Antes de saber da morte do Prof. Sousa Franco tentei desafiar, quem entendesse, não a dizer que vota, mas a indicar 3 razões para votar.
Quem por aqui passa vai sabendo da minha recorrente abstenção (já explicada atrás), mas desta vez, após quase 20 anos, “vou botar o voto”. Aqui ficam três motivos entre outros:
1 – pela 1ª vez após a Restauração de 1640 os protugueses vão normativamente alienar uma parte substancial da sua soberania por força do articulado da Carta Constitucional Europeia que se avizinha e cuja recente revisão constitucional parlamentar já previu e cedeu;
2 – como democrata não aceito que este assunto que afecta todos os portugueses possa ser da competência do voto exclusivo dos parlamentares, que nem sequer para o efeito obtiveram mandato, exigindo, de acordo com as mais básicas noções de Direito e a opnião da generalidade dos nossos Constitucionalistas mais reputados, o plebiscito directo de todos os cidadãos através de um referendo específico;
3 – decorrente dos 2 pontos anteriores votarei em quem, sem margem para qualquer dúvidas, defenda a marcação do referido referendo antes da entrada em vigor da prevista Constituição Europeia, inviabilizando assim, como é natural, o meu voto em partidos que estejam inseridos nas 2 grandes famílias europeias ( o Partido Popular Europeu e o Partido Socialista Europeu), ambos responsáveis e coniventes com uma encapotada tentativa de escamotear aos cidadãos a possibilidade de se pronunciarem em plebiscito pela transferência de parte substancial da sua soberania, apesar de nunca o terem assumido, antes adiando “sine dia” para mais tarde apresentarem o assunto como consumado.
Eis o meu apelo ao voto através das razões que sinto que desta vez estão em causa e me obrigam a exercer o meu direito!
Bom fim-de-semana, até 2ª !
Tags: Política
2 Respostas to “Três Motivos para Votar”
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E contra estes factos motivadores da ida às urnas não há a mínima hipótese de argumento. Claro que outros terão os seus, mais ou menos
consistentes.
bom argumento o da alienação de parte da soberania nacional. mas já está, e até um apelo anterior para uma discussão sobre a matéria teria caído em saco roto. já foi, já foi