o 14º Festival Intercéltico do Porto
Do Porto? Sim, mas desta vez descentralizado…, a Lisboa, a Montemor-o-Novo e a Arcos de Valdevez. Segue-se o programa que transcrevemos do At-tambur, daqui.
Rivoli – Teatro Municipal
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Dia 1 de Abril 2004
Portugal At-Tambur
Hungria Marta Sebestyén e Muzsikàs
Dia 2 de Abril 2004
Portugal Realejo
Cantábria Atlântica
Dia 3 de Abril 2004
Portugal Frei Fado d’El Rei
Irlanda Kila
Lisboa
CCB
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Dia 1 de Abril 2004
Irlanda Kila
Dia 2 de Abril 2004
Hungria Marta Sebestyén e Muzsikàs
Dia 3 de Abril 2004
País Basco Kepa Junkera
Montemor-o-Novo
Cine Teatro Curvo Semedo
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Dia 2 de Abril 2004
Irlanda Kila
Dia 3 de Abril 2004
Hungria Marta Sebestyén e Muzsikàs
Arcos de Valdevez
Auditório – Casa das Artes
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Dia 2 de Abril 2004
Portugal At-Tambur
Dia 3 de Abril 2004
Cantábria Atlântica
Não fazemos nenhuma chamada de atenção aos participantes embora registemos o regresso dos “Realejo” e dos “Frei Fado d’El Rei“, para nós, indiscutivelmente a melhor formação de música tradicional portuguesa, onde se fundo fado, com música popular, flamengo e umas pitadas, aqui e acolá, de ambiências mouricas. Perderam recentemente um grande alicerce, em especial no que concerne a estrutura, a sonoridade, a ambiência, enfim, a âncora, falo de Quico Serrano. A ver vamos como evoluem sem ele, substituído por Raul Tinoco!
Diz no Causa Nossa que:
Ao contrário da abstenção, que é geralmente produto de uma atitude de desinteresse ou falta de informação, ou de hostilidade de baixa intensidade, o voto branco supõe uma atitude deliberada e uma rejeição de mais forte intensidade(…)
Ora aqui está mais uma visão que revisita a tentação de considerar irrelevante a abstenção, isto é, não querer atribuir-lhe qualquer outra intenção que não seja a de desinteresse (conotando, subliminarmente como uma atitude socialmente reprovável) ou de falta de informação, como se não não vivêssemos em plena “overdose”? de informação.
É que contrariamente ao voto em branco ficcionado por Saramago, entendido como um voto “esclarecido”? de não alinhamento num qualquer programa partidário, a abstenção representa sempre uma recusa de participação no acto eleitoral que, apesar de ser passÃvel de diversas leituras, uma há que é irrefutável – os abstencionistas recusam-se a alienar a sua participação cÃvica na construção da democracia no estreito caminho partidário.
Este é um problema bem mais grave e lactente nas nossas democracias que o apelo ao voto em branco já que, antes de mais, coloca ao regime uma tarefa de revisão dos meios de participação cÃvica fora do âmbito partidário.
Ora, é esta liberdade de intervenção cÃvica, paradigma de uma cidadania consciente e esclarecida que todos os partidos se têm recusado a equacionar para além da inclusão do “independente”? numa lista partidária.
É verdade que não é linear que uma revisão constitucional e da lei eleitoral que contemplasse o acesso de candidaturas de simples cidadãos aos escrutÃnios legislativos, nacionais e europeus, provocasse uma imediata redução das percentagens da abstenção, mas seria um passo fundamental que a abstenção fosse substanciada com a sua significância, ou seja, que a percentagem por ela alcançada em todos os processos eleitorais tivesse correspondência em assentos vagos nos órgãos representativos de soberania, em prejuÃzo proporcional dos candidatos partidários.
Estou persuadido que esta medida obrigaria as Assembleias Representativas a repensar o modo que envolver os cidadãos no seu dever de cidadania. Mas no entretanto, enquanto os partidos retirarem à abstenção a sua substância, negando e escamoteando o seu real espaço, ocupando os seus representantes assentos para os quais não foram plebiscitados, os partidos nada farão pois continuam a ocupar os lugares deixados vagos pelos cidadãos abstencionistas.
Mais grave que a abstenção é a negação da sua evidência e, este sim, poderá, aprazo, colocar sérios problemas de representatividade às sociedades ocidentais.
Porque é que a ideia do voto branco do Saramago incomoda tanta gente, da direita à esquerda?
Ciente da crescente abstenção, provocada pela incapacidade deste sistema representativo que atribui aos partidos, em regime de exclusividade, a responsabilidade de mobilizar os cidadãos e que por tal o ónus dessa abstenção sobre eles recai, não encontrei resposta que não fosse o medo. O medo de para si próprios assumirem que o “seu reino� vai nu!
Ele há coisas que não podemos deixar de partilhar. É qu’eu acho que já muita gente se serviu e não disse nada a ninguém. Portanto aqui vai o que recebi por email:
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Por Krautrock ficou conhecido o movimento musical que viria a colocar a Alemanha nos roteitos do Rock/Pop. Até finais dos anos 60 a criatividade musical alemã era muito pobre fora do contexto da música erudita. Parecia que o rock e o pop lhe tinham passado ao lado.
É perante esse inconformismo, por um lado, e por uma atitude ‘anarquista’, de ‘anti-cultura’, em relação ao rock, que um ácido eléctrico combinado com um psicadelismo espacial de matiz essencialmente instrumental, onde a voz caso só surge como mais um instrumento, condimentado com breves improvisações free, conseguidos em estados alterados de consciência conseguidos, à época, através do LSD, que se trilharam caminhos experimentais que frutificaram e ficaram para a história da música rock/pop dos anos 70 e 80, não podendo dissociar-se do serialismo de Stockhausen.
Exemplos?
‘The Raven’ dos ‘Ikarus’ ‘Alpha Centauri’? dos ‘Tangerine Dream’ e Autobahn dos ‘Kraftwerk’!
Já se lembram, das ‘curtições’ do Autobahn em ‘replay’ no leitor de cassetes do carro e volume no máximo?
Pois bem, para quem conhece e especialmente para quem não chegou a vivê-los, eis os Kraftwerk no Coliseu na próxima sexta, 2 de Abril! Obrigatório!
Ah, mas consideram sapientemente, Vossas Mercês, que este género de empresas não são viáveis, não correspondem aos padrões de produtividade em voga, são economicamente obsoletas, não têm espaço num Portugal moderno e europeu, pois bem, abram-se falências, mandem-se umas centenas de milhar para o fundo de desemprego, onde sempre poderão ganhar ficticiamente em sequentes e inconsequentes cursecos promovidos pela instituição enquanto permanecem isentos de contribuir para a Segurança Social, pagos na totalidade pelo bolso do contribuinte, enquanto que os que esforçadamente investiram e mantiveram alguns postos de trabalho, assegurando sem ser a expensas do Estado o sustento das respectivas famÃlias, não poderão usufruir do subsÃdio de desemprego pelo repugnante soberba de terem sido sócios-gerentes!
Tenham juÃzo! Caiam na realidade e não se deixem formatar pelos néscios ensinamentos que vos impingem nos banquinhos das faculdades
Venham para cá, arrisquem a ser empresários, arrisquem a dar trabalho aos outros e verão, sim, disso não tenho a mÃnima dúvida, que anda para aà muita gentalha manga d’alpaca a querer-vos colocar o rótulo de ladrões.
Venham, venham para ver como a mudança de assento vos dará outra perspectiva. Venham, estudem e analisem menos e venham produzir, mesmo que “improdutivamente” como vos querem formatar!
1 – Mais de metade das empresas não paga IRC, foi o que se soube e é verdadeiro.
2 – Verdadeiro é também que quase 60% das empresas portuguesas são micro-empresas maioritariamente de comércio a retalho.
3 – Dessas micro-empresas, 80 % não tem mais de 5 funcionários.
4 – Mais de 50% dessas facturam menos de 500.000,00€.
5 – Contas feitas antes de impostos, isto é, facturação menos pagamento a fornecedores, água, luz e telefone, pagamento a funcionários, Segurança Social, entrega do IIVA recebido, deslocações, assistência pós-venda e demais despesas.
Por isso, meus senhores de fato cinzento, funcionários seguros de grandes instituições, excelsos professores associados e catedráticos, analistas, bloguistas e comentadoristas, façam contas e constatarão que perante o acima enunciado, se conseguirmos trazer para casa 300 contecos, depois de pagar Segurança Social e IRS, é um mês de sucesso e isso depois de adiantar do nosso, aquilo a que vocências chamam investimento, e por isso vão chamar ladrão ao caralho!
Basta! Enxerguem-se!
“A prova de fogo!”
Depois de a nova administração tomar posse, onde Gabriela Canavilhas detém a respnsabilidade máxima, a Orquestra Metropolitana de Lisboa irá apresentar-se em vários concertos na semana da Paixão, entre os quais se destaca o Requiem de Fauré, juntando-se à orquestra o Coral de Lisboa “Cantat”, a ter lugar na Igeja do Mosteiro de S. Vicente de Fora no próximo dia 2 de Abril, sexta-feira, com entrada livre. É de salientar que este programa esteve agendado para 6 de Outubro do ano passado, em colaboração com o Instituto Gregoriano de Lisboa que por razões conhecidas foi anulado.
Será a a primeira oportunidade para se aferir da qualidade da prestação desta orquestra na era pós Graça Moura, e o trabalho já conseguido pelo novo maestro titular. Um momento a não perder onde, talvez, se possa reconciliar o público com esta formação de sofreu acentuados decréscimos de qualidade nos últimos anos.
Como nota de fim de página, lamentamos a falta de actualização do site da AMEC, onde nem este programa consta. Um assunto, ainda, a melhorar e rever.
Editorial de Joaquim Vieira II
Gostaria de agradecer os emails que recebi de, no mínimo, perplexidade sobre o editorial da última Grande Reportagem, assinado por Joaquim Vieira.
Apesar de alguns considerarem poder tratar-se de uma “imprudência”, continuo a pensar que, só pelo facto de lá se escrever que “(…) a sua contaminação resulta sempre de uma imprudência humana.“, referindo-se à SIDA, merece da Grande Reportagem, pelo punho do seu director e com igual destaque, um formal pedido de desculpas a todos os infectados deste mundo.
É o mínimo!
Separam-se mesmo, foi?
E não nos disseram nada, tivemos de saber pelos jornais! Incrível! Não se faz!





















