Archive for Outubro 2004
Arquivo de: 2004 Outubro.
Arquivo de: 2004 Outubro.
ou
Casa da Música um nado-morto
Os folhetins da Casa da Música vão-se sucedendo sem parança desde a chegada de Rui Rio à Câmara Municipal do Porto. Ou antes ainda, aquando da sua campanha eleitoral cujo marketing montado tratou de diarimante denegrir a imagem daquele projecto, per si, ou enquadrado na “Porto 2001″.
Certo é que mal chega ao poder Rui Rio consegue afastar a administração de Pedro Burmester que em muito, tempo e dinheiro, inflaccionou o projectado, nomeando uma administração com 2 comparsas e, claro, Pedro Burmester pois não tinha à época arcaboiço para o afastar definitivamente.
Pouco tempo decorrido Pedro Burmester vem para os jornais dizer que batia com a porta porque aquela administração queria aumentar a volumetria do espaço administrativo em prejuízo dos camarins, esquecendo-se que o inicial projecto, o de sua lavra, se tinha também esquecido de alguns pormenores, como sejam um fosso de orquestra e locais adequados para arrecadação de equipamento cénico.
Rui Rio sai em defesa da sua administração e desanca Pedro Burmester na praça pública, i.e., o ódio contido vem para a praça pública, não o andamento do projecto, as causas dos sucessivos adiamentos, o disparar do investimento, não a falta de profissionalismo de quem projectou, apenas e tão-só o veneno particular e pessoal.
Entra em cena sem por dele se dar conta o tal Ministro do qual se habituaram a dizer mal, por discreto, Pedro Roseta, tomando a decisão mais sensata - nomeia um administrador com experiência mais do que comprovada de seriedade e competência, Manuel Alves Monteiro.
Na “mouche”, nem Rui Rio nem Pedro Burmester puderam inviabilizar o nome, mas Rui Rio consegue ainda impor o seu veto ao nome de Pedro Burmester para o Conselho de Administração.
Alves Monteiro, que só aceitou a incumbência com o pressuposto de não aceitar pressões externas, chama Pedro Burmester para seu assessor directo e pessoal, na sua única dependência e deita mãos ao trabalho:
1 - estudar um modelo de gestão que assegurasse o regular financiamento da Casa da Música;
2 - fazer um ponto de situação sobre o cumprimento do projectado - atraso, desvios e investimento necessário;
3 - anunciar uma data credível para a abertura da Casa da Música;
4 - tratar da programação para os dois primeiros anos de funcionamento
5 - pedir auditorias ao Tribunal de Contas sobre todas as administrações, incluindo a sua, que passaram pela Casa da Música.
Há pessoas, mesmo com cargos de gestão da coisa pública, que não entendem que a melhor forma de gerir é de mão dada com a entidade reguladora e competente que assegure conhecer, por um lado, o ponto de situação de cada momento e, por outro, os desvios de que o próprio possa incorrer sem disso se aperceber.
Foi o caso de Rui Rio que se sentiu despeitado por ser pedida auditoria à administração dos seus meninos.
É curioso que Rui Rio condenou na praça pública a “Porto 2001″ e a administração de Pedro Burmester sem nunca recorrer ou esperar pelos resultados de auditorias do Tribunal de Contas.
Mais curioso foi o inesperado anúncio, após conhecer o pedido das auditorias, de que a Câmara não daria nem mais um tostão para a Casa da Música.concomitantemente Rui Rio sensibiliza o PSD para não viabilizar de imediato as soluções apresentadas na Assembleia da República por Alves Monteiro, levando-o (supomos nós) à sua demissão, soluções que, por acaso, “hélas”, correspondiam na íntegra às exigidas no Relatório Final do Tribunal de Contas e que ainda se mantêm! Ou seja, mantêm-se até ao final do dia de hoje. A partir de hoje, precisamente às 00:00h de amanhã a Casa da Música encontrar-se-á novamente em incumprimento legal sobre o modelo de financiamento e a forma institucional a adoptar!!!
Hilariante, Alves Monteiro em 8 meses reorganizou todo o projecto, calendarizou-o ao mínimo detalhe, apresentou a solução para modelo de gestão institucional mais adequado e agora, a nova administração, novamente composta por meninos de mão do Dr. Rui Rio, nada disse até ao momento nem sequer apresentou o que Alves Monteiro deixou pronto.
É inacreditável que a Sra. Ministra da Cultura tenha adiado para 5 de Novembro pronunciar-se sobre tal assunto! Adiar porquê, se contas rigorosamente feitas, a anterior administração provou serem necessários 12,5 milhões de euros anuais para o orçamento da Casa da Música e no PIDDAC deste ano só lá vemos 4.676 milhões?
Isto é uma vergonha, a Casa da Música é um nado-morto porque o Sr. Presidente da Câmara do Porto assim o quer, ou seja, ou manda directa ou por interposta pessoa, ou boicota sistematicamente o projecto!
É pena, também, que Pedro Burmester não tenha compreendido o alcance das medidas de Alves Monteiro e que o tenha abandonado a meio do percurso só porque não foi o eleito para director-artístico. Pedro Burmester teria um papel muito mais importante a desenvolver se não não se tivesse deixado enredar na teia das politiquices ruianas. Pedro Burmester provou, assim espero, a si próprio, não ter experiência bastante para liderar um projecto desta envergadura e ficou-lhe muito mal vir mais uma vez para os jornais mal-dizer de Alves Monteiro, o único, afinal, que pôs a Casa em ordem e que, por isso mesmo, lhe tiraram o tapete.
É por tudo isto, talvez, que o director artístico da Casa da Música, Withworth-Jones, em entrevista ao Jornal de Notícias de ontem a propósito do aniversário do “Remix Ensemble”:
« (…) Depende. Às vezes pode ser normal. Habitualmente, os programadores são revelados com mais antecedência. Mas Portugal é um país diferente, não é?
(…)
Tenho opinião sobre o modo como devem funcionar - e, concretamente, como funcionam -, as instituições culturais no Reino Unido. Mas não tenho conhecimento suficiente sobre o modo como funcionam aqui. Estou a começar a entender como funcionam as instituições culturais no vosso país (risos)
(…)
De qualquer maneira , o anterior presidente continuava a encorajar-me a programar, programar, programar - coisa que eu fiz. Infelizmente, ele saiu. E agora temos um novo presidente. E temos um novo ministro da cultura. E tudo mudou. E não posso dizer mais nada …
(…)
Obviamente ele é uma figura inspiradora (Pedro Burmester). Sem ele a Casa da Música não estaria a acontecer.
(…)
A programação tem de ser séria - isto é uma instituição nacional, não é uma casa comercial»
Para bom entendor metade destas palavras chegariam. Chegariam para perceber que ou a Casa da Música será totalmente dominada por Rui Rio ou este prefere dar o nado como morto!
E, já agora, qual a razão do silêncio do Mandatário para a eleição de Rui Rio à Câmara do Porto sobre estes sucessivos abusos de poder - José Pacheco Pereira?
de ordem estrictamente pessoal não tenho podido actualizar estas Ideias Soltas.
Apesar desta posta ser algo descabida optei por colocá-la para evitar interpretações distorcidas que poderiam advir do facto de deixar esposta a anterior posta por mais tempo.
Até muito breve.
Recorrente e mediático tema este o de saber quais as diferenças entre orgãos de comunicação e os blogues!
Eu também não sei bem, ou sei, os jornalistas têm um código deontológico, determinadas linhas editoriais enquanto os blogues têm por única regra o cumprimento da lei.
Por outro lado, ouvi muito boa gente dizer afirmar que a influência da comunicação social na blogosfera é real enquanto que o contrário não será tão evidente.
Será assim?
Que dizer desta notícia da Rádio Pax datada de hoje e do que aqui publicamos há 2 dias?
Quem viola quem? Quem se nega a citar fontes? A evidência é que não existe uma relação biunívoca, e é triste! É triste que à “classe jornalística”, em geral, possam ser assacadas este tipo de condutas, embora possa ser benéfico para o incremento do “chico espertismo”, tão em voga nos dias que correm!
Há dias um blogue que costumo visitar, mas que não cito por uma questão de pudor para com a sua autora, prestava homenagem às rádios locais de Beja (homenagem com a qual me solidarizei), adiantando que elas davam voz aos actores políticos da região. O resultado, tal como lá comentei, está à vista, afinal os actores são tão-só aquela meia-dúzia que tem filiação partidária!
Afirmações do líder da Federação do Baixo Alentejo do Partido Socialista retiradas da Rádio Pax:
«Os Projectos previstos para o aeródromo de Évora podem comprometer o futuro Aeroporto de Beja, entende Luís Ameixa. Confrontado com as declarações do presidente da Câmara de Évora, o presidente da Federação Socialista do Baixo Alentejo entende que Beja não tem uma voz política forte.»
Quererá com isto dizer que tudo está mal porque a Associação de Municípios do Distrito de Beja não optou pela constituição de uma ComUrb do Baixo Alentejo e Alentejo litoral, assunto com o qual parece andar obcecado? Quererá o Sr. Dr. Luís Pita Ameixa dizer que se isso tivesse acontecido o Baixo Alentejo seria hoje um oásis?
Ora, ora, serão questões que ficam para o próprio, se bem entender, esclarecer, mas o que está em questão, e que seria muito bem visto o pedido de uma investigação independente do Tribunal de Contas e talvez até da Procuradoria Geral da República à EDAB S.A., é esclarecer, entre outras coisas, quais as razões que terão levado empresa Skylander, fabricante de aviões ligeiros de passageiros de cerca de 19 lugares, a desistir do pedido que fez à EDAB, para se instalar em Beja e optar por Évora onde existe um pequeno aeródromo!
A fuga não esclarecida deste negócio traduz-se, apenas, na perda de cerca de 650 novos postos de trabalho para a região! (ver notícia do Diário Digital de hoje)
Considerará o Sr. Dr. Luís Pita Ameixa que a razão estará ligada à falta de “uma voz política forte”? Francamente!
(more…)
Finalmente fez-se luz, o Vmar descobre o mistério da causa da redução do IVA das fraldas!
Ora leiam!
Nota prévia: trata-se de um extenso lençol onde se pretende denunciar uma vergonhosa forma de fazer política.
Foi recentemente anunciada a distribuição de verbas do PIDDAC 2005 mostrando ser um inusitado atentado contra o Baixo Alentejo, nomeadamente o distrito de Beja. (fonte: Jornal de Notícias de 23/X/2004)
As palavras de Luís Arnaut eram já premonitórias do caldo que se anda a engendrar desde o início de 2003. (fonte: Portugal Diário de 9 de Outubro):
«“Há a preocupação de assegurar que Portugal não perca um cêntimo, um euro, de fundos estruturais”, sublinhou o ministro das Cidades, Administração Local, Habitação e Desenvolvimento Regional aos jornalistas no final da cerimónia de inauguração do novo edifício da Câmara de Carregal do Sal.»
A centralização do PIDDAC nas mãos de um só ministro todo-poderoso foi mais um passo na estratégia do PSD para as autárquicas de 2005 de concentração da distribuição de verbas do último quadro comunitário de apoio, o IV, que se iniciou com as Leis-Quadro 10 e 11 de 2003, da lavra do então Secretário de Estado Miguel Relvas, hoje secretário-geral do PSD, por coincidência certamente, proclamando uma descentralização sobre a qual nada conferem sobre o descentralizável, ou seja, são inteiramente omissas quanto a qualquer descentralização de decisões, antes atirando para negociações caso a caso as matérias a descentralizar, cujos textos foram transcritos da constituição de má memória das Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto, obrigando contudo os municípios a agruparem-se conforme entenderam em unidades com vários epípetos, de GAM a ComURB, unidades essas que se aglomerariam segundo as suas afinidades, as delas e essencialmente as dos partidos do poder, como se veio a confirmar, tudo isto com o apoio incondicional do Sr. Presidente da Associação Nacional de Municípios, Fernando Ruas, Presidente da Câmara de Viseu.
Integrante desta estratégia que só não chamo “cabala” por conter um sentido pejorativo anti-judaico, o Ministro Arnaut anuncia em Setembro passado a revisão da Lei das Finanças Locais, lei esta que nunca foi aplicada por nenhum governo com elevado prejuízo para os municípios (fonte: Portugal Diário de 18 de Setembro):
«Ao intervir na cerimónia de assinatura da escritura pública de constituição da Grande Área Metropolitana (GAM) de Viseu, o ministro das Cidades, Administração Local, Habitação e Desenvolvimento Regional afirmou que o assunto será levado no próximo mês a Conselho de Ministros, cabendo depois à equipa apresentar a proposta no prazo de um ano.»
(…)
Segundo o governante, há um conjunto de medidas que o Governo quer adoptar e, por isso, em Novembro vai reunir com as comissões instaladoras das áreas metropolitanas e das comunidades intermunicipais para encontrarem juntos “o denominador comum das competências que podem vir a ser desenvolvidas”.»
(…)
O presidente da Câmara de Viseu e líder da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Fernando Ruas, disse aos jornalistas estar satisfeito com a futura actualização da Lei das Finanças Locais, alertando, no entanto, que este deve ser um trabalho feito “com muito cuidado”.
“Achamos que a nova Lei das Finanças Locais não pode ser precipitada, tem de ser feita com muito cuidado e, sobretudo, que responder aos novos problemas dos municípios”, disse.
O autarca acrescentou que “não se pode fazer uma lei como esta que existe”, que faz com que os orçamentos dos municípios sejam elaborados com base na despesa, “tem que se fazer com base na receita”, defendeu.»
A crescente macrocefalia de Lisboa, exponencialmente elevada pelos governos desta coligação, tem sido denunciada por várias figuras do PS, do PC, do BE e até do PSD, como Silva Peneda no Comércio do Porto de 17 de Outubro:
«(…) a macrocefalia da capital do país é cada vez mais evidente”, lembrando que na cidade Invicta, ao contrário do que acontecia há alguns anos, já não é possível encontrar o núcleo duro das grandes empresas nacionais.
A propósito, sugeriu um “acordo de regime”, envolvendo os principais partidos, a vigorar nos próximos dez anos, que permitisse a instalação em várias cidades médias de alguns institutos públicos que possibilitariam a fixação nesses centros urbanos de quadros técnicos especializados.
Silva Peneda criticou o processo de criação de Grandes Áreas Metropolitanas e Comunidades Urbanas, considerando-as “soluções fáceis e tomadas por razões conjunturais e partidárias”.
O antigo ministro defendeu, por outro lado, que os municípios não devem querer imitar o modelo de poder seguido pela administração central, sugerindo aos autarcas e aos demais agentes de desenvolvimento locais uma maior concertação de interesses, trabalhando em rede em prol do desenvolvimento.»
Na mesma edição do Comércio do Porto veja-se o que disse Carlos Lage do PS:
«O antigo eurodeputado do PS, Carlos Lage, também criticou o modelo de descentralização adoptado pelo anterior Governo, considerando que transformou o país numa “manta de retalhos”.
(…)
Para Carlos Lage, o executivo de Durão Barroso limitou-se a estender a todo o território o modelo que já tinha sido criado, “sem sucesso”, nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto, esquecendo-se de que no país mais nenhuma área urbana reúne, de facto, verdadeiras características de grandes metrópoles, com um número de habitantes superior a 500 mil e a existência de infra-estruturas de transporte como portos e aeroportos.
(…)
A terminar, sustentou que a regionalização, assente nas cinco regiões das antigas comissões de coordenação regional, devia voltar a ser objecto de discussão nacional, mas a sua eventual implementação “só fará sentido no quadro de um novo referendo.»
Este embuste, está assente numa estratégia de “chicos espertos” com o objectivo de desvalorizar o multi-secular e ímpar papel que as autarquias representam em Portugal desde a sua fundação (ler Herculano) para através de arranjos de secretaria entregar o novo poder aos aparelhos do costume, do PSD e do PS, descentralizando e distribuíndo dinheiros pelos fiéis caciques, garantindo desta forma vergonhosa, de que nem Estaline ou Mussolini se lembrariam, sucessivas e estrondosas vitórias eleitorais e a perpetuação dos sequazes no poder, reféns dos dinheiritos que o poder central caridosamente lhes atribuíssem
.
Estou a ser violento? Vejam então as diferenças percentuais por distrito entre os PIDDAC 2004 e 2005
Aveiro: - 12,7
Beja: - 14
Braga: - 24,1
Bragança: - 15,2
Castelo Branco: + 26,3
Coimbra: + 35,7
Évora: + 53,5
Faro: + 8,7
Guarda: + 37,3
Leiria: + 18,4
Lisboa: + 39,4
Portalegre: + 22,8
Porto: + 39,4
Santarém: +29,4
Setúbal: - 39,7
Viana do Castelo: - 29,5
Vila Real: - 3,6
Viseu: - 2,3
Querem ver de outra forma?
(more…)
Sempre que há merda lá p’r’os lados da RTP vem logo uma chusma de iluminados defender o Serviço Público enquanto outra chusma desmancha-os quando lhes pergunta mas o qué essa coisa de Serviço Público.
Foi assim com o Arons, foi assim quando o Sarmento quis encerrar a 2 e é assim agora quando o Sarmento diz que quer mandar uns bitaites na linha editorial e na programação, só que desta vez o administrador que ele nomeou e que afinal provou que é possível ser bom gestor em empresa pública, lavrou em comunicado que quem manda é ele e, depreende-se, que se assim não for ele dirá ora passem muito bem e lá terá o governo de nomear a excelência do Cardoso e Cunha!
Mas afinal o que é Serviço público? Já ensaiei algumas vezes uma definição, mas fui agora traído pela rapidez e simplicidade do Alvino que, sob outro título Cãossiliador (não lhe levem a mal o português qu’o home é maqueiro e às vezes troca os “c’s? pelos “ss?), ilumina sobre esta matéria, faz sentido embora não tenha digo, assim alto e em tom de quem quer dizer coisas, oiça (antes de dizer coisas, bem entendido)!
Atão, Serviço Público é servir! Servir quem mais precisa, dando sem aguardar retorno financeiro, mas sim retorno em educação e cultura a médio e longo prazo.
E tudo isto, desculpem lá, em tom cãossiliador, pois então!
A propósito da liberdade de expressão que de repente virou histeria nacional como de caso insólito, extraordinário, irrepetível e pontual se tratasse, chamo a atenção para a posta da Sara Jofre no Desblogueador de Conversa.
Os comentários deixo-os para quem ler.
Na 5ª feira passada o programa “Clube de Jornalistas” da 2: versava sobre o jornalismo regional com uns convidados que não fixei o nome nem tão pouco conseguiram evitar o viciante “zapping”. Retive, no entanto, com muita alegria, a peça introdutória ao referido programa que constou de uma breve entrevista a Carlos Pereira, jornalista do nosso Diário do Alentejo, profissional ainda com nome por este país afora.
Não, não estou de acordo com tudo o que o Carlos disse, mas lembro ainda com revolta, volvidos estes anos, o processo vergonhoso de saneamento político e enxovalho público de que foi alvo aquando director do Diário do Alentejo, por parte dos mandantes locais do Partido Socialista, nomeadamente do seu chefe eleito, Luís Pita Ameixa e seus mais próximos sequazes.
Nada tenho contra o actual director, o António José Brito, bem pelo contrário, mas se já tinha consideração profissional pelo Carlos Pereira, ela elevou-se exponencialmente pela forma sempre tranquila, polida e superior com que ele lidou com o enxovalho público de que foi vítima numa espúria guerrinha entre os caciques dos partidos.
Carlos Pererira continua a ser jornalista do Diário do Alentejo e continua também a demonstrar qualidade profissional e humana em tudo que vai fazendo.
Bem hajas Carlos Pereira.
Consta por aqui por estes lados que existirão dois encontros paralelos de Blogues para o dia 6 de Novembro. A confusão é tamanha que não consigo deslindar a coisa.


Como não pretendo pactuar jamais com inciativas paralelas, muito agradeceria a quem conseguisse contactar a comissão organizadora no sentido de me informar qual destes dois eventos não é paralelo afim de me poder inscrever correcta e condignamente.
Antecipadamente grato,
Ontem, àcerca de umas moscas d’ asa que para aqui escrevi, levei uma bordoada, mas daquelas bem dadas e bem assentes!
É que, em primeiro lugar, não são moscas d’ asa mas sim, como esclareceu o Pré, formigas-de-asa e, em segundo, o Francisco afiança que essas ditas formigas-de-asa são agúdias, aproveitando para me chamar de alentejano caloiro!
Ora bem, perante semelhante despeito, a verdade é que são mas é umas formigas grandes comó caralho e voam por todo o lado, sem nexo, mas não falham na sua comunicação - vem chuva pela certa!
Já quanto ao ser caloiro impõem-se duas considerações, a saber:
1 - que porra de vida, ao fim de 8 anos de Beringel ainda não sou alentejano para os alentejanos e já mais não sou tripeiro para os portuenses - apátrida serei pela certa - tenho de me informar junto do centro de apoio à imigração dos meus direitos (dos deveres é escusado, mas com as quotas impostas isto vai ser difícil, quiçá se preencher uma ficha de adesão a um partido, quiçá?);
2 - não me afecta ser caloiro, já o fui por 3 vezes a nível do ensino superior, mas agora de praxezitas podem ficar descansadinhos, venha lá o primeiro com essas merdas que verá onde vai parar!
Um abraço a todos os que pegaram neste assunto das agúdias, com especial deferência para com as postas do Francisco e respectivos comentários.
Sob este título o Raúl, do Congeminações, escreveu um texto que recomendo pois, para além de estar plenamente de acordo, considero muito relevante.
Cuidem, cuidem-se esses tais de “blogues de referência” pois a “deslocalização” da qualidade blogosférica só tem um sentido - para Sul - concentrando-se no Baixo Alentejo!
Em menos de uma semana o Praça da República foi homenageado como “Autor do Mês“, o Planície Heróica e estas modestas Ideias Soltas com o “Post do Momento” pelo servidor Weblog.pt.
E, em havendo fé, o Isidoro virá de seguideira!
Cuidem-se, cuidem-se!
Aproveitando a hora do almoço lá fui à Pousada de S. Francisco ver a exposição colectiva de fotografia “7 x 7 Fotografias” sob o tema Alentejo. 7 fotografias de 7 fotógrafos: Carlos Cascalheira, Diniz Cortes, Helena Milheiro, João Espinho, José Galhoz, Rita Moisão e Zé Espinho.
Exactamente como quase todos os blogueiros tenho a mania que sei um pouco de tudo e, em e por consequência, apesar de não pescar bóia de fotografia, também vou debitar o que é que achei.
Trata-se de uma exposição que apesar de ser sobre o Alentejo, apesar de a totalidade dos artistas procurar mostrar o real, este revela-se inevitavelmente diferente. Diferente porque o “real” é produto da captação de um dos nossos orgãos ditos sensoriais e processado na particularidade em que cada qual se vai refazendo, não tanto geneticamente, mais vivencial, identitária, cultural e até mental se preferiram.
Daí que, apesar de ser do Alentejo, senti que a cada autor poderíamos etiquetar um sub-tema: “A Particularidade”, por exemplo, para o Carlos Carvalhal, com fotografias muito especícas do que é quase só nosso - o girassol, a espiga, o burro e a carroça, a papoila vermelha; “A Busca do Singular” para Diniz Cortes; A Helena Milheiro poderia colar “Levantamento Etno-paisagístico” onde mostra pessoas, paisagens e momentos da vida rural em vias de desaparecimento; “O Pormenor” para João Espinho, sempre de “zoom” bem puxado para nos revelar todos os detalhes; para José Galhoz reservaria “O Instantâneo”, fotografias sem movimento, paradas no tempo e no espaço como se o relógio se interrompesse no momento em que a película recebe a luz; “O dia-a-dia” para Rita Moisão, o quotidiano da lavoura em extinção; “Landscapes” para o Zé Espinho, a busca do melhor local e momento para registar.
Sem ordem de valoração retive meia-dúzia de trabalhos que me seduziram particularmente:
(more…)
Ao João Norte, autor do Intro.vertido onde o escrever é um sentimento que em arte se transforma.
o que era a “mosca d’ asa”!
Vai para 8 anos que me instalei em Beringel e logo no primeiro ano fui invadido por uma chusma de insectos de meter medo, qual “praga de gafanhotos”!
É a mosca d’ asa, disseram-me placidamente, vem anunciar a chuva.
Porra, pensei, mas era preciso semelhante “enxame” de formigas voadoras, com o comprimento de uma falangeta de mindinho com voando com asas duas vezes mais compridas que elas, a entrarem por casas, automóveis, a embaterem contra nós, contra a cara da gente?
Apareceram hoje, logo pela manhã, quando saí ele eram moscas d’asa por todo o lado, voando em todas as direcções como que procurando algo que nem elas saberiam. Os pequenotes riam-se, nós também, ficando a saber que entramos na estação das chuvas, sem apoio dos serviços de meteorologia.
Agora, todos os anos aguardo expectante pela chegada das moscas d’ asa, não, não por serem belas, mas por comunicarem connosco, por terem significado.
Isto é tradição, cultura? Não…, é a mosca d’ asa!
Ainda há quem tente, acreditem, olhar em frente, de frente, nos olhos, para a vida e com a vida, mas quem nunca ousou ou se recusa pensará, certamente, que se deixará de ver muito da vida.
Enganadora perspectiva!
Quem nunca ousou não sabe que quem olha nos olhos, sem medo nem sobranceria, estranhos seres rastejantes pupulam por todo o lado de ferrão em riste, ferroando freneticamente aqui e acolá, sem almejaram que só infectam os que como eles rastejam.
Não, não é uma questão de altura, é a espinha dorsal a responsável pela diversa perspectiva.
ps: música de fundo: “Almas” de João Paulo, com Peter Epstein nos saxofones e Carlos Bica em contrabaixo (estilo gamado ao “The Old Man“)
País por conhecer, por escrever, por ler…
País purista a prosear bonito,
a versejar tão chique e tão pudico,
enquanto a língua portuguesa se vai rindo,
galhofeira, comigo.
País que me pede livros andejantes
com o dedo, hirto, a correr as estantes.
País engravatado todo o ano
e a assoar-se na gravata por engano.
País onde qualquer palerma diz,
a afastar do busílis o nariz:
- Não, não é para mim este país!
Mas quem é que bàquestica sem lavar
o sovaco que lhe dá o ar?
Entrincheiram-se, hostis, os mil narizes
que há neste país.
País do cibinho mastigado
devagarinho.
País amador do rapapé,
do meter butes e do parlapié,
que se espaneja, cobertas as miúdas,
e as desleixa quando já ventrudas.
O incrível país da minha tia,
trémulo de bondade e de alegria.
Moroso país da surda cólera,
do repente que se quer feliz.
Já sabemos, país, que és um homenzinho…
País tunante que diz que passa a vida
a meter entre parêmtesis a cedilha.
A damisela passeia
no país da alcateia,
tão exterior a si mesma
que não é senão a fome
com que este país a come.
País do eufemismo, à morte dia a dia
pergunta mesureiro: - Como vai a vida?
País dos gigantones que passeiam
a importância e o papelão,
inaugurando esguichos no engonço
do gesto de nuvens ideia!
Corre, boleada, pelo azul,
a frota de nuvens pelo país.
País desconfiado a reolhar por cima
dum ombro que, com razão, duvida.
Este país, enquanto se alivia,
manda-nos à mãe, à irmã, à tia,
a nós e à tirania
sem perder tempo nem caligrafia.
Nesta mosquitomaquia
que é a vida,
ó país,
que parece comprida!
A Santa Paciência, país, a tua padroeira,
já perde a paciência à nossa cabeceira.
País pobrete e nada alegrete,
baú fechado com um aloquete,
que entre dois sudários não contém senão
a triste maçã do coração.
Que Santa Suplicanta nos conforte
na má vida, país, na boa morte!
País das troncas e delongas ao telefone
com mil cavilhas para cada nome.
Da ramona, país, que de viagens
tens, tão contrafeito…
Embezerra, país, que bem mereces,
prepara, no mutismo, teus efes e teus erres.
Desaninhada a perdiz,
não a discutas, país!
Espirra-lhe a morte pra cima
com os dois canos do nariz!
Um país maluco de andorinhas
tesourando as nossas cabecinhas
de enfermiços meninos, roda-viva
em que entrássemos de corpo e alegria!
Estrela trepa trepa pelo vento fagueiro
e ao país que te espreita, vê lá se o vês inteiro.
Hexágono de papel que o meu pai pôs no ar,
já o passo a meu filho, cansado de o olhar…
No sumapau seboso da terceira,
contigo viajei, ó país por lavar,
aturei-te o arroto, o pivete, a coceira,
a conversa pancrácia e o jeito alvar.
Senhor do meu nariz, franzi-te a sobrancelha;
entornado de sono, resvalaste pra mim.
Mas também me ofereceste a cordial botelha,
empinada que foi, tal e qual clarim!
Alexandre O’Neill, “Feira Cabisbaixa”, 1965
39 anos tem este poema e poderia ter sido escrito hoje, tim tim por tim tim! Porquê? Nada mudou em 39 anos?
Mudou, mudou muita coisa, o regime, a liberdade de expressão e impressão, as condições de acesso à saúde e ao ensino, o rendimento dos mais desfavorecidos, pensões e ordenados mínimos, mas aquilo que demora mais a mudar, os comportamentos, a educação, a cultura, a mentalidade, permanecem assustadoramente, se é que não regrediram, e como é disso que nos fala Alexandre O’Neill o seu poema é de uma actualidade confrangedora!
Enquanto não nos educarmos, não nos cultivarmos, não nos erguermos deste “país onde qualquer palerma diz”, viveremos nesta “mosquitomania”, a “aturar o arroto, o pivete, a coceira e a conversa pancrácia”, permanecendo no ridículo de um
“País dos gigantones que passeiam
a importância e o papelão,
inaugurando esguichos no engonço
do gesto de nuvens ideia!”
mas em maior escala e galáctica rede de medíocres interresses!
ouvi as declarações do final do Benfica / Porto de ontem.
Só me ocorre dizer que preferia não ter ouvido.
Esta gentalha doida, mal educada, mal-formada nunca deveria ter eco nos orgãos de comunicação.
Em nome da liberdade deveria ser censurada. Pelo que disse? Não, pelo poder que detêm em manipular almas!
Ganhar assim não sabe a nada, ou melhor, sabe mal. O Porto cilindrou o Benfica durante a primeira parte enquanto que na 2ª desapareceu e não foi por mérito do adversário. O Porto retirou-se do jogo e colocou-se na defesa à espera, espera que resultou num golo limpo do Benfica que o bandeirinha não assinalou, para mais um frango do Vítor Baía que pecou por excesso de confiança. De nada serve acrescentar que teve um golpe de rins extraordinário para a ir buscar! Era uma bola fácil se desviada para cima da baliza, mas Baía pretendeu blocá-la e deu-se mal.
O penalti, ainda vá que não vá, já muito mais grave não foi marcado, mas o golo não é admissível.
A tristeza, contudo, deveu-se à falta de ambição do Porto na 2ª parte. Não quero um Porto assim, um Porto que demonstra superioridade e que depois se encolhe!
No íntimo não ganhei. Será por ser um portista sofredor e não um “adepto” de claque?
«Marcelo aproveita pretexto pata fugir a formato esgotado da TVI» Semanário
Se é permitido escrever isto em letras garafais na 1ª página de um jornal com que autoridade é que a Alta Autoridade para a Comunicação Social vai julgar quem quer que seja?
Pois é, homem, mas por seres assim, livre, é que foste boicotado nas negociatas das privatações desde Cavaco Silva, passando por Guterres e Durão Barroso!
As empresas privatizadas que pretendias foram todas parar ao estrangeiro? Não é verdade! Ainda há bem pouco tempo a CGD comprou ao grupo BCP as 3 maiores seguradoras portuguesas descapitalizadas e em falência técnica, exactamente as que davam mais lucro quando foram privatizadas.
Foram muitas? Pois foram, mas também és o maior explorador da classe operária deste país! A seguir ao Estado, claro, és apenas o maior empregador privado! Não te armes, também…
Mas estás a desinvestir em Portugal depois de tanto perderes na secretaria e a investir no Brasil. Então vai, que exploradores e livres pensadores como tu a gente não está precisada. Os subsídios da UE para nada fazermos, satisfazem-nos plenamente!
deste texto do Francisco, ocorreu-me uma brejeirice!
Se não se sabe mais o que é a direita nem o que é a esquerda, como reconhecer o centro?
É fácil, pelo cheiro!
Exº Senhor Administrador
da Sport Lisboa e Benfica, S.A.D.
Luís Filipe Vieira
assunto: Pedido de Excepção às Regras de Indumentária
Apresentando os mais cordiais cumprimentos, eu, Carlos Araújo Alves, residente em Beringel, venho, por este meio, na sequência das deliberações de ontem, proferidas por V.ª Ex.ª, sobre as indumentárias permitidas aos espectadores do jogo de futebol entre o Sport Lisboa e Benfica e o Futebol Clube do Porto, a ocorrer na próxima jornada da super liga Galp, no estádio da Luz, rogar a V.ª Ex.ª se digne aceitar que eu use umas cuecas azuis às riscas sob o compromisso de honra de não baixar as calças durante o espectáculo.
Muito grato pela atenção que o meu pedido lhe possa merecer.
Atentamente
Beringel, 13 de Outubro de 2004
Carlos Araújo Alves
Chirac pretende acabar com o embargo da CE de venda de aramas à China decretado na sequência de Tiananmem.
Eu defendo que a CE deveria comprar açucar, bananas e charutos a Cuba.
Porquê?
Ó pá, porque:
1 - a venda de armas deveria ser tutelada por um organismo internacional que se inteirasse dos fins a que se destinam;
2 - o regime chinês é muito mais violador dos Direitos Humanos que o cubano;
3 - os cubanos são gajos porreiros, de uma forma geral, e não têm culpa que o seu libertador tenha parado no tempo e parado o tempo a alguns
e …
e, porra, porque gente que aporcalha a política ao conduzi-la por ímpetos eticamente escabrosos deveria ser metida na cadeia. Para o bem deles e dos demais!
Comício no Sábado, tempo d’ antena na 2ª, na 3ª entrou pela Madeira “adentro”!
Mas anda azarado, coitado, um dia antes e tinha andado de burro num elefante!
Hoje, Telejornal RTP1
jornalista:
« - Ricardo, por que é que se recusa a falar sobre o 2º golo sofrido no Sábado?»
Ricardo (guarda-redes titular da selecção portuguesa desde que Scolari assumiu o comando):
« - não vou explicar as questões técnicas que se passam dentro do campo porque os senhores as não perceberiam..»
Pois, a gente é assim p’ró burrinho.
jornalista:« - Costinha como explica aquela derrota?
Costinha (capitão da selecção nacional):
« - (…) sofremos 2 golos que não se podem sofrer (…) é evidente que quem não consegue aguentar elevadas pressões o melhor é ir embora daqui!»
Pois, mas quem pode é quem manda…
Sonho que lá no fundo, no fundo, há sempre uma amparo de dignidade. Mas não, ou nem sempre, ou raramente ou…, melhor, eu quero continuar a sonhar que há. A sonhar e a acreditar!
O que remanesce de tudo isto? Um jogo, apenas um jogo, entre um que acha que o outro cairá de podre antes do próximo Verão e o segundo que, apesar de se saber perdido, considera poder ainda ganhar se em vez de o assumir, provocar a o primeiro a declará-lo putrafacto.
Isto é política? Dizem que sim. Para mim é um jogo, uma jogatina que nem interessa tão pouco aos jogadores!
A ver vamos…
estou lá muito de acordo com António Barreto, estimado Paulo. Poderá até o Presidente pensar em eleições legislativas para o mesmo dia das autárquicas - nem seria mal pensado, o país pouparia muito dinheiro - mas insisto, Santana entrou ontem em campanha eleitoral e, ou muito me engano, e não seria nada de inusitado, ou ele já defininui o seu momento para muito antes.
E, se por mera hipótese, Santana dissesse ainda hoje ao país de que não tem condições para governar, seja devido à comunicação soacial, seja devido ao falta de apoio inequívico do seu partido, seja porque é a única forma de tomar uma atitude capaz de ombrear com a estratégia do Marcelo? A camisa dele já nem é de 11 varas, é um espartilho à moda antiga!
Francamente, não me espantaria que Santana anunciasse hoje a sua demissão! Sampaio pretende que a coligação caia de podre enquanto que Santana pretenderá sair antes que apodreça!
Quem paga para ver…?
dos Açores directamente para todo o país, ele vão ser aumentos iguais à inflação para a função pública, redução do IRS e aumento das pensões!
Um regabofe!!!
Ó senhores que condenaram o Presidente da República, o homem quer eleições e daqui para a frente vai fazer tudo para as provocar. O homem é um “animal” do plebiscito e não se dá bem neste filme em que se viu metido! Maldade de Durão?
A princípio ainda tentaram provocar o Presidente mas, descoberta a careca, pelo Francisco José Viegas e um pouco por estas e aquelas Ideias, puseram-se mansos. Mas não se aguentam mais! Não aguentam a falta de legitimidade dentro e fora do PSD para mais em contraponto com o processo altamente legitimador do PS!
Com efeito, apesar do alarido histérico de Julho contra Sampaio, quem mais beneficiará é o PS. É por isso que é necessário ou clarividência, coisa em que com dificuldade acredito, ou a serenidade do tempo para conseguirmos ver o alcance do “facto”, de facto.
O anúncio daquelas medidas num comício do PSD nos Açores, contrárias ao “rigor” que tem sido apregoado e pedido não é demagogia, é o sinal claro de que Santana iniciou hoje a campanha eleitotal para as Legislativas, borrifando-se na governação do país.
Desenganem-se, no entanto, os mais impacientes, para mal de todos nós dá-me ideia de que a intenção de Sampaio será mesmo deixar a coligação cair de podre. Cumprindo a Constituição, pois claro!
PS: E agora desculpem-me, vou ouvir o Sr. Professor Doutor Marcelo. Ai este senhor é tão inteligentemente douto!
mas ainda assim, porra, aqui vai o desabafo, estou fartinho de uns blogues daqui pertinho que os usam, no seu pleno direito, como um “chat”, ora prenho de veneno, ora de ternura assoberbada!
Eu sei, a culpa é minha, não tenho de perder tempo a ler, mas o que mais que chateou é que ontem foram ao mesmo sítio que eu, mas certamente a um espectáculo diferente! Nem os intervenientes ouviram o que eles escreveram!
Porra, um gajo lê cada uma!!!
O meu descanso é pensar que os anónimos autores desses blogues não serão responsáveis pela cultura cá do burgo!