Os portáteis dão muito jeito em viagem, mas um gajo perda a paciência ao querer fazer as visitas habituais com um modem a 56k!
Por falar em perder a paciência, está ali um senhor a falar com a Judite de Sousa com um discurso tão sério, tão sério, que até apeteceria que se lhe perguntasse se pagou o IVA de todos os quadrinhos que comprou e tem em casa ou se terá dito que dispenssava o recibozito. Palavra de honra!

Set 302004

Desde a “peixeirada” da lota que muito se tem dito sobre os intervenientes e pouco sobre o líder da distrital, Assis. Fala-se de aparelho servindo este para encaixar o que melhor aprouver.
No entanto, o tal relatório do PS está hoje on-line, sob o título «Seabra “pactuou e exibiu-se” na lota e Narciso foi negligente», publicado pelo Comércio do Porto na sua edição de hoje. Leiam, releiam e reflictam sobre quem é quem, mesmo no aparelho.
Para mim vai uma grande distância entre quem serve apenas nos bastidores dos partidos, que promete apear determinado elemento para lançar outro, sempre em surdina, e quem tem obra feita e exposta em prol dos cidadãos. Mas é apenas a minha opinião.

O líder da distrital do PS, o Presidente de Ferreira, de seu nome Pita Ameixa, escreveu no último nº do Diário do Alentejo. Eu li, acreditem, li tudo, mas não consegui tirar dali nada que lisongeasse o autor.
No entanto, o Francisco deu-se a esse trabalho e zurziu no coitado, quer dizer, coitado pelo que é e não pelo poder aparelhítico que detém e alimenta.
O que mais me assusta não é a saída de Carreira Marques, com a óbvia perda da CDU. Não, não é isso. É que assomam-se-me arrepios só de pensar nos que se acotovelam para lhe querer suceder!

Não fazia ideia!

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Set 302004

Professores há 15, 18, 20, 25 anos retirados das escolas onde leccionavam há mais de 10 pelo facto de não serem ainda efectivos, sujeitando-se que os agora doentes ou insuficientes lhes retirem o lugar?
Esta não, esta não me ocorreria!
Directores Gerais e Sub-directores na função pública, contratados com chorudos vencimentos, só desde o início do governo de Durão Barroso, já vão para cerca de 7.000 enquanto que estes professores, há mais de uma década no ensino, não são ainda efectivos?
Porra!!!

Em tempos em que em senhores constituídos vendem caro o acto de linkar eu dou de barato quando gosto e aplaudo.
É o presente caso, direitinho para o Anarca que diariamente me diverte com o seu olhar sobre a realidade.
Excerto:

«mas politicas liberais? onde onde? no PP e no PSD? épá…pra fazer politicas liberais é preciso em primeiro lugar ser livre…livre de compadrius ….livre de traficâncias de influências….de lugarzinhus abifados à pala de serviçais fretes…. enfim ter uma vida que não tenha sido à conta do Estado….ora onde estão eçes gajes? hã?»

Há bem pouco tempo falou-se sobre a política cultural da Câmara de Beja sem obviamente se atingir um diálogo sereno e profícuo – há muita gente que desata logo ao insulto (ver os comentários ao post da Marta Mestre) obviamente porque não estará interessada em que se abane o “poiso”
Ora convém dizer que para além do que a Câmara elabora, há em Beja agentes privados capazes de envolver todo o Baixo Alentejo em projectos que relevo de preciosos para a região – refiro-me, mais uma vez, à excelência do Conservatório Regional do Baixo Alentejo.
Com efeito, o CRBA descentraliza as suas iniciativas promovendo as “Semanas da Música” em todos os concelhos seus associados que aderiram a esta iniciativa, compostas por 4 concertos e 2 sessões pedagógicas. Como se trata de um projecto descentralizador, Beja não será contemplada por esta iniciativa pois já beneficia há uns anos das “Jornadas Culturais de Outono”. Baseado nestas premissas as “Semanas da Música” ocorrerão em Aljustrel, Alvito, Almodôvar, Barrancos, Castro Verde, Cuba, Ferreira do Alentejo, Mértola, Moura, Serpa, Sines, Odemira e Vidigueira.
Dos programas a apresentar saliento:
1- a aposta na música de câmara em detrimento de recitais a solo;
2- o facto dos agrupamentos serem constituídos por músicos que residem ou trabalham no Alentejo;
3 – a Orquestra do Baixo Alentejo.
Exactamente, Orquestra do Baixo Alentejo que já conta com mais de 200 actuações em 5 anos de existência e tem uma qualidade inesperada para uma instituição que não aufere qualquer subsídio permanente, estatal ou autárquico, para a sua existência. Este facto é tanto ou mais importante porquanto desde o tempo em que Rui Vieira Nery foi Secretário de Estado da Cultura que se determinou que a haver uma orquestra no Alentejo ela teria de ser sediada em Évora tendo sido atribuídas verbas para o efeito em detrimento de Beja,.
Ora Évora nunca conseguiu erguer uma orquestra com um mínio de qualidade ou progamação periódica nem tão pouco se sabe onde estarão as aludidas verbas, enquanto que Beja constituiu a sua, que funciona, tem qualidade e auto-promove-se com o apoio do Conservatório Regional do Baixo Alentejo e de instituições públicas e privadas que financiam pontualmente as suas actuações como sejam o agora denominado Instituto das Artes, o Ministério da Cultura, o Governo Civil de Beja, a Delta Cafés, o Correio da Manhã, a RTP, a Rádio Voz da Planície e o Diário do Alentejo, no presente caso das “Semanas da Música”.
Ao que ouvi dizer, o anterior Ministro da Cultura teria já adiantado que iria avançar com o apoio a uma orquestra para o Alentejo sediada em Beja, tendo para tal contribuído em muito o empenho do Governador Civil de Beja. Ora, mudaram os governantes (não o governo, ao que parece) e corremos o risco de regressar à estaca zero.
Esperemos que não e esperemos que quando se falar de cultura no Baixo Alentejo não se fale só do que as Câmaras fazem, mas também do que permitem ou não que agentes, promotores e programadores independentes possam fazer. É que será tanto ou mais grave o que não permitem que a sociedade civil realize do que o que elas, per si, não farão!

Neste post, Paulo Gorjão afirma:

«(…) Pela minha parte tenho a dizer que acho excelente que tenha triunfado o pragmatismo. O idealismo em política geralmente acaba mal

É curioso! É minha firme ideia de que o atoleiro niilista em que o Ocidente mergulhou vem dos anos 80, exactamente quando o dito “pragmatismo” arredou a ética e a moral da política e, mais tarde, da sociedade em geral, entregando a firmeza das convicções às determinações da “finantia”!
Ser pragmático, nesta asserção, não significa não ser idealista. Significa, outrossim, negar as suas próprias convicções se a conquista de votos a tal aconselhar, ou seja, governar à bolina das sondagens.
Poderei estar enganado, claro está!

Este post do Albardeiro suscitou-me agumas dúvidas, não relativamente à constatação do poder dos media na formação de identidade, mas nas formulações enunciadas.
Para o bem e para o mal, Albardeiro, os processos de formação de identidade(s) estão não nos média em geral, mas na televisão, retirando à escola e mesmo aos pais a posição dominante que neste assunto durante séculos detiveram. Com efeito, mais de 70% dos valores que estão a formar os jovens são os que lhes advêm pela “caixa mágica”. (a este propósito ver “El Llibre Blanc: L’ Educació en L’Entorn Audiovisual” estudo realizado e publicado pelo Conseil de L’ Audiovisual de Catalunya”)
Com efeito, são muito poucos os valores que os pais e a escola transmitem e são assimilados pelos adolescentes e pelos jovens se não tiverem uma correspondência nos audiovisuais.
O que me parece exigível (já o defendi por aqui e por onde me vão permitindo) é reequacionar o que é “Serviço Público” Audiovisual (conceito aparentemente tão difícil de precisar) e legislar no sentido de o enquadrar, definitivamente, num projecto de educação e veiculação de cultura.
Ora, isto só será possível quando a Cultura, a Educação e o Audiovisual dependerem de uma só tutela que lhes permita criar um grupo de trabalho para estudar a melhor forma de enquadrarem harmoniosamente um projecto desta envergadura.
O que tenho como certo é que sem o audiovisual a trabalhar conjuntamente com as escolas, estas pouco êxito obterão junto dos seus alunos, para além do ensino puramente técnico.

qual foi a empresa estrangeira interessada em construir uma fábrica de montagem com cerca de 200 postos de trabalho em Beja, dedicada à montagem de pequenas aeronaves de passageiros, que após contactar a EDAB, S.A. (Empresa para o Desenvolvimento do Aeroporto de Beja, S.A.) decidiu instalar-se em Évora?

Apesar do prometido

Indignações Comentários Desligados
Set 272004

volto aqui a falar da “revista” Grande Reportagem.
O último número chocou-me, jornalísticamente falando, mas não fora o Luís Ene ter abordado o assunto eu manter-me-ia calado mais uma vez.
É ver o que o Luís descreve sob o título «O estado do jornalismo em Portugal».
O que aconteceu não é qualificável, muito menos a atitude do director, Joaquim Vieira de seu nome, ao dedicar em exclusivo o seu editorial a enaltecer essa “peça” horrenda, enquanto Joel Neto assinava mais um excelente artigo de investigação.
Nojo! Nada mais.