É uma saga que parece não ter fim à vista, aliás, cartas anónimas sempre existiram. Não resisto, contudo, a publicar este pois tem a haver com o último post e considero-o muito bem humorado. Aqui vai:
ora agora já podes postar que a tua sobrinha foi às finanças… e que não era no balcão que me indicaste, para que conste, era no das certidões, que fui caridosamente avisada a tempo por uma senhora que estava prá sisa desde a manhã… e que estive cinco minutinhos nessa filinha, a da sisa, (antes que a senhora me informasse), e depois fui às certidões e não percebi onde era a fila, porque estavam várias pessoas encostadas ao balcão, nomeadamente um senhor grande e com um sobretudo vestido e um bigode, e que esse senhor fez sinal a alguém e a pessoa veio. depois veio uma senhora ao balcão, e o senhor que estava foi-se embora, e a senhora fixou com ar inquiridor os contribuintes do lado de cá, e eu achei que era comigo, e fui. e entreguei-lhe o papel, e nem tive tempode acabar a frase que ela já o tinha levado. e procurou, procurou, e trouxe-mo e disse qualquer coisa que não percebi, e voltou a olhar para o papel e disse, ah, é renovação, e foi a um livro gordo e viu qulquer coisa e enfiou-me um monte de papéis nas mãos e quase juro que tinha empurrado se não estivesse o balcão entre nós. e isto tudo se pasosu sem um sorriso nem uma palavra especificamente a mim dirigida. e além disso estava muito calor e muita gente amontoada, que a repartição não tem nem senhas de vez nem ventilação. e pronto. meti no envelope e correei.
Vinha assinado por “Invalid Person”, mas indagarei. Tenho fundadas suspeitas de que poderá tratar-se de uma muito querida sobrinhita…!
Tags: ideias, Ideias Soltas






















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