Basta! Estou farto de que me chamem ladrão! II
Ah, mas consideram sapientemente, Vossas Mercês, que este género de empresas não são viáveis, não correspondem aos padrões de produtividade em voga, são economicamente obsoletas, não têm espaço num Portugal moderno e europeu, pois bem, abram-se falências, mandem-se umas centenas de milhar para o fundo de desemprego, onde sempre poderão ganhar ficticiamente em sequentes e inconsequentes cursecos promovidos pela instituição enquanto permanecem isentos de contribuir para a Segurança Social, pagos na totalidade pelo bolso do contribuinte, enquanto que os que esforçadamente investiram e mantiveram alguns postos de trabalho, assegurando sem ser a expensas do Estado o sustento das respectivas famílias, não poderão usufruir do subsídio de desemprego pelo repugnante soberba de terem sido sócios-gerentes!
Tenham juízo! Caiam na realidade e não se deixem formatar pelos néscios ensinamentos que vos impingem nos banquinhos das faculdades
Venham para cá, arrisquem a ser empresários, arrisquem a dar trabalho aos outros e verão, sim, disso não tenho a mínima dúvida, que anda para aí muita gentalha manga d’alpaca a querer-vos colocar o rótulo de ladrões.
Venham, venham para ver como a mudança de assento vos dará outra perspectiva. Venham, estudem e analisem menos e venham produzir, mesmo que “improdutivamente” como vos querem formatar!
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Meu caro não se mostre tão ofendido. A carapuça é para quem serve. Se é comerciante honesto, os meus parabéns.
Eu próprio já fui comerciante. Sou fampilia de comerciantes e fabricantes (pequenos). Sabe o que pergunta o comerciante ao fornecedor, é assim:- quanto arranja por fora? E se o fabricante diz que não pode a resposta é:- não compro!
É assim que 30 ou 40% das transações não pagam IVA. É assim que os lucros são disfarçados.
Você sabe que é assim. É claro que são os grandes os maiores faltosos, mas os pequenos também são.
Em tempos muito idos talvez acredite no que diz. Hoje o que o João anuncia não existe no pequeno comércio. Não esquece que os bons fornecedores já não são empresas portuguesas. Não há, ou melhor, não conheço uma única via (se souber muito agradeço que me informe) que consiga desviar-nos do pagamento do IVA.
O que diz, aliás, parece mesmo, tal e qual, o discurso do “politicamente correcto” sem correspondência no quotidiano real que me pretende chamar de ladrão!!
Mais de 50% das empresas não pagaram irc,
haverá alguma explicação plausivel para este estado de coisas?
E paralelamente,o novo riquimos,boçal e vexatório prolifera!!!
Ora aí, caro João, estou inteiramente de acordo consigo. Não me lembro de assistir a tão pronunciada demonstração do “kitch” novo-riquismo e, este sim, deveria ser investigado!
Antes de colarem rótulos a quem pode ou não ter lucros passíveis de de alimentar o IRC, antes de roubarem a grande maioria que não aguenta o pagamento especial por conta, deveriam começar por investigar os sinais exteriores de riqueza e abrir judicialmente levantar o sigilo bancário nestes casos.
Acredite, eu pelo menos acredito, que muito se ficaria a saber sobre o quanto se foge ao cumprimento das obrigações fiscais.
Peço desculpa pelo engano, o anterior comentário deveria ter sido dirigido ao Daniel Tecelão e não como aconteceu ao João Norte. As minha desculpas.