Ideias Suspensas | Ideias Soltas

Ideias Suspensas


De alegria e de tristeza, de ânimo e constrangimento, de motivação, em ciclo e contraciclo se vai desenhando e redesenhando aquilo que nos anima - a vida. Estas Ideias Soltas nasceram sem por elas se darem conta, a reboque de alguns blogues amigos, e sempre com um espírito de denúncia do que me parece passível de ser melhorado e cuja condição humana teima em não permitir.
Fala-se do acessório, esgrimem-se banalidades, valoriza-se o perene e não passamos da tona, do azeite que turva a base, a insegurança do caos, os significados do que não percebemos e que de nós somos - essa contradição de todos pugnarem pelo bem sendo o mal que mais praticamos.
Dese início que me assumi como um marginal, não excluído, mas marginal. Marginal perante o “status quo”, marginal perante o do mal o menos, marginal à ideia de que apesar de tudo vivemos no menos mau, marginal à impunidade do tráfego descarado de influências - não, não as do futebol, mas as mais perigosas as que acontecem entre os grupos financeiros e a política e vice-versa que nos vão conduzindo (administradores são libertos pelos grandes grupos para ir para governos - não fazem falta? - saem dos governos para regressar às administrações), dos arranjos à medida que envolveram quase a totalidade dos processos de privatização para que fossem entregues os bens públicos nas mãos pretendidas), marginal às impensáveis justificações que se arrolam para “ajudar” à compreensão da continuada negação dos mais elementares direitos à vida.
Estas Ideias costrtuíram-se um pouco em torno dessas denúncias e, volvidos 8 meses, não vejo que tenham servido para o que quer que fosse, nem que me fizessem mais feliz ou mais perto de encontrar quem não pactue, de todo, com esse lixo. Não é uma questão de direita nem de esquerda, é uma questão de sermos melhores na humana condição em que eu, tal como os demais, sou actor e responsável.
Estas Ideias interrompem–se, por agora. Não vou pensar nem repensar, antes deixar-me ir pelo que me rodeia e insistir em encontrar um espaço em que este marginal possa ser de alguma utilidade.
Gostaria que ficasse claro que nada tenho contra a blogosfera, bem pelo contrário. É certo que esta, apesar da maior liberdade que aufere, reproduz inevitavelmente aquilo que somos. Não é a liberdade que nos faz ser melhores, mas a nossa atenção contínua para o sermos e para fazermos o bem, não sendo este um denominador comum nem sequer passível de se atingir por maiorias! Cada um de nós sabe, no seu íntimo quase sem pensar, o que é fazer bem e fazer mal. Não são precisas grandes considerações filosófoco-teóricas.
Nestes 8 meses estou agradecido, grato aos que leram o que fui escrevendo, mas principalmente ao que de muito bom fui lendo, fosse por simples prazer fosse pelo muito que aprendi.


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9 Responses to “ Ideias Suspensas ”

  1. Amigo Carlos, isto é uma brincadeira???? Nem pense em nos deixar!

  2. Que conversa é essa?!

    Força!

    Um abraço,
    Francisco Nunes

  3. Importas-te de repetir?
    Nem penses em deixar o barco….

  4. Como? O dia 1º de Abril já lá vai… Vá lá, deixe-se disso e continue a brindar-nos com as suas opiniões e reflexões!!! Um abraço amigo.

  5. Que seja uma pausa e não uma despedida.

  6. Com efeito, dá para aprendermos sobre os outros e sobre nós proprios: afirmação, auto-estima, autonomia, amizade, solidariedade…
    Morfeu

  7. Ainda estou à espera de voltar a ver pensamentos e ideias soltos/as por estas bandas. Como não gosto de esperar (muito) espero que seja breve esta (já longa) pausa.

  8. Nada de ir embora.
    Isto é um vício saudável. Haja quem diga bem, haja quem diga mal, é disso que precisamos para continuar. É de “marginais”, eu também sou assim, que a sociedade do “sim Sr. ministro” está precisada.

    Força para continuar.

  9. Sabes, o Carlos que escreve aqui não é o Ticha que eu conheci, mas mesmo assim gosto de ler algumas das tuas ideias soltas. Deves lembrar-te que acho que se deve agir e não só falar; mas as tuas ideias soltas já são acção e algum bem trazem de certeza e pelo menos devem abrir, de vez em quando, um daqueles espíritos mais pequeninos que por aí andam.