Liberalismo - uma doutrina de exportação
Sejam bem regressados, com retemperadas forças e, como sói dizer-se, com mais propensão para auto-estima, é o que desejo a todos para combater as notícias de degradação persistente do modelo económico e, consequentemente, social que privilegiamos e defendemos - a nossa democracia.
Vem isto a propósito de quase tudo. Do Iraque, certamente, das ameaças de ataques a cidadãos, com certeza, mas também desta notícia que me apanhou mesmo desprevenido! Não é que 61% das empresas norte-americanas não pagaram impostos entre 96 e 2000, e ninguém lhes cola o rótulo de ladrões!
Como tenho dito, o liberalismo é uma mera doutrina de exportação das economias mais fortes para as mais fracas. É o”leit motiv” da exploração de países terceiros com economias mais débeis, por parte das economias mais regulamentadas e proteccionistas do mundo.
É com o liberalismo económico doutrinário que a “mão invisível” do Adam é substituída pela mão invisível da “finantia” sem rosto, que domina a seu bel prazer os mercados globais e as economias nacionais!
Não me espanta, até será compreensível. O que me enternece são os “pensadores liberalizantes” das economias desprotegidas!
E assim, vamos alegremente promovendo a auto-estima!
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