O Conservatório Regional do Baixo Alentejo (CRBA) promove de 31 de Maio a 4 de Junho a «Semana da Música do Sec. XX» na sua sede na Praça de República, em Beja. O programa é variado numa conjugação de esforços entre professores e alunos, não descura os compositores portugueses, representando um grande esforço de divulgação junto da comunidade em que está inserido e a quem se dirige esta iniciativa, o Baixo Alentejo.
Aqui deixo o programa, lamentando não ter conseguido, até ao momento, a informação das obras que professores e alunos executarão:
31 de Maio:
9h00 Horas – Inauguração da Exposição Temática – Átrio da Entrada do Conservatório que estará patente durante todo o evento havendo sempre um professor para acolher e apresentar a referida exposição.
Manhã – Visitas das Escolas do 1º e 2º ciclos da cidade de Beja à exposição e Workshops de danças do Século XX (rock, twist, salsa, etc.) – Mini Auditório do Conservatório.
Noite – 21h30 Horas – Concerto de Professores – Mini Auditório do Conservatório (Saxofone + Piano; Duo de Clarinetes; Trio de Metais + Piano e Piano + Violino)
1 de Junho:
Manhã – Visitas das Escolas 1º e 2º ciclos da cidade de Beja à exposição e Workshops de danças do Século XX (rock, twist, salsa, etc.) – Mini Auditório do Conservatório.
Noite – 21.30 Horas – Audição de alunos – Mini Auditório do Conservatório.
2 de Junho:
Manhã (10.00 às 11.00; 11.30 às 12.30) – Workshops de danças do Século XX (rock, twist, salsa, etc.) para as Escolas do 1º e 2º ciclos da cidade de Beja – Auditório da Casa da Cultura de Beja.
Tarde (14.30 às 15.30; 16.00 às 17.00) – Workshops de danças do Século XX (rock, twist, salsa, etc.) para as Escolas do 1º e 2º ciclos da cidade de Beja – Auditório da Casa da Cultura de Beja.
18.30 Horas – Apresentação de coreografias sobre as danças do Século XX, com alunos do Conservatório – Auditório da Casa da Cultura de Beja.
19.30 Horas – Seminário: “A emancipação da dissonância e a dissolução do tonalismo” – Mini Auditório do Conservatório.
Noite – 21.30 Horas – Concerto de Professores – Mini Auditório do Conservatório(Tuba; Viola Dedilhada; Violoncelo + Piano).
3 de Junho:
Manhã – Visitas das Escolas do 1º e 2º ciclos da cidade de Beja à exposição e Workshops de danças do Século XX (rock, twist, salsa, etc.) – Mini Auditório do Conservatório.
Tarde – 19.00 Horas – Seminário: “Prélude à l’aprés midi dune faune” de C. Debussy – Mini Auditório do Conservatório.
Noite – 21.30 Horas – Concerto de Professores – Igreja da Sé de Beja. (Órgão a Solo; Órgão + Flauta Transversal; Órgão + Saxofone; Viola Dedilhada.)
4 de Junho:
Manhã – Visitas das Escolas do 1º e 2º ciclos da cidade de Beja à exposição e Workshops de danças do Século XX (rock, twist, salsa, etc.) – Mini Auditório do Conservatório.
Tarde – 20.00 Horas – Audição de alunos – Mini Auditório do Conservatório.
Assim, “valapena”!
A oratória Judas para coro e orquestra de António Pinho Vargas pôde ser ouvida ontem no Grande Auditório da Gulbenkian, com repetição hoje, pelas 19 horas. Esta obra foi encomendada pela Academia de Música de Viana do Castelo e estreada nessa cidade a 29 de Setembro de 2002.
ficha técnica:
CORO GULBENKIAN
CORO DE CÂMARA INFANTIL DA ACADEMIA DE MÚSICA DE SANTA CEC?LIA
ORQUESTRA GULBENKIAN
FERNANDO ELDORO (maestro)
DANIEL NORMAN (tenor)
NICHOLAS MCNAIR(piano)
ANNE KAASA (piano)
RUI PAIVA (órgão)
Reproduzo uma crítica de Fernando C. Lapa aquando da estreia desta obra, retirada do site de António Pinho Vargas.:
Organizado pela Academia de Música de Viana do Castelo, está em curso um invulgar ciclo dedicado à música sacra. Numa cidade onde a música contemporânea não é novidade (…), assinale-se a modernidade do programa apresentado pelo Coro e Orquestra Gulbenkian no concerto inaugural, com destaque para a estreia de “Judas Secundum Lucam, Joannem, Matheum et Marcum”, de Pinho Vargas. Comecemos por aqui.
A partir de excertos dos quatro evangelistas, onde em poucas palavras se sintetiza a história da traição de Judas, Pinho Vargas construiu uma obra de um invulgar dramatismo. A força e eficácia da peça assentam numa escrita de grande profissionalismo, plural e aberta, sem complexos de escola. Os recursos são vastos: texturas corais e orquestrais de grande variedade e riqueza; ritmos obsessivos, cruzando o regular e o irregular; papel significativo da percussão, quase sempre incisivo e tenso; poder dramático dos graves, quer sejam sopros, cordas ou vozes.
O clima atormentado que percorre toda a obra tem poucos momentos de distensão. Um deles acontece no diálogo de Jesus com os discípulos (… “um de vós me entregará”), expresso em malhas vocais de rara felicidade, num efeito de pergunta-resposta deveras eficaz, já que protagonizado pela separação das vozes femininas e masculinas do coro, colocadas nas capelas laterais da igreja. Os outros correspondem à escrita para as palavras de Jesus, essas, sim, num registo mais sereno e despojado.
Face à constante tensão que enforma a obra, o expressivo desenho musical de “se suspendit” (enforcou-se) ganha inusitado realce, por contraste, colocando a “Paixão” de Judas no centro do drama. Numa escrita desinibida, rondando contextos tonais, ouvimos então algo que bem se aproxima dos célebres “lamentos” que a História da Música guarda como momentos da mais alta expressividade.
Em jeito de nota à margem, para uma discussão que não cabe aqui, ficam-nos duas questões: até onde vai o conceito de música sacra? Entre a pequena “paixão” de Judas e a grande “Paixão Segundo S. Mateus”, porquê escolher Judas? (Responde Pinho Vargas: “E porque não?”)
Duas inciativas relevantes para a cidade. Uma de índole de abertuta ao exercício da cidadania e outra cultural.
Segundo o André do Tem Avondo, a Câmara de Beja abre hoje, pelas 18 horas, as portas para uma «sessão de discussão pública» sobre os projectos da Bejapolis. Duvido que se faça luz, ainda por cima depois de o Presidente ter escrito que fez e bem feito, era o que faltava ter de parar para pensar.
Bom, pode ter ponderado e, se assim for, a cidade tem a ganhar já que poucos de identificam com a maioria das obras levadas a cabo pelo programa pólis.
O outro motivo é o «7 solos for 11 scenes falling through» do Paulo Ribeiro na Casa da Cultura que já divulguei.
Que pena! Aproveite quem puder.
Em Outubro do ano passado a Direcção da Antena 2 inaugurou uma nova “filosofia” de rádio cultural, tentando atingir uma audiência mais jovem. O Director dizia, aqui:
É intenção da actual Administração da RDP dar um passo, se possível maior, para que se juntem outros ouvintes, sobretudo jovens (…)
Este lema ” a moda dos jovens”, transfigurou por completo a Antena 2 que conhecíamos, composta por um auditório escasso, é certo, mas fiel, que assegurava que a estação apresentasse um ratio de tempo de audiência por ouvinte dos mais elevados, apresentando agora programas feitos por jovens sem qualquer qualificação radiofónica (parecendo mesmo um circo de mentecaptos, por exemplo o programa “Que Música é Esta”), a par de um abuso de música aleigeirada, “musichalls”, Jazz a toda e hora e de qualquer maneira, zarzuelas, enfim de tudo passa na Antena 2, sem critério que se vislumbre. Tudo parece valer. Quando sintonizamos a A2 ficamos durante muito tempo em dúvida se será mesmo aquela estação!
As críticas não se fizeram esperar, de todos os quadrantes políticos e ideológicos cuja única preocupação era a qualidade perdida e a ausência de uma estratégia que augurasse que o auditório iria rejuvenescer. De facto, os jovens não são desprovidos de inteligência e não é pelo aligeirar da oferta que os poderemos captar. Bem pelo contrário, os jovens são muito mais irreverentes na exigência de qualidade. Não se captam jovens para a música clássica oferecendo-lhes banalidades e mesclas de clássico com ligeiro, ou “americanices” da Broadway. Os jovens que poderão sintonizar a Antena 2 são precisamente aqueles que de alguma forma estão familiarizados com ela (via família ou via ensino vocacional) e que procuram qualidade e não abastardamentos.
É preciso dizer que, apesar desta evidência, a Antena 2 mantém programas de qualidade, mas não são já os que a definem ou orientam.
Os resultados?
Estão agora à vista no final do 1º trimestre:
1 – envelhecimento da audiência – 50,2% têm mais de 55 anos e 59,5% mais de 45 (ver aqui);
2 – perda de jovens ouvintes – dos 15 aos 24 anos apenas 6,9%, enquanto dos 15 aos 17, 0% (ver aqui);
3 – auditório elitista com fuga de estudantes: 71,7% são quadros médios e superiores, não activos e domésticos enquanto estudantes se quedam pelos 8,8% (ver aqui);
4 – regressão da penetração territorial – 71,4% da audiência é de Lisboa e do Porto, contrariamente à equidade da audiência da Antena 1 e da Antena 3, ou a do mapa regional geral de audiências (ver aqui e aqui).
Em conclusão, o que o estudo da Obercom demonstra é a negação de todos os objectivos a que a Direcção da Antena 2 se propôs com a agravante do pronunciado decréscimo da qualidade que esta estação habituou o seu auditório já desde os tempos da “Emissora Nacional” do Antigo Regime. Isto é tanto mais grave porquanto a Antena 2 é dominante no tempo médio de audiência, 3,01h, suplantada apenas pelo RCP e pela RFM, o que demonstra o seu potencial no mercado publicitário e eventuais parcerias (ver aqui).
Não é preciso esperar. Esperar para quê? O desastre está comprovado e a demissão é o caminho de quem não consegue cumprir os objectivos nem tão-só manter o que existia.
Não é o objectivo que está errado – incrementar um auditório mais jovem! Errado está em perpetuar uma direcção que não tem “know-how” para o fazer, pois não é através de reduções drásticas da qualidade e cedências ao facilitismo cultural da programação que se atinge os jovens! É antes saindo dos estúdios e ir ao encontro deles!
«Outra Classe de Rádio» é o “slogan” e têm razão na outra classe, não é classificável, está descaracterizada e o seu responsável deve dar o lugar a quem saiba manter e desenvolver um tão precioso e único serviço público – a Antena 2 – a não ser que pretenda (exemplos não faltam, infelizmente) ser o seu próprio carrasco numa política de terra queimada.
No próximo dia 27 Paulo Ribeiro trás à Casa da Cultura de Beja o seu Projecto Transatlântico, no âmbito das programções Bejarte, promovidas pela divisão sócio-cultural da Câmara de Beja. Um espectáculo a não perder.
Do seu site, http://www.pauloribeiro.com/, retiro e transcrevo:
«A Companhia Paulo Ribeiro tem sido ao longo destes anos de existência um ponto de encontro e de partilha para vários artistas de muitos lugares. Esta opção tem sido essencial para enriquecer as obras que têm sido criadas. É como se, quanto mais forem as geografias, maior é o sentimento.
Este projeto Viseu – Recife vem no seguimento lógico deste processo; por um lado aproximar culturas que se dizem irmãs porque veiculadas pela mesma língua, por outro lado juntar os ingredientes de maior eficácia para qualquer criação que é o cosmopolitismo das sensibilidades.
É ainda importante referir que o mentor deste projeto é um cidadão do mundo a residir no Brasil tendo sido também um dos intérpretes que mais marcou as criações da Companhia Paulo Ribeiro. Peter Michael Dietz, é portanto o interlocutor ideal para este desafio de um só mar, mas de muitas águas.»
Paulo Ribeiro.
«7 solos for 11 scenes… falling through
Esta é uma viagem às imagens de um paraíso…
Não é o que você imagina…
Densidade, humidade, claustrofobia…
Intensidade… vida o tempo inteiro…
A crença de que Ele está chegando… está muito perto…
Tão perto que sentimos a Sua presença…
O desejo é a actividade diária… a dança, uma linguagem…
A praia sempre próxima, como os corpos nus…
Mas eles não estão tão nus…
A individualidade não é uma realidade, é um sonho, uma ilusão…
É um conto de fadas…
É tropical !!!!!! É arte?! É… »
Peter Michael Dietz
Ficha Técnica:
Criação e coreografia PETER MICHAEL DIETZ
Música DJDOLORES
Participação especial FERNANDO CATATAU (guitarra); THOMAS ROHER (sax e rabeca); BACTÉRIA (piano)
Figurino e cenografia RENATA PINHEIRO
Figurino 2 ARTIGOS DA GRIFFE DEMÔNIOS ME MORDO
Assistência de Figurino INGRID MATA
Cabelo e Maquiagem FERNANDO COSTA
Máscara FERNANDO PERES
Desenho de luz NUNO MEIRA
Assessoria de comunicação ANDRÉ ROSEMBERG
Esculturas (material gráfico) RENATA PINHEIRO
Intérpretes Fernanda Lisboa, Leonor Keil, Marta Cerqueira, Marta Silva, Félix Lozano, João Lima e Rodrigo Melo
Co-produção COMPANHIA PAULO RIBEIRO (Portugal), CENTRO DE FORMAÇÃO E PESQUISA DAS ARTES CÊNICAS TEATRO APOLO HERMILO (Brasil)
Produção executiva COMPANHIA PAULO RIBEIRO (Portugal) e LUMINA CINE (Brasil)
Direcção de Produção Albino Moura (Portugal) e Adriana Faria (Brasil)
Assistentes de produção Amélia Cunha e Alessandra Leão
Duração 80 minutos
agradecimentos Sua Excelência o Presidente da República Portuguesa Dr. Jorge Sampaio, Chefe de Gabinete do Presidente da República Portuguesa Dr. Gonçalo Couceiro, António Mendes e Wilemara Barros
ps: para saber do que vai acontecendo no Baixo Alentejo veja em CARTAZ.
Fui lá ver. Demorei-me. Tentei diversos ângulos. Reformulei. Voltei a ver de novo…
O Nikonman tem toda a razão! Está um nojo! Jorge Vieira não merecia, a escultura não merecia e os bejenses também não. Um dia destes os miúdos vão fazer concursos para ver quem chega ao topo mais depressa, à semelhança do que diariamente fazem, mesmo ao lado, na rampa/telhado em paralelo do café do Jardim do Bacalhau.
A história e a fotografia estão aqui, na Praça da República.
Via Francisco, cheguei à notícia de que a nossa Ministra ficou sem coima e não quer dizer porquê! Ora vejam lá a notícia do Público!
O Zé Chaparro do Barra Cromológica tratou de dar início ao CARTAZ, um blogue exclusivamente dedicado a ser uma «AGENDA DE EVENTOS DO BAIXO ALENTEJO», conforme ele anuncia.
Aplaudimos a ideia e desejamos que o Zé consiga manter e divulgar este espaço que tanta falta fazia ao nosso cantinho.
Força ZÉ!
Esta malta de agora é aprendiz, uns miúdos que muito teriam a aprender com o nosso “Botas”!
Via Alvino e Anarca dou conta desta notícia no Portugal Diário:
«As tropas dos Estados Unidos no Iraque foram proibidas de usar telemóveis equipados com câmaras fotográficas pelo secretário de Estado da Defesa, Donald Rumsfeld (…)»
É evidente. Se não fossem as televisões, os jornais e os blogues aquela merda não teria, simplesmente, acontecido! É por cauda destes “energúmenos” que temos de investir no “Portugal Positivo” e nos “Empresários da crista Ética”. Aquilo é causa da tal falta de auto-estima, porra!
Salazar nunca teria permitido que nos violentassem, coitados, com aqueles horrores. Aconselha-se à administração Bush umas aulitas de história do Estado Novo! Já!
São aprendizes, não sabem fazer as coisas! Se o nosso “Botas” fosse vivo e desse uns “masterszitos” por essas universidades enchia salas de aula por esse mundo…!
Já nestas Ideias me referi aos sucessivos encerramentos de estações dos CTT por este país afora, do Minho ao Alentejo. Só quem vive no interior compreenderá que uma estação dos CTT não tem o mesmo significado em Barrancos e em Lisboa. No interior, os CTT são a central de ligação dos cidadãos ao mundo. O banco pode fechar, a seguradora também, a Junta pode abrir só uma vez por semana, mas os CTT são essenciais diariamente.
Regresso ao assunto a propósito de mais uma ameaça, vinda do Alandroal, denunciada pelo Luís Tata. Este economicismo cego tem de ter um fim!






















