que faço da ética, diz:

Compreendo e partilho algumas das preocupações dos idealistas, mas nao concordo com a forma como tendem a gerir as situações de confronto entre os ideais e a realidade.

Eu também compreendo o que pretnde dizer, é que por vezes somos levados, pela força das coisas, pela tal realidade, a transgredirmo-nos, a negarmo-nos, a pecarmos… Pois pecamos e não acreditando eu na absolvição advinda da confissão, creio na honra com que nos devemos revestir para dizer que pecámos e que tentaremos não voltar a errar.
Este idealismo que me aconchega (não nego a justeza do epípeto do Bloguítica) não me cega, no entanto, perante a realidade. Esta é por nós também erigida e ao arredarmos da sua construção a ética, por força de uma outra suposta realidade sem ética, mais não estaremos senão a contribuir para a anti-ética, para o tal pragmatismo, que hoje se diz, mas que prefiro um vocábulo mais adequado - niilismo -“ que cerca e mina a relação do Homem consigo próprio, em nome daquilo que o Homem considera, momentaneamente, mais adequado.

Mas, adiante, sem cegueiras, desçamos à tal realidade preconizada, ao que de facto aconteceu, para constatarmos, sem necessitarmos de grandes exercícios éticos ou morais, que este Governo se auto-purgou da substância de que se investiu. Negou por completo o seu zénite, como diz o Irreflexões e o Terras do Nunca, e tal como Judas, por outras palavras, num só acto, mostrou que até agora andou enganado e tudo o que fez deverá estar mal feito pois a sua sustentação é errada e socialmente injusta.

Ora, perante esta realidade só me parece ver uma saída - a demissão.

Não se ligue, contudo, ao que eu digo, meti-me num assunto que de todo não domino, esta coisa que se apelida de política, devendo ser essa a razão de não ter visto ninguém a pensar como eu 8 excepção feita ao personagem que já falámos) e, assim sendo, democraticamente me demito de mais opinião emitir. Quem sou eu afinal, tão-só um marginal assumido.

Veja-se, como se pode ler em Janela para o Rio, o Ministro das Finanças francês já veio dizer que em 2001 a UE foi demasiadamente severa com Portugal (que foi muito menos severa do que este Governo o foi para com o que o precedeu) e, por isso, tudo me leva a crer na justeza do Crítico quando parodiando diz, coça-me as costas que eu coço-te as tuas.

Para quando o fim deste oportunista ideário de um Bloco Central que teima em se perpetuar desde 1983?

Bloguítica apelida-me gentilmente de idealista, tal como a este Adufe mas, apesar de compreender a defesa que faço da ética, diz: Compreendo e partilho algumas das preocupações dos idealistas, mas nao concordo com a forma como tendem a gerir as situações de confronto entre os ideais e a realidade. Eu também compreendo o que pretnde dizer, é que por vezes somos levados, pela força das coisas, pela tal realidade, a transgredirmo-nos, a negarmo-nos, a pecarmos… Pois pecamos e não acreditando eu na absolvição advinda da confissão, creio na honra com que nos devemos revestir para dizer que pecámos e que tentaremos não voltar a errar. Este idealismo que me aconchega (não nego a justeza do epípeto do Bloguítica) não me cega, no entanto, perante a realidade. Esta é por nós também erigida e ao arredarmos da sua construção a ética, por força de uma outra suposta realidade sem ética, mais não estaremos senão a contribuir para a anti-ética, para o tal pragmatismo, que hoje se diz, mas que prefiro um vocábulo mais adequado - niilismo -. que cerca e mina a relação do Homem consigo próprio, em nome daquilo que o Homem considera, momentaneamente, mais adequado. Mas, adiante, sem cegueiras, desçamos à tal realidade preconizada, ao que de facto aconteceu, para constatarmos, sem necessitarmos de grandes exercícios éticos ou morais, que este Governo se auto-purgou da substância de que se investiu. Negou por completo o seu zénite, como diz o Irreflexões e o Terras do Nunca, e tal como Judas, por outras palavras, num só acto, mostrou que até agora andou enganado e tudo o que fez deverá estar mal feito pois a sua sustentação é errada e socialmente injusta. Ora, perante esta realidade só me parece ver uma saída - a demissão. Não se ligue, contudo, ao que eu digo, meti-me num assunto que de todo não domino, esta coisa que se apelida de política, devendo ser essa a razão de não ter visto ninguém a pensar como eu 8 excepção feita ao personagem que já falámos) e, assim sendo, democraticamente me demito de mais opinião emitir. Quem sou eu afinal, tão-só um marginal assumido. Veja-se, como se pode ler em Janela para o Rio, o Ministro das Finanças francês já veio dizer que em 2001 a UE foi demasiadamente severa com Portugal (que foi muito menos severa do que este Governo o foi para com o que o precedeu) e, por isso, tudo me leva a crer na justeza do Crítico quando parodiando diz, coça-me as costas que eu coço-te as tuas. Para quando o fim deste oportunista ideário de um Bloco Central que teima em se perpetuar desde 1983?

a justificação do senhor Primeiro Ministro. Veja-se o que aqui se lê:

Não pretendemos ser «mais papistas do que o papa, a querer punir paí­ses que tiveram dificuldades que nós entendemos», disse Durão Barroso, acrescentando que esta é a posição «correcta, que defende o interesse portuguesa», e uma visão portuguesa da «cumplicidade e solidariedade europeia».

Regressando à  ética que defendi como orientadora de comportamentos e atitudes pergunto:

1 - o governo andou a enganar-nos quanto à  importância de cumprir o pacto de estabilidade?

2 - se votar favoravelmente a situaçao de excepção para a Alemanha e a França é do interesse nacional pode-se depreender que este governo nunca o defendeu até agora, obrigando ao estrangulamento e paralisia da economia?

3 - se são dificuldades que o senhor Primeiro Ministro entende porque não as entendeu quando tomou posse e acusou e recorre na acusação de condenar o anterior governo?

É por não encontrar respostas a estas e outras questões de princí­pio que há muito, para meu desgosto, perdi a confiança nos nossos polí­ticos e até nesta coisa viscosa a que chamam democracia parlamentar.

É este o paradigma polí­tico que imperialmente querem implementar por esse mundo fora? Com que moral?

Ora, ora…

a justificação do senhor Primeiro Ministro. Veja-se o que aqui se lê: Não pretendemos ser «mais papistas do que o papa, a querer punir paí­ses que tiveram dificuldades que nós entendemos», disse Durão Barroso, acrescentando que esta é a posição «correcta, que defende o interesse portuguesa», e uma visão portuguesa da «cumplicidade e solidariedade europeia». Regressando à ética que defendi como orientadora de comportamentos e atitudes pergunto: 1 - o governo andou a enganar-nos quanto à importância de cumprir o pacto de estabilidade? 2 - se votar favoravelmente a situaçao de excepção para a Alemanha e a França é do interesse nacional pode-se depreender que este governo nunca o defendeu até agora, obrigando ao estrangulamento e paralisia da economia? 3 - se são dificuldades que o senhor Primeiro Ministro entende porque não as entendeu quando tomou posse e acusou e recorre na acusação de condenar o anterior governo? É por não encontrar respostas a estas e outras questões de princí­pio que há muito, para meu desgosto, perdi a confiança nos nossos polí­ticos e até nesta coisa viscosa a que chamam democracia parlamentar. É este o paradigma polí­tico que imperialmente querem implementar por esse mundo fora? Com que moral? Ora, ora…

Fala-se, na Bloguitica, na Janela para o Rio e nestas Irreflexões, do pedido de demissão da Sra. Ministra das Finanças por parte do Dr. Manuel Monteiro.
Não, não quero saber se Manuel Monteiro se antecipou ao PS, ao PCP ou ao BE ou ao futuro Rei de Inglaterra!
Também não quero saber que apesar da senhora Ministra ter votado favoravelmente à excepção não a pediu para Portugal (em abono da verdade de nada adiantaria um hipotético pedido antes de ele ser previamente concedido a países como a Alemanha ou a França)!
O que me importa é pugnar para que a ética tenha de estar consubstanciada na política, na estratégia, na sociedade, na escola e em casa.
Ora ouvir a Sra. Dra. Manuela Ferreira Leite, diariamente desde a sua tomada de posse, dizer que o tecto de 3% de défice público é o primeiro desígnio nacional e agora votar favoravelmente o estado de excepção revela uma falta, no mínimo, de respeito por quem a tomou a sério desde então. Aos princípios éticos orientadores da conduta não se podem sobrepor os interesses conjunturais ou de ocasião.
Em boa verdade a senhora Ministra, num só acto, esvaziou por inteiro a razão de ser Ministra. Negou o seu único objectivo!
É, para mim evidente, que a senhora Ministra se deveria demitir assim como o senhor Primeiro-Ministro se de acordo com o voto da sua Ministra estiver.
A não ser assim, não vale a pena dar o mínimo de crédito aos políticos por mais que o Presidente da República o peça.

Fala-se, na Bloguitica, na Janela para o Rio e nestas Irreflexões, do pedido de demissão da Sra. Ministra das Finanças por parte do Dr. Manuel Monteiro. Não, não quero saber se Manuel Monteiro se antecipou ao PS, ao PCP ou ao BE ou ao futuro Rei de Inglaterra! Também não quero saber que apesar da senhora Ministra ter votado favoravelmente à excepção não a pediu para Portugal (em abono da verdade de nada adiantaria um hipotético pedido antes de ele ser previamente concedido a países como a Alemanha ou a França)! O que me importa é pugnar para que a ética tenha de estar consubstanciada na política, na estratégia, na sociedade, na escola e em casa. Ora ouvir a Sra. Dra. Manuela Ferreira Leite, diariamente desde a sua tomada de posse, dizer que o tecto de 3% de défice público é o primeiro desígnio nacional e agora votar favoravelmente o estado de excepção revela uma falta, no mínimo, de respeito por quem a tomou a sério desde então. Aos princípios éticos orientadores da conduta não se podem sobrepor os interesses conjunturais ou de ocasião. Em boa verdade a senhora Ministra, num só acto, esvaziou por inteiro a razão de ser Ministra. Negou o seu único objectivo! É, para mim evidente, que a senhora Ministra se deveria demitir assim como o senhor Primeiro-Ministro se de acordo com o voto da sua Ministra estiver. A não ser assim, não vale a pena dar o mínimo de crédito aos políticos por mais que o Presidente da República o peça.

Excelente este primeiro Aceno de José Peixoto com as suas guitarras acústicas.
Um CD de músicas do próprio com as participações de Manuela Azevedo, Mário Delgado, José Salgueiro, Mário Franco, Filipa Pais, Mário Barreiros, Quiné e, imagine-se, Ralf Towner. Um trabalho muito bem cuidado (ou não tivesse a mão de Mário Barreiros), onde se sente a inspiração da música tradicional portuguesa condimentada, aqui e ali, com influência mourisca, por exemplo em Mais uma tarde, Doce Crescente e Lua, que tens?.
Espaços com Ralf Towner é inadjectivável, assim como Caixinha de Pandora, com Manuela Azevedo cantando um texto de Sérgio Godinho. Enfim, um trabalho seguramente entre os melhores de música portuguesa deste 2003.

Como é que agora se diz, incontornável, parece, é, é, ler o que o Crítico aqui divulgou.

Como é que agora se diz, incontornável, parece, é, é, ler o que o Crítico aqui divulgou.

que Bloguitica divulgou. Pergunto só se o voto favorável da Sra. Ministra das Finanças se traduzirá apenas nas contas públicas ou se será também favorável a aliviar o garrote que impõe aos cidadãos?

que Bloguitica divulgou. Pergunto só se o voto favorável da Sra. Ministra das Finanças se traduzirá apenas nas contas públicas ou se será também favorável a aliviar o garrote que impõe aos cidadãos?

Resume-se, no entender do Prof, Freitas do Amaral, na introdução de uma cadeira de Cultura Geral no ensino secundário e justifica que Os alunos vêm do Secundário sem qualquer ideia firme da cronologia (…), que Há cerca de 15 ou 20 anos fez-se uma experiência na Universidade Católica, sob proposta minha: acrescentar às provas de admissão a Direito um exame escrito de Cultura Geral. Os resultados foram tão negativos que teve de se abolir a experiência, sob pena de não entrar quase ninguém…â€Â?.

É muito acertado e pertinente o problema que o Professor aborda, logo em título, Crise do Ensino Secundário, mas perante tamanha desgraça, sim, estamos na cauda da Europa dos 15 e arriscamo-nos a passar para o terço inferior da Europa 25, como diz o Sr. Prof., mas qual gesto de mágica a coisa resolve-se com uma cadeirita de Cultura Geral no secundário?
Não, Francisco José Viegas diz bem, O problema é que a cultura geral verdadeira não é uma especificidade mas uma generalidade que resulta do interesse pessoal; esse interesse vem da frequência das «disciplinas do Cânone»�.
Mas como se desperta esse interesse pessoal? A resposta vem pronta, de Aviz, O apelo constante para ceder à mediocridade na escola, na televisão, nos jornais, na vida política, é que destruiu a cultura geral.

Pois é, tem razão o Porfessor, tem razão o Francisco José Viegas, tem razão o Fogotabrase, mas será de ficarmos assim…, por aqui só? Após dezenas de reformas e contraformas cruzamos os braços no meio desta merda que é a educação em Portugal? Foda-se meus desconhecidos amigos , esta merda vale a pena e se não valer, pouco ou nada mais valerá!

De que adianta falar de produtividade, de eficácia e eficiência, de sabermos quem somos, onde estamos, para onde queremos ir, se abdicarmos deste debate. A solução de freitas do Amaral só lembraria à sua geração, é certo, mas a sua apreensão é fantasmagoricamente real, fulcral, aliás!

Só escrevo lençois pr’aqui neste blogue, mas como falar disto sem ser do princípio e devagar?
Que é isso de cultura geral? Para que servirá? Apenas para gozo próprio?
Não haverá uma confusão de conceitos, de significados?
Estou fora, não tenho aqui à mão dicionários nem enciclopédias, mas ainda assim arrisquemos. O espírito do “Ensaio� de Freitas do Amaral na última página desta Visão de 20 de Novembro não é o de falta de cultura geral, talvez falta de informação memorizada o que de forma alguma eu confundo com o significado de cultura. Vamos por passos, a informação é transmitida, o receptor (falamos de alunos) memoriza-a ou não; seguidamente poderá assimilá-la, isto é confrontá-la com outras informações já retidas e incorporá-la, dar-lhe um sentido; depois, sim depois, poderá criar, dar, avançar, sendo este último produto, e só este, um acto de cultura.
Com efeito não existe o conceito de “cultura geral� embora o empreguemos amiúde, existe isso sim, lendo o que Freitas do Amaral quererá dizer, pessoas com mais ou menos informação memorizada a que eu chamo de eruditas, não forçosamente cultas.
Aliás, se o Prof. tentasse a experiência do exame escrito junto dos seus pares se calhar ficaria ainda mais escandalizado! Não duvido que soubessem situar no tempo a Idade Média, a Moderna, A Contemporânea e mesmo as mais distantes, mas se lhes fose perguntado quais as permanências, as mutuções os ritmos de mudança (assimilação da informação que está para além da erudição), o resultado seria deprimente, estou seguro.
Cultura hoje nem se consegue delimitar. Alguém eu seu perfeito juízo saberá definir a Cultura Portuguesa, a Minhota, a Transmontana, a Alentejana, a Europeia? Não, impossível, de multi-culturalidades e de inter-culturalidades se pode hoje abordar correndo o risco de ser um debate sem conclusão definitiva.
Mas será razão para nos afastarmos da busca de uma identificação? Sim, porque antes de tudo o mais a cultura analisável é a globalidade de actos passados que definem determinado grupo e que socialmente o integram, ou não, mas é reconhecível e palpável. Assim não existe uma cultura mas uma interdependência de actos culturais que se cruzam, que se interpenetram, que se completam, que se negam, que nos enformam e formam em grupo.
Daí o anacronismo da Cultura Geral. Veja-se, serão os nosso filhos mais sensíveis aos produtos musicais da MTV ou ao Fausto, à Ronda dos Quatro Caminhos ou aos Adiafa? Infelizmente não temos dúvidas que o que a MTV passa corresponde a 97% das vendas de CD’s nos EEUU e Europa e 93% em Portugal.

E, de novo regressemos à educação, à tal reforma, revolução ou reestruturação se preferirem.
Dos Pais, não vale a pena bater no ceguinho, não vale a pena dizer que são maus Pais, que não querem saber dos filhos. Por aqui começamos, pela noção de família tão cara, pelo menos no passado, ao nosso Professor. Da grande família, avós, pais, filhos e netos, passámos para a família intermédia de avós, pais e filhos, e hoje reduzida, núclear, pais e filhos, que não têm tempo uns para os outros, tentando os primeiros atribuir à Escola as suas próprias atribuições. E não é no secundário, como diz Freitas do Amaral, é desde o fim da amamentação caso ela tenha sido feita.
Cuidam que adiantará dizer aos Pais que têm de ter tempo e disponibilidade para os filhos ou aos professores que não têm de ensinar básicas regras de saber estar e ser com os outros? A meu ver é tempo perdido! Uma luta inglória sem vitoriosos a não ser a marginalidade ou se preferirem, mais digerível, a desinserção social.

Mas se é na Escola, que pode esta fazer? Como, para quê e para onde? Por que caminho? Que temos hoje de certo para o amanhã?
Também não tenho, mas deixo dicas para o caso de pretenderem debater.
Os alunos, desde o básico, estão sobrecarregados de disciplinas, de vários professores que lhes exigem o mesmo de muitas e variadas coisas…! Os alunos sentem-se perdidos nesta generalização da especialidade; a informação passada é de difícil assimilação se não conjugada como deveria ser! Que fazer? Aumentar as disciplinas, as horas de aulas, outra metodologia?
Se se considera que a Escola tem de promover a instrução e sociabilização dos seus alunos (como eu penso), muito há a fazer. Veja-se, falo de sobrecarga e ao mesmo tempo a Escola está ainda muito aquém de prestar o mínimo para uma saudável formação, lembremo-nos da expressão musical, corporal, dramática, pictórica…

Sete, sete disciplinas até ao final do ensino básico: português, matemática, física, química, biologia, informática, humanidades e expressões artísticas. Em humanidades dever-se-ia elaborar um programa que antes do mais transmitesse os valores que nos identificam enquanto cidadãos portugueses, europeus e do mundo, de forma harmoniosa com recurso às ciências geográficas, históricas, filosóficas e línguas estrangeiras. Nas expressões artísticas a Escola deveria estar apta a proporcionar de forma integrada o acesso ao ensino e desenvolvimento das capacidades das artes visuais, da leitura, da expresão musical, corporal e dramática.
Esta é uma ideia, mas uma ideia que obrigaria a Escola a ter mais tempo consigo alunos, que lhes desse oportunidade de procurarem o seu caminho, dando-lhes a conhecer não o devir, mas o que somos. A foma de melhor equacionarmos o futuro é conhecendo o passado e sabermos onde está o presente.

Mas a Escola consegue assumir este papel? De forma alguma, tal como se encontra estabelecida, dividida entre esfregas de espúrios cumprimentos de programas e o desinteresse dos seus pupilos. Mas porque carga de água é que os Ministérios da Educação e da Cultura gastam os nossos dinheiros sem o mínimo de coordenação entre eles? Num momento de penúria não serão os mais jovens a esperança que devemos e temos obrigação de acarinhar?

E, ainda assim, mesmo que os pais apoiassem este projecto escolar seria possível alcançar tais objectivos? Não de forma alguma pelo motivo que Francisco José Viegas adiantou, mas que se procura saber mais profundamente se a escola, a televisão, os jornais e a vida política não desvalorizarem quem tiver interesse em saber isso (…).
Para que se perdeu tanto tempo a discutir o que seria Serviço Público no audiovisual? Também não sei! Sei é que se os audiovisuais não produzirem programas que veiculem os valores socialmente integradores que os pais e os professoras implementem, tudo ruirá. O Serviço público mínimo começa na vontade dos nossos políticos em levar por diante uma proactividade entre os meios audiovisuais do Estado, as Escolas e os Pais. Serviço Público produzir programas, documentários, jogos, música, teatro, poesia, exposições, etc. para as Escolas, e deslocarem-se lá para que os próprios alunos possam fazer parte activa do projecto.

É preciso muito dinheiro para isto, é utópico! Queiram fazer, ousem fazer, atrevam-se os nossos políticos a meter na cabeça que os nossos jovens se estão cagando para o défice, para o orçamento, para a retoma, para os submarinos, para os estádios, para a Casa Pia, para a Justiça se não lhes fizermos a justiça de que o momento deles é agora, já, não para o ano, não para 2006.

Eu sei, sou doido, não é novidade! Novidade foi-o em 1964 quando uma única pessoa, sòzinha, de Ministério em Ministério, conseguiu a pulso levar a cabo um sonho, o do Ensino Integrado, cujo nome não consta como fundadora, mas que de sua cabeça brotou. Falo da Sra. D. Gilberta Paiva, ainda viva, ainda esquecida pelo seu país, que ergueu um projecto que hoje se chama Academia de Música de Santa Cecília e que, por acaso, nestes putativos “rankings� de escolas levados a cabo pelo Ministério da Educação teima em estar em 2 lugar.

Que desabafo, desculpem o lençol, mas há coisas que valapena!

Resume-se, no entender do Prof, Freitas do Amaral, na introdução de uma cadeira de Cultura Geral no ensino secundário e justifica que Os alunos vêm do Secundário sem qualquer ideia firme da cronologia (…), que Há cerca de 15 ou 20 anos fez-se uma experiência na Universidade Católica, sob proposta minha: acrescentar às provas de admissão a Direito um exame escrito de Cultura Geral. Os resultados foram tão negativos que teve de se abolir a experiência, sob pena de não entrar quase ninguém….. É muito acertado e pertinente o problema que o Professor aborda, logo em título, Crise do Ensino Secundário, mas perante tamanha desgraça, sim, estamos na cauda da Europa dos 15 e arriscamo-nos a passar para o terço inferior da Europa 25, como diz o Sr. Prof., mas qual gesto de mágica a coisa resolve-se com uma cadeirita de Cultura Geral no secundário? Não, Francisco José Viegas diz bem, O problema é que a cultura geral verdadeira não é uma especificidade mas uma generalidade que resulta do interesse pessoal; esse interesse vem da frequência das «disciplinas do Cânone».. Mas como se desperta esse interesse pessoal? A resposta vem pronta, de Aviz, O apelo constante para ceder à mediocridade na escola, na televisão, nos jornais, na vida política, é que destruiu a cultura geral. Pois é, tem razão o Porfessor, tem razão o Francisco José Viegas, tem razão o Fogotabrase, mas será de ficarmos assim…, por aqui só? Após dezenas de reformas e contraformas cruzamos os braços no meio desta merda que é a educação em Portugal? Foda-se meus desconhecidos amigos , esta merda vale a pena e se não valer, pouco ou nada mais valerá! De que adianta falar de produtividade, de eficácia e eficiência, de sabermos quem somos, onde estamos, para onde queremos ir, se abdicarmos deste debate. A solução de freitas do Amaral só lembraria à sua geração, é certo, mas a sua apreensão é fantasmagoricamente real, fulcral, aliás! Só escrevo lençois pr.aqui neste blogue, mas como falar disto sem ser do princípio e devagar? Que é isso de cultura geral? Para que servirá? Apenas para gozo próprio? Não haverá uma confusão de conceitos, de significados? Estou fora, não tenho aqui à mão dicionários nem enciclopédias, mas ainda assim arrisquemos. O espírito do .Ensaio. de Freitas do Amaral na última página desta Visão de 20 de Novembro não é o de falta de cultura geral, talvez falta de informação memorizada o que de forma alguma eu confundo com o significado de cultura. Vamos por passos, a informação é transmitida, o receptor (falamos de alunos) memoriza-a ou não; seguidamente poderá assimilá-la, isto é confrontá-la com outras informações já retidas e incorporá-la, dar-lhe um sentido; depois, sim depois, poderá criar, dar, avançar, sendo este último produto, e só este, um acto de cultura. Com efeito não existe o conceito de .cultura geral. embora o empreguemos amiúde, existe isso sim, lendo o que Freitas do Amaral quererá dizer, pessoas com mais ou menos informação memorizada a que eu chamo de eruditas, não forçosamente cultas. Aliás, se o Prof. tentasse a experiência do exame escrito junto dos seus pares se calhar ficaria ainda mais escandalizado! Não duvido que soubessem situar no tempo a Idade Média, a Moderna, A Contemporânea e mesmo as mais distantes, mas se lhes fose perguntado quais as permanências, as mutuções os ritmos de mudança (assimilação da informação que está para além da erudição), o resultado seria deprimente, estou seguro. Cultura hoje nem se consegue delimitar. Alguém eu seu perfeito juízo saberá definir a Cultura Portuguesa, a Minhota, a Transmontana, a Alentejana, a Europeia? Não, impossível, de multi-culturalidades e de inter-culturalidades se pode hoje abordar correndo o risco de ser um debate sem conclusão definitiva. Mas será razão para nos afastarmos da busca de uma identificação? Sim, porque antes de tudo o mais a cultura analisável é a globalidade de actos passados que definem determinado grupo e que socialmente o integram, ou não, mas é reconhecível e palpável. Assim não existe uma cultura mas uma interdependência de actos culturais que se cruzam, que se interpenetram, que se completam, que se negam, que nos enformam e formam em grupo. Daí o anacronismo da Cultura Geral. Veja-se, serão os nosso filhos mais sensíveis aos produtos musicais da MTV ou ao Fausto, à Ronda dos Quatro Caminhos ou aos Adiafa? Infelizmente não temos dúvidas que o que a MTV passa corresponde a 97% das vendas de CD.s nos EEUU e Europa e 93% em Portugal. E, de novo regressemos à educação, à tal reforma, revolução ou reestruturação se preferirem. Dos Pais, não vale a pena bater no ceguinho, não vale a pena dizer que são maus Pais, que não querem saber dos filhos. Por aqui começamos, pela noção de família tão cara, pelo menos no passado, ao nosso Professor. Da grande família, avós, pais, filhos e netos, passámos para a família intermédia de avós, pais e filhos, e hoje reduzida, núclear, pais e filhos, que não têm tempo uns para os outros, tentando os primeiros atribuir à Escola as suas próprias atribuições. E não é no secundário, como diz Freitas do Amaral, é desde o fim da amamentação caso ela tenha sido feita. Cuidam que adiantará dizer aos Pais que têm de ter tempo e disponibilidade para os filhos ou aos professores que não têm de ensinar básicas regras de saber estar e ser com os outros? A meu ver é tempo perdido! Uma luta inglória sem vitoriosos a não ser a marginalidade ou se preferirem, mais digerível, a desinserção social. Mas se é na Escola, que pode esta fazer? Como, para quê e para onde? Por que caminho? Que temos hoje de certo para o amanhã? Também não tenho, mas deixo dicas para o caso de pretenderem debater. Os alunos, desde o básico, estão sobrecarregados de disciplinas, de vários professores que lhes exigem o mesmo de muitas e variadas coisas…! Os alunos sentem-se perdidos nesta generalização da especialidade; a informação passada é de difícil assimilação se não conjugada como deveria ser! Que fazer? Aumentar as disciplinas, as horas de aulas, outra metodologia? Se se considera que a Escola tem de promover a instrução e sociabilização dos seus alunos (como eu penso), muito há a fazer. Veja-se, falo de sobrecarga e ao mesmo tempo a Escola está ainda muito aquém de prestar o mínimo para uma saudável formação, lembremo-nos da expressão musical, corporal, dramática, pictórica… Sete, sete disciplinas até ao final do ensino básico: português, matemática, física, química, biologia, informática, humanidades e expressões artísticas. Em humanidades dever-se-ia elaborar um programa que antes do mais transmitesse os valores que nos identificam enquanto cidadãos portugueses, europeus e do mundo, de forma harmoniosa com recurso às ciências geográficas, históricas, filosóficas e línguas estrangeiras. Nas expressões artísticas a Escola deveria estar apta a proporcionar de forma integrada o acesso ao ensino e desenvolvimento das capacidades das artes visuais, da leitura, da expresão musical, corporal e dramática. Esta é uma ideia, mas uma ideia que obrigaria a Escola a ter mais tempo consigo alunos, que lhes desse oportunidade de procurarem o seu caminho, dando-lhes a conhecer não o devir, mas o que somos. A foma de melhor equacionarmos o futuro é conhecendo o passado e sabermos onde está o presente. Mas a Escola consegue assumir este papel? De forma alguma, tal como se encontra estabelecida, dividida entre esfregas de espúrios cumprimentos de programas e o desinteresse dos seus pupilos. Mas porque carga de água é que os Ministérios da Educação e da Cultura gastam os nossos dinheiros sem o mínimo de coordenação entre eles? Num momento de penúria não serão os mais jovens a esperança que devemos e temos obrigação de acarinhar? E, ainda assim, mesmo que os pais apoiassem este projecto escolar seria possível alcançar tais objectivos? Não de forma alguma pelo motivo que Francisco José Viegas adiantou, mas que se procura saber mais profundamente se a escola, a televisão, os jornais e a vida política não desvalorizarem quem tiver interesse em saber isso (…). Para que se perdeu tanto tempo a discutir o que seria Serviço Público no audiovisual? Também não sei! Sei é que se os audiovisuais não produzirem programas que veiculem os valores socialmente integradores que os pais e os professoras implementem, tudo ruirá. O Serviço público mínimo começa na vontade dos nossos políticos em levar por diante uma proactividade entre os meios audiovisuais do Estado, as Escolas e os Pais. Serviço Público produzir programas, documentários, jogos, música, teatro, poesia, exposições, etc. para as Escolas, e deslocarem-se lá para que os próprios alunos possam fazer parte activa do projecto. É preciso muito dinheiro para isto, é utópico! Queiram fazer, ousem fazer, atrevam-se os nossos políticos a meter na cabeça que os nossos jovens se estão cagando para o défice, para o orçamento, para a retoma, para os submarinos, para os estádios, para a Casa Pia, para a Justiça se não lhes fizermos a justiça de que o momento deles é agora, já, não para o ano, não para 2006. Eu sei, sou doido, não é novidade! Novidade foi-o em 1964 quando uma única pessoa, sòzinha, de Ministério em Ministério, conseguiu a pulso levar a cabo um sonho, o do Ensino Integrado, cujo nome não consta como fundadora, mas que de sua cabeça brotou. Falo da Sra. D. Gilberta Paiva, ainda viva, ainda esquecida pelo seu país, que ergueu um projecto que hoje se chama Academia de Música de Santa Cecília e que, por acaso, nestes putativos .rankings. de escolas levados a cabo pelo Ministério da Educação teima em estar em 2 lugar. Que desabafo, desculpem o lençol, mas há coisas que valapena!

Hoje é dia de viagens. Aproveito para espalhar esta boa notí­cia de uma edição de música portuguesa.

Hoje é dia de viagens. Aproveito para espalhar esta boa notícia de uma edição de música portuguesa.

Este Ideias Soltas transcreveu mensagens de correio electrónico e comentou a ausência de edição da música e de intérpretes portugueses, aqui, aqui e aqui, a propósito do lançamento de um CD da Orquestra Nacional do Porto.

Convém por isso dizer que o Director da referida Orquestra, ontem em entrevista a Judite Lima no seu programa da Antena 2, “Jardim da Música�, questionado sobre estas críticas esclareceu que é intenção da ONP gravar compositores portugueses em futuras gravações, não tendo já nesta ocorrido pelo facto de, nas palavras de João Vaz de Carvalho, se pretender constatar que a ONP está ao nível das melhores orquestras mundiais.

Da justificação nada comento, antes prefiro enaltecer a promessa de gravar música portuguesa em futuras edições.

De salientar, ainda, que João Vaz de Carvalho colocou à disposição o endereço de correio electrónico (geral@onp.pt) da ONP para fazer chegar o referido CD às mãos de quem o pretendesse adquirir sem custos adicionais pois tem sido quase impossível encontrá-lo nas bancas.

Este Ideias Soltas transcreveu mensagens de correio electrónico e comentou a ausência de edição da música e de intérpretes portugueses, aqui, aqui e aqui, a propósito do lançamento de um CD da Orquestra Nacional do Porto. Convém por isso dizer que o Director da referida Orquestra, ontem em entrevista a Judite Lima no seu programa da Antena 2, .Jardim da Música., questionado sobre estas críticas esclareceu que é intenção da ONP gravar compositores portugueses em futuras gravações, não tendo já nesta ocorrido pelo facto de, nas palavras de João Vaz de Carvalho, se pretender constatar que a ONP está ao nível das melhores orquestras mundiais. Da justificação nada comento, antes prefiro enaltecer a promessa de gravar música portuguesa em futuras edições. De salientar, ainda, que João Vaz de Carvalho colocou à disposição o endereço de correio electrónico (geral@onp.pt) da ONP para fazer chegar o referido CD às mãos de quem o pretendesse adquirir sem custos adicionais pois tem sido quase impossível encontrá-lo nas bancas.