Depois de ler e reler atentamente o comunicado de Sua Ex.ª o Senhor Presidente da República fiquei sem saber se eles levam ou não com os 17km de mangueira iluminada na culigação ou se, ao invés, a deixam ficar para gáudio de quem a pretender fruir, pela módica quantia de 1.000.000 de euros!
Arquivo: Novembro, 2004
Após a fuga de Durão Barroso muito se disse e escreveu sobre o nosso futuro - sobre o que iria na cabeça do Presidente da República, de Santana Lopes, de Ferro Rodrigues. A verdade é que Jorge Sampaio cumpriu, com rigor, o prescrito constitucionalmente - ponto - a quem deve obediência!
A sua decisão, julgo eu, não agradou a ninguém, o PS não a digeriu e o PSD não teve outro remédio que não fora aceitá-la, como aqui escrevi.
Se o Presidente dissolvesse a Assembleia da República o grande prejudicado seria o PS (como bem disse Francisco José Viegas) e Santana o grande vencedor do PSD. Seria assim, mas a Constituição tal não prescrevia e o tiro saiu pela culatra. No entanto, quem disse que a decisão de Sampaio teria como motivo beneficiar o PS, pode agora constatar que, mais uma vez, ele decidiu sozinho, não aguardando por maiorias absolutas certas do seu partido.
Em todo este processo difícil onde tivémos oportunidade de assistir a um desfile de incompetências e de um caminhar para o abismo, quero aqui lembrar…
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Corre a notícia que um casal da Figueira da Foz procura desesperadamente bébé que sabem ter sido aliciado por uns turistas portadores de uma máquina de filmar e que incessantemente captavam os movimentos do petiz.
As últimas notícias que receberam é que o bébé terá sido visto lá para as bandas de S. Bento a levar, de forma estável e continuada, açoites de um senhor de uma teimosia muito, mas muito, estável.
Os progenitores dispensam enviar fotografias e filmes do bébé por terem sido já muito divulgadas, mas alertam para a fobia do pequerucho pelas câmaras.
A quem souber do seu paradeiro dão-se alvíssaras a quem o devolver à sua terra-mãe, a Figueira.
“Aprueba usted el tratado por el que se instituye una Constitución para la Unión Europea?”
O que aconteceu foi que eu estava em Belém na inauguração da maior árvore de Natal da Europa, sim repito da Europa, porque nós quando fazemos as coisas é em grande, e virei-me para um turista que lá estava e disse-lhe:
- Lá na tua terra não tens disto pois não? A maior da Europa, a MAIOR!
E o gajo vem com uma conversa: Não sei quê, no meu país preferimos gastar dinheiro em outras coisas, por exemplo a evitar que rebentem condutas de água, que levam ao abatimento do solo, e dessa forma prejudiquem milhares de pessoas…mais não sei que mais e o camandro!
E eu, que até sou um gajo que é pá, tenho uma facilidade na exposição de argumentos, não me fiquei e disse-lhe logo:
- A maior da Europa! Toma! Embrulha!
E o gajo começa a falar que não sei quê, lá no país dele quando começa a chover as zonas ribeirinhas não ficam inundadas, e que talvez fosse melhor que, em vez da arvore, o dinheiro fosse canalizado para evitar essas situações.
Eu comecei a enervar-me e disse ao gajo:
- Mau, tu queres ver que nos temos que chatear! Eu estou aqui a expor argumentos que… é pá sim senhor, e tu vens com essa conversa de não sei quê. Eu nem quero começar a falar na feijoada em cima da ponte, nem no desfile de “pais natais”, porque senão nem sabias onde te metias pá.
O gajo começa a falar de uma coisa qualquer, tipo túneis que são construídos e ficam a meio, e não sei que mais, e eu virei logo costas. Porque quando eu vejo estes gajos que não conseguem aceitar a superioridade de um país e ainda falam, falam… falam, falam… falam, falam… e não dizem nada de jeito, eu fico chateado, claro que fico chateado!!
Ainda por cima o gajo nem sequer consegue apreciar o forte impulso que esta coisa dá ao investimento público - manter a mangueira de 17km acesa vai custar cerca de de 1.000.000 de EUROS!!!!
ps: email recebido da minha Sobrinhita Ana
Como diz o João Carvalho Fernandes, o Paulo apaixonou-se e o Weblog.com.pt/ tremeu!
“Má moeda…“, por Piotr Kropotkine e “Apesar de tudo apostamos na regionalização.“, por Francisco Nunes
“Há diversas modalidades de Estado: os estados socialistas, os estados corporativos e o estado a que isto chegou.“, recorda-nos o Canzoada!
E, pensando bem, temos um governo que nos desgoverna, uma oposição que não quer eleições e um Presidente que defende intrasigentemente uma estável viagem para o abismo!
A propósito da formação da Associação Guilhermina Suggia da qual aqui dei nota, deixo um link para o “Projecto de Estatutos” que o Virgílio Marques propõe aos aderentes. É evidente que esta Associação precisa de associados e para aderir basta contactar o blogue Guilhermina Suggia.
pela própria cabeça! António José Brito, director do Diário do Alentejo, assume, em editorial, a regionalização como única alternativa ao desenvolvimento do Alentejo.
O trabalho é árduo, difícil, pleno de armadilhas partidárias, mas é uma via de sentido único se pretendemos continuar a ser e a cá viver - temos de tomar o destino em nossas nas mãos, provado que está que para o poder central as autarquias e as regiões são um pesado fardo, penalizador das “continhas bonitinhas” dos OE e respectivas execuções.
Já fomos muitos, somos hoje poucos, mas pouco e pouco parece sermos cada vez mais os que conseguimos pensar em nós para lá da formatação que os aparelhos partidáriostentam impôr.
Deixo o link e uma breve transcrição do texto do António José Brito:
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Será assim que por si cairão. Não empurrados, não com forte posição, mas de podre, para que todos consigamos ver que este não é um caminho, é uma teimosia, sem destino para lá do quintal de quem o tenta vender.
Boa semana de trabalho.
Estamos a menos de um ano das eleições autárquicas e ainda não conhecemos a posição do Partido Socialista sobre as Leis-Quadro 10 e 11 de Maio de 2003, sobre a “descentralização”, nem sobre o futuro da regionalização. Sei que o novo Secretário-Geral não pode fazer tudo de repente, mas urge uma posição sustentada sobre o que pensa do ordenamento do território e da atribuição de competências de decisão e financiamento locais e regionais.
De momento, aqui no Alentejo, por exemplo, os socialistas falam a várias vozes, baralhando os eleitores porque desconhecem qual a verdadeira posição oficial do Partido Socialista!
ps: A este propósito ver “Bombordo ou Estibordo” na Torre de Menagem.
já lá foram ver? São mesmo 17km de mangueira luminosa?
O Sr. Primeiro-Ministro afirmou vir desde há muito a pensar nesta remodelação, talvez, quiçá, penso eu, p’aí há uns seis mesitos…
No entanto, ela impunha-se pela assertividade, eficiência e produtividade da governação da nação.
Atendendo a esta ordem de razões devo dizer que esta remodelação foi …………… H’éehkh!
O Coro Gregoriano de Évora está de parabéns pelo seu 10º aniversário.
Indagamos sobre a sua agenda e fomos informados que por estas paragens não têm uma única récita agendada, mas partem em breve, em “tournée”, para a Galiza onde comemorarão entre eles o assinalável aniversário!
Concorda com a Carta de Direitos Fundamentais, a regra das votações por maioria qualificada e o novo quadro institucional da União Europeia, nos termos constantes da Constituição para a Europa?
Não me comprometa antes do Silva falar!
Tanta merda cu c****** da pergunta e zumba, ficastes todos a comentar o real madrid!
Num era essa, vistes, essa foi engôdo p’ra bos enganar, seus comentaristas! A pergunta é outra …, qual?…..Num interessa, ainda não se sabe, mas vai ser outra com certeza!
Tomai lá e ide fazer comentários pó real madrid!
Quanto à resposta aí é que tendes razão - H’éehkh!
“A última fronteira da tolerância racial: os ciganos“, por Pedro Gomes Sanches e “Rumo a um Processo de Descentralização Concêntrico?“.
A propósito de dois e-mails que recebi e aos quais já respondi, é para mim evidente que tudo que aqui escrevo, a partir do momento que publico sem cuidar de garantir respectivo direito de autor, deixa de ser meu, é de todos os leitores para fazerem o uso que mais adequado considerarem.
Se aludirem à proveniência da ideia, da passagem ou do texto, agradeço, mas se o não pretenderem fazer, façam favor de se servirem sem parcimónia.
Faço esta afirmação porque desconheço a lei no que a este ponto diz respeito, mas se a alguém pretender informar-se poderá recorrer aos serviços jurídicos da Weblog.com.pt/.
Obrigado Jorge João, assim se vê a força da iniciativa privada e o vigor do teu grupo. Não é como ano passado em que:
«o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Pedro Santana Lopes, inaugurou, no Parque Eduardo VII, a Árvore de Natal das Crianças de Lisboa, maior árvore de Natal da capital», árvore essa raquítica com de apenas 12 singelos metros, mas que de pronto «a vereadora Helena Lopes da Costa manifestou o desejo de candidatar a maior árvore de Natal de Lisboa ao livro de recordes do Guinness»
Ora, com a mudança da Presidência de Câmara, Lisboa viu crescer a sua árvore de 12 para 62 metros (500%)!!!
Aliás, aquela árvore do passado Natal inquietou as autoridades de investigação judiciaria:
1 - suspeita pelos tempos que correm - a árvore resultou de um projecto chamado «Crianças em Acção»;
2 - suspeitas de incentivo ao trabalho infantil - «As bolas da árvore foram feitas pelas crianças»;
3 - suspeitas de amputação de orgãos genitais - «(…)a ideia era “uma bola, uma criança””, informou a vereadora da educação, Helena Lopes da Costa.»
Um ano volvido e Lisboa não é mais o que era, essa é que é a verdade que esses trauliteiros da comunicação querem escamotear, não se podendo sequer colocar em causa o empenho dos 350 profissionais que montaram os 17km de mangueira luminosa!
Parabéns Lisboa, parabéns Carmona, parabéns Jorge João, aquele que ousou, sem rebuço, denunciar a alienação das empresas do Estado ao capital estrangeiro e que acaba de fechar negócio com a “Seguros e Pensões” com uma Seguradora não sei bem de onde…, de Freixo de Espada à Cinta? Não sei, não se me ocorre!
Ao Causa Nossa que atravessa o seu primeiro ano sem ceder nem na qualidade nem na quantidade.
Exº Senhor
Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
Apresentando cordiais cumprimentos, vimos, por este meio, rogar a V.ª Ex.ª, se digne mandar apreciar a nossa proposta de organização do Maior Baile do Mastro do Mundo junto a este que, em boa hora, mandou V.ª Ex.ª erguer, para gáudio de todas as portuguesas e portugueses sob o alto patrocínio do Millenium/BCP.
Mais aduzimos que a Câmara Municpal não terá de desembolsar qualquer verba para financiar o Maior Baile do Mastro do Mundo, pois a constelação de luzes que ilumina o referido mastro (2 milhões de lâmpadas amarelas) são perfeitamente suficientes para nos animar e aquecer.
Atentamente
Pede deferimento
Beringel, 22 de Novenbro de 2004
Associação dos Amigos do Baile do Mastro
Ontem, quando regressava da capital do “império” depois da paparoca dos Radicais, ouço um alerta de uma rádio qualquer (a que estava sintonizada) aos automobilistas que circulavam na A2, na direcção Sul/Norte, para terem a maior cautela pois tinham sido informados de que circulava um veículo em contramão a alta velocidade!
Que necessidade têm estes senhores de alvoroçar os automobilistas com estes “faits divers”? De Lisboa a Beringel, só eu contei mais de 1.000!
Esta gente…
“Vai-se a um lagar e fica-se ‘com os azeites’…” por Francisco Nunes, “O Altar” por Piotr Kropotkine e “O caminho pedregoso dos Toninhos do interior” por Isidoro de Machede.
Acabou mesmo agora o almoço dos Radicais!
A coisa foi intensa, havia muito para engendrar, mas mais coisa menos coisa ficamos a saber que a Tasqueirita não morreu e, quem sabe, poderá ainda aparecer por aí um dia!
Boa paparoca!
Sendo-me de todo impossível vir amanhã a este espaço homenagear o 1º aniversário de uma seita de blogues conhecida por “Radicais pela Ética” é minha abnegada e sincera obrigação dirigi-la hoje mesmo a esta hora tão fora de hora.
Com efeito, amanhã pela hora deste aniversário estarei em parte incerta ao abrigo da conspiração deste primeiro ano, onde estarão presentes os que já anunciaram que estarão presentes com excepção dos que por motivos de força maior não puderem cumprir o comprometido compromisso de estarem presentes.
Assim, desta forma e em consonância com os mais altos dignatários da radical seita aqui relembro os princípios que, depois de devidamente lavrados, nos uniram e cuja contínua e continuada não observância, nem na sua estendida extensão nem nas partes, nos obriga a prosseguir:
«Associação de Radicais Pela Ética - Simplicidade e Bom Senso
Os signatários propõem-se cumprir o seguinte:
Princípios éticos mínimos para um convívio saudável entre primatas, ou regras básicas para nos distinguirmos de símios, invertebrados e outros bichos:
1. Ser tratado com consideração, urbanidade e dignidade são direitos naturais e básicos dos cidadãos, independentemente do seu sexo, raça, credo, afiliação política, idade, opções clubísticas, posição social e nível de habilitações literárias, os quais os devem desenvolver, cultivar, defender e praticar;
2. Honrar a palavra, cumprir compromissos, acordos, contratos ou prazos, respeitar as leis razoáveis, os direitos e dignidade de terceiros, o ambiente natural são actividades normalíssimas e sem mérito especial por parte de quem as pratica;
3. Produzir produtos e ideias que funcionem, que salvaguardem a saúde e a integridade de quem os utiliza, prestar serviços de qualidade, com transparência e clareza são actos sociais sem nada de notável;
4. Aceitar prendas, luvas, subornos, ou compensações pelas situações anteriores constitui um acto indigno e revoltante, e solicitá-las constitui um dos actos mais baixos que nos remete para um valor abaixo de parasita intestinal;
5. Não assediar, pressionar, chantagear, oprimir estagiárias (os), secretárias (os), internos, praticantes, tirocinantes, alunos (as) ou quaisquer outros sobre quem se possui autoridade hierárquica ou funcional é de decência mínima;
6. Utilizar o sexo como mecanismo de progressão na carreira, ou como forma de obter ou conceder favores é uma prática incompreensível e que remete os que nela se envolvem para o patamar de dignidade muito abaixo do bacilo de Koch;
7. Não virar a cara em face de cunhas, feudos, compadrios, injustiças, nepotismos, discriminações intoleráveis, negligências e falta de profissionalismo, é um acto louvável;
8. Não aceitar a promoção de imbecis porque são afilhados de poderes fáticos, económicos ou outros é uma medida de higiene mental tão básica como lavar os dentes;
9. Sonegar informação é um acto de mediocridade que caracteriza quem o pratica;
10. Achar que toda a gente faz qualquer coisa de negligente, de ilegal, de laxista, de trafulhice, ou explorar lacunas das normas, como argumento para justificar o facto de praticar actos dessa natureza é um argumento miserável;
11. Não atribuir a terceiros a culpa por situações que resultam da nossa actuação intencional e livre é um acto de saúde pública essencial;
12. Não nos apropriarmos de méritos alheios é uma regra básica de convivência entre pessoas;
13. A exposição e denúncia pública de violações graves dos princípios anteriores constitui-se num dever de cada cidadão que queira preservar um nível adequado de saúde mental;
14. Ficar em silêncio perante a violação dos princípios anteriores é um acto de cobardia, de cumplicidade e de encobrimento. Ficar em silêncio perante o silêncio de outros, que resulte de medo razoável perante possíveis e admissíveis consequências das suas acções de denúncia é particularmente incompreensível;
15. O exercício da liberdade de expressão e de opinião, através do uso de ironia, sátira, caricatura ou da articulação séria são os modos preferenciais de denúncia dos comportamentos de violação dos princípios expostos;
16. Basicamente somos seres humanos imperfeitos, frágeis, simplórios e é de bondade elementar sermos tolerantes uns com os outros, não nos oferecendo para exemplos e faróis é uma atitude de bom senso, e digna, mas requerer aos outros comportamentos morais exemplares, ao contrário do que nós próprios exibimos, é uma intolerável estupidez;
17. Obviamente não está em questão a “construção” de nenhuma sociedade perfeita com seres assépticos e imaculados. A preguiça, por exemplo, pode ser uma virtude temporária, uma terapia, desde que aquele ou aquela que a pratiquem não exija dos outros aquilo que não exige de si;
18. Este mundo um pouquinho melhor deve ser para hoje e para amanhã. O seu adiamento para gerações futuras resultará em desnecessário sofrimento humano desde ontem.
19. Não se pretende com isto construir mais um muro das lamentações. A ideia é, pelo contrário, contribuir para a sua demolição.»
ps: transcrição do 1º post do blogue Associação de Radicais pela Ética
ao Raúl que há um ano que anda em Congeminações!
Mísia recebe hoje a “Medalha Vermelha”, distinção que a Câmara de Paris endereça aos artistas de maior relevo. Para Mísia poderiria ser mais um, embora diga que o receberá com alegria.
Não compreendemos o alcance das palavras de Ana Canavarro Pedro no Público onde diz à laia de introdução à notícia:
«Com aquele dom tão dos franceses para se apropriarem dos artistas de outras bandas que têm a virtude de lhes agradar (…)»
Está bem, lemos, mas eu preferiria ter lido: “Com aquele dom tão raro em Portugal de acarinhar os artistas que temos e acolhemos (…)”







