Parece constituir-se já tendência o facto de tantos blogues referirem que agora, selecção feita, devemos estar todos com ela!
Ora, parece que nunca se colocou em dúvida o apoio dos portugueses aos jogadores que representam o país, antes o inusitado comportamento do seleccionador em entender que não tem de dar satisfações sobre o trabalho que desempenha, por nós pago, e o modo como encara as críticas que lhe são dirigidas.
Assim, dá-me ideia que este seleccionador foi e será alvo de tantas críticas como os anteriores e futuros pela simples razão de que nos preocupamos precisamente com o que é nosso – a selecção.
E não será por ser brasileiro que poderá ser dispensado de responder a questões que ninguém entende sobre o seu comportamento, nomeadamente a não convocação de Baía, aliado ao facto de ter insinuado há meses que pretende um bom ambiente no balneário. Se nunca o convocou como poderá constatar o que alguém lhe terá “bichanado”?

Sou portista, não será novidade para muitos, mas tento (nem sempre será fácil, aceito), não ser cego. Digo mesmo que tenho por Ricardo, Quim e Moreira o máximo respeito e considero-os bons guarda-redes, capazes de cumprirem a sua missão.
Mas não é isso que está em causa. O que me parece é que, tal como noutros assuntos, parece que se tenta calar antecipadamente quem não compreende a não convocação de Baía, tentando identificar qualquer crítica ao seleccionador como uma atitude anti-patriótica!
Desiludam-se. Quem da crítica pretende escapar não consegue reunir adeptos nem consensos. Fica só!
Se calhar ainda vou ver os que agora insinuam “o fim da crítica” serem os primeiros a criticar!
Estou com a selecção, claro, mas gosto de conhecer as razões que orientam as atitudes dos seus responsáveis, precisamente para me sentir solidário com as suas opções.
A mordaça nunca foi boa conselheira…


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Uma Resposta to “A Selecção e o “Fim da Crítica””

Comentários (1)
  1. Será que efectivamente terá sido essa a razão porque ele não convocou o Baía. Julgo que não. Sinceramente vou dar-lhe o benefício da dúvida face à sua opção, que não é de todo do meu desagrado e até podem brilhar se se empenharem pois tem valor individual que pode resultar num conjunto harmonioso. Agora o fundamental é que apoiemos a nossa seleccção, para motivar a equipa.

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