a justificação do senhor Primeiro Ministro. Veja-se o que aqui se lê: Não pretendemos ser «mais papistas do que o papa, a querer punir países que tiveram dificuldades que nós entendemos», disse Durão Barroso, acrescentando que esta é a posição «correcta, que defende o interesse portuguesa», e uma visão portuguesa da «cumplicidade e solidariedade europeia». Regressando à ética que defendi como orientadora de comportamentos e atitudes pergunto: 1 – o governo andou a enganar-nos quanto à importância de cumprir o pacto de estabilidade? 2 – se votar favoravelmente a situaçao de excepção para a Alemanha e a França é do interesse nacional pode-se depreender que este governo nunca o defendeu até agora, obrigando ao estrangulamento e paralisia da economia? 3 – se são dificuldades que o senhor Primeiro Ministro entende porque não as entendeu quando tomou posse e acusou e recorre na acusação de condenar o anterior governo? É por não encontrar respostas a estas e outras questões de princípio que há muito, para meu desgosto, perdi a confiança nos nossos políticos e até nesta coisa viscosa a que chamam democracia parlamentar. É este o paradigma político que imperialmente querem implementar por esse mundo fora? Com que moral? Ora, ora…
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