1 – Mais de metade das empresas não paga IRC, foi o que se soube e é verdadeiro.
2 – Verdadeiro é também que quase 60% das empresas portuguesas são micro-empresas maioritariamente de comércio a retalho.
3 – Dessas micro-empresas, 80 % não tem mais de 5 funcionários.
4 – Mais de 50% dessas facturam menos de 500.000,00€.
5 – Contas feitas antes de impostos, isto é, facturação menos pagamento a fornecedores, água, luz e telefone, pagamento a funcionários, Segurança Social, entrega do IIVA recebido, deslocações, assistência pós-venda e demais despesas.
Por isso, meus senhores de fato cinzento, funcionários seguros de grandes instituições, excelsos professores associados e catedráticos, analistas, bloguistas e comentadoristas, façam contas e constatarão que perante o acima enunciado, se conseguirmos trazer para casa 300 contecos, depois de pagar Segurança Social e IRS, é um mês de sucesso e isso depois de adiantar do nosso, aquilo a que vocências chamam investimento, e por isso vão chamar ladrão ao caralho!
Basta! Enxerguem-se!
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“vão chamar ladrão ao caralho” – sublinho!
É assim memo, dáles!
Meu caro, não fique tão ofendido. A carapuça é para que serve. Se é comerciante ou fabricante honesto os meus parabens.
Eu próprio já fui comerciante, estou próximo de comerciante e fabricantes (pequenos) e sei como as coisas se processam. Você também sabe. Mais de 30 ou 40% das transações não pagam IVA.
Sabe o que pergunta o comerciante ao fornecedor, ainda antes deste mostrar a mercadoria (ou colecção) é assim :- quanto arranja por fora? ” e se o fornecedor fabricante ou não, diz que não pode, a resposta é:- então não compro. É assim com todos. por isso não venha gritar porque todos sabemos como é.
Em tempos muito idos talvez acredite no que diz. Hoje o que o João anuncia não existe no pequeno comércio. Não esquece que os bons fornecedores já não são empresas portuguesas. Não há, ou melhor, não conheço uma única via (se souber muito agradeço que me informe) que consiga desviar-nos do pagamento do IVA.
O que diz, aliás, parece mesmo, tal e qual, o discurso do “politicamente correcto” sem correspondência no quotidiano real que me pretende chamar de ladrão!