Vem a propósito das palavras de Francisco José Viegas, segundo Steiner, o inumanismo da indiferença, e da Voz do Deserto, quando diz:

(…) Não entendo os que se embaraçam com estas coisas. Desde o Éden que o Senhor nos condenou à linguagem. E há uma sublime eloquência nos gemidos inexprimíveis (Romanos 8:26).

Ao VERBO, diria eu.

Se há ideologia que ainda atravessa o ar e os figurinos do pensamento, essa ideologia é o niilismo.
0 niilismo representa hoje a dissolução de qualquer fundamento último. As religiões deixaram de ser apólices de seguros, entraram no vórtice do tempo e fragmentaram-se, como a própria cultura.

José Augusto Mourão nesta sua comunicação no Colóquo Internacional V de Discursos e Práticas Alquímicas cuja leitura integral recomendo vivamente.


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