Sobre a derrota de ontem nada tenho a acrescentar ao muito que já foi dito e escrito. Perdemos, mal, mas há mais dois jogos nos quais, se correr bem, nem será preciso ganhar os dois. Esperança, portanto, é o que sinto.
Não vou falar de jogadores nem de tácticas (já há para todos os gostos, sendo que a que interessa será a do seleccionador), mas sim de 2 comentários muito infelizes após o infortúnio:

1 – Porque será que Scolari afirmou que Portugal perdeu devido a dois erros indivuduais (que existiram, é certo, de Paulo Ferreira e Cristiano Ronaldo) enquanto considerou o “frango” de Ricardo há cerca de um mês um erro colectivo? Dois pesos e duas medidas ou há filhos e enteados?

2 – Porque é que Scolari se mostrou surpreendido com o apoio que a selecção recebeu no Dragão e fora dele? Qual a surpresa? Será que não compreende que a frontalidade da crítica é fomentadora da solidariedade ao contrário da intriga? Ou será que se deixou emprenhar pelos ouvidos?

O Sr. Scolari faça o que tem de fazer, aprontar os nossos excelentes jogadores para os embates que se aprestam e deixe de dar ouvidos às maledicências de que se rodeou que têm minado a sua clarividência.

É caricato!!! Ser surpreendido pelo apoio à selecção? Portugal jogou no Porto, não em Espanha, Marrocos ou China!

Pela boca morre o peixe…


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3 Respostas to “Da derrota e dos comentários”

Comentários (3)
  1. nikonman diz:

    Estou em desacordo com os teus pontos de vista. E até sou capaz de compreender as interrogações do Scolari (relativamente ao apoio verificado nas Antas). Não tenho dúvidas que, se o público ali presente fosse maioritariamente portista, Scolari e a selecção sairiam mal tratados.
    Mas isto são interpretações.
    O que interessa é que nossa Selecção se saiba impr nos próximos jogos. E que as selecções russa e espanhola não sejam tão fortes quanto o foi a selecção grega.
    1 abraço!

  2. carlos a.a. diz:

    Nikonman, não sei em que te baseias para afirmar que a assistência não era maioritariamnte portista. Eu não sei se era ou não (mas acho natural que fosse), mas certamente que haveria muitos portistas, alguns que eu conheo de longa data.
    Ora, a verdade é que não se ouviu um assobio, um único, até ao final do jogo e o Ricardo foi justamente ovacionado antes do início. Para as gentes do Porto é hora de ganhar. O momento de criticar seleccionáveis acabou.
    É esta frontalidade, por vezes muito rude, é certo, que caracteriza as gentes do Norte, mas nos momentos que Portugal precisa (no passado são incontáveis esses momentos), são os primeiros a dizer presente.
    Acho que é uma forma de estar na vida, tal como nós temos a nossa, que o cada vez mais acentuado centralismo do poder, seja do Estado seja pertidário ou económico, não consegue entender. Somos um país pequeno, mas muito rico na sua diversidade geográfica, climática, cultural e mental. Ora o poder e a intriga dos gabinetes de Lisboa quer moldar-nos a todos por igual. Mas não somos.
    Somos diferentes e a nossa capacidade criativa aumenta quando respeitamos e incentivamos a diversidade que nos é própria.
    Mas, é uma visão muito pessoal de uma pessoa que por força das circunstâncias já deu a volta a Portugal vexes sem conta!
    Abraço

  3. nikonman diz:

    Carlos – provavelmente a maioria dos espectadores era portuense. O que faz a diferença (e grande) para uma uma maioria de portistas. Eu sei distingui-los, porque tenho amigos nas duas bancadas. E sei como são diferentes os seus comportamentos. Quanto ao resto – gentes do norte – estou de acordo contigo!
    Abraço.

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