Aeroportos do Alentejo e EDAB, S.A.
O Diário do Alentejo abriu o seu último número com a dicotomia entre as “pretensões” do aeródromo de Évora e o futuro do Aeroporto de Beja levando à capa o Sr. Governador Civil comentando ser um verdadeiro disparate o caso “inventado” do aeroporto de Évora e julgo que tem razão.
Terá razão porque não prevejo que nenhum governo, seja o actual ou qualquer outro vindouro, a queimar dinheiro em duas infra-estruturas idênticas para o Alentejo! Se já tenho algumas dúvidas àcerca do retorno do investimento que será feito em Beja, seja por via do trasposição das verbas do PIDDAC de 2004 para 2005, seja pela transferência directa prevista na proposta de orçamento do Estado para 2005.
Sobre este assunto, tanto o Eng. João Paulo Ramôa como o deputado do PCP, Rodeia Machado, não têm dúvidas nem tentam lançar mais poeira do que a que já existe contrariamente ao líder da Federação do PS, Luís Pita Ameixa, que afirma no mesmo jornal que o aeródromo de Évora «pode comprometer o futuro do aeroporto de Beja» já que esta, nas suas palavras «não tem voz política, falta-lhe autonomia e liderança». Mas do Sr. Luís Pita Ameixa já nada há a esperar senão disparates eleitoralistas que nem disfarçar tenta!
Subsiste, contudo, um grave problema que já aqui levantei e que nenhum dos políticos regionais ousou neste Jornal abordar:
Quem foi ou quem são os responsáveis da EDAB, S.A. responsáveis pela perda do negócio Skylander, que implicou a perda de um investimento na ordem dos 100 milhões de euros e a criação de 650 novos postos de trabalho na nossa região?
Se o actual Presidente do Conselho de Administração da EDAB, S.A. não ousa pedir uma auditoria com carácter de urgência ao Tribunal de Contas porque não a pedem os responsáveis políticos regionais? Por que é que continuamos a gerir silêncios sobre assuntos tão graves e penalizantes para a nossa região?
É que é no mínimo estranho que os responsáveis políticos regionais não tenham abordado a fuga da Skylander para Évora enquanto outros a nível nacional, de diversos quadrantes políticos e institucionais, tenham tido a gentileza de me endereçar e-mails agradecendo a informação e mostrar interesse em conhecer o “dossier” com maior detalhe!
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Commentários
Não comentei no Diário do Alentejo, embora tenha sido solicitado para o fazer, porque entendo que estas coisas têm outros objectivos e não caio na patetice de comparar um investimente de 80 ou 100 milhões de contos para fazer do aeródromo de Évora um aeroporto e os 3 ou 4 para por a funcionar o de Beja. A sombra que o aeródromo de Évora fará ao aeroporto de Beja é comparável à de uma formiga num elefante.
Não comentou e fez muito bem, se me permite opinião, estimado Pedra, uma vez que o assunto é semelhante dislate que pouco restará a dizer para além do que disse o Sr. Governador Civil, «um verdadeiro disparate», palavras que poderão ter suscitado alguma perplexidade a pessoas menos bem informadas, mas que mais nada ocorre comentar.
O que estará por detrás deste disparate é que é pernicioso e, quiçá, perigoso para o desenvolvimento do Alentejo!
Não obstante, o caso Skylander exige uma explicação detalhada por parte da EDAB de como foi possível perder uma conta de cerca de 100 milhões de euros e 650 novos postos de trabalho para a região!
É que este silêncio continuado, apesar de tentar não “emprenhar pelos ouvidos”, leva-me a considerar seriamente a exigência de uma auditoria do Tribunal de Contas para apurar responsabilidades, civis e por que não do foro penal, em caso de dolo deliberado.
É um silêncio que se torna ensurdecedor por cada dia que passa!
Direi tão somente como cidadão eborense que o aeródromo de Évora não é viável enquanto tal do ponto de vista da situação geográfica penalizando em larga escala a população residente, não deveria sequer ter sido dinamizado, mas sim afastado. Pensar nele como possível aeroporto regional é um perfeito disparate, mesmo comprando um qualquer estudo de impacto ambiental. Se as aeronaves já são uma praga para Évora, faço ideia onde nos levaria essa situação a ser viabilizada. Preocupem-se sim em mudá-lo de sítio pois em lado algum da Europa civilizada se viu um aeroporto dentro da cidade. Já nos chega o malfadado aeródromo, sim, porque o espaço geográfico aéreo ocupado é dentro da cidade e não 3,5 kms fora como marca o trajecto rodoviário. Tenham dó das populações que já pagam uma factura bastante alta em virtude da ganância dos seus dirigentes.
Direi tão somente como cidadão eborense que o aeródromo de Évora não é viável enquanto tal do ponto de vista da situação geográfica penalizando em larga escala a população residente, não deveria sequer ter sido dinamizado, mas sim afastado. Pensar nele como possível aeroporto regional é um perfeito disparate, mesmo comprando um qualquer estudo de impacto ambiental. Se as aeronaves já são uma praga para Évora, faço ideia onde nos levaria essa situação a ser viabilizada. Preocupem-se sim em mudá-lo de sítio pois em lado algum da Europa civilizada se viu um aeroporto dentro da cidade. Já nos chega o malfadado aeródromo, sim, porque o espaço geográfico aéreo ocupado é dentro da cidade e não 3,5 kms fora como marca o trajecto rodoviário. Tenham dó das populações que já pagam uma factura bastante alta em virtude da ganância dos seus dirigentes.
Quanto a este assunto parece que tudo está dito faltando apenas saber porque é que o Municipio de Beja deixou fugir o negócio da Skylander. No entanto não será preciso muita inteligência para se perceber que o Aerodromo de Beja (ou Aeroporto não sei) está muito melhor situado, ao nivel do pais, para receber a infraestrutura. Não entendo como é que um pequeno aerodromo como o de évora, ainda por cima quase dentro do perímetro urbano da cidad, tem condições para ser um terminal de carga ou mesmo albergar uma unidade de produção de aviões. Já não basta o caos que é aos fins de semana com os paraquedistas, com os planadores etc. e aos dias de semana com a escola, onde os aviões descolam e aterram sem parar, quanto mais uma unidade de produção de aeronaves e de cargas e descargas. Enquanto que a maior parte dos aerodromos estão a uma média de 5.5 km de cidades, esta está a cerca de 1,5 km (em linha recta) de alguns bairros residências de Évora. Não se entende como é que se deixa acabar com a qualidade de vida dos munícipes em prol de interesses privados e de compadrios…..
Ainda bem que Evora (ao fim ao cabo Portugal) pode entrar nestas tecnologias!
O que não nos falta são condições e espaço para fazer o investimento. Só quem por desconhecimento, miopia, reaccionarismo poderá colocar este investimento em causa e colocar os problemas dos municipes, etc etc.
Quem venham estes e outros investimentos….Bendita Hora que mandámos O Partido Cumunista pra União Sovietica.
Um concelho aos Bejenses…façam, o mesmo que nós, corram com o Partido Cumunista da Camara!
Foram 25 anos em Evora a andar pra tras…O que so Eborenses querem é trabalho, empresas que possam dar emprego aos Filhos e Muita Saude para lhes dar uma boa educação
Viva a Liberdade de Expressão!!! Haja progresso nesta cidade…Bem haja a V. Exa por conseguir falar de cor. Para que o conhecimento das causas e as suas consequências, a teoria fica-nos tão bem…Quando não levamos com os contras do progresso é tão saboroso dizer aquilo que nos fica bem…Oh Sr. Dr. por quem é…
Bem haja Sr. Rui
ora vejamos:
A Maioria das cidades Parimónio mundial que eu conheço, tem Aeroporto Internacional. Porque não há-de Evora ter um projecto com cabeça tronco e membros (atenção falo de Projectos de Engenharia e não de teses académicas pseudo inteligiveis)e fabricar umas avionetas de 20 passageiros?
Mas qual a irritação de alguns artistas aqui da praça?
Praga tem aeroporto Internacional;
Viena de Austria tem Aeroporto Internacional;
Salzburgo tem Aeroporto Internacional;
etc, etc, etc… Há algum problema? quem tem medo da pragas dos aviões vá morar para para os montes…há muito monte por habitar!
Somos e vamos continuar a ser a melhor cidade de Portugal para viver e trabalhar. Atenção não fui eu que disse, foi um estudo dum semanário nacional
O meu amigo é um artista português já se vê, acredito que consiga ler, infelizmente não consegue interpretar o que está escrito. Não tema!!! É uma maleita inerente a uma larga porcentagem da população portuguesa. São céleres a tirar conclusões, embora erradas na sua maioria. Então passo a traduzir o que deveria ter percebido mas que não teve alcance para tal, não estou nem nunca estarei contra o desenvolvimento da minha Região, nem da minha cidade…contudo esse desenvolvimento deveria ser sustentado e não contemplar apenas uma vertente económica, isto é, ao se canalizarem verbas avultadas para um qualquer projecto, deverão ser considerados factores como: propecção de mercado, estudos de impacto ambiental e social, viabilização económica e social, conjunctura de prós e contra, ponderação de eventuais consequências nefastas para as populações residentes, etc. Compreende? Talvez tenha dificuldade, mas se experimentar a ler pausadamente…ajuda! Assim e em breve resumo, em primeiro lugar sou a favor da existência de um aeródromo regional em Évora, sou a favor da edificação do aeroporto de Beja e estou de acordo com os investimentos empresariais dos quais a nossa Região possa beneficiar, nomeadamente a Skylander. No entanto, em segundo lugar, gostaria de saber as razões efectivas pelas quais a EDAB perdeu o negócio em favor de Évora, pois podem ter interesse para os cidadãos eborenses, e em terceiro e último, sou absolutamente contra a dinamização de um aeródromo como o de Évora que cresceu para dentro da cidade, sem o respeito pelas populações residentes, que vai continuar a crescer nesse sentido, em desrespeito à lei do ruído nacional e a uma série de directivas comunitárias. A sua localização talvez fizesse sentido há quase 30 anos atrás, não o faz actualmente e enterrar lá dinheiro pode ser bastante penoso para todos nós e o tempo se encarregará de o provar da forma mais cruel, não tenho qualquer dúvida. Portanto a questão é meramente a localização da infraestrutura, certo?! Como vê há pontos em que obviamente estaremos de acordo, mas quanto a este não posso ceder, levanto-me com o barulho ensurdecedor das aeronaves, vivo 365 dias por ano a ouvi-los durante todo o dia, sobretudo aos fins-de-semana e feriados. É uma luta que travo há mais de 4 anos com as entidades competentes na matéria, não me venha com lições de moral que eu não as aceito, não permito sequer que me venha falar sem conhecimento de causa. Sabia que lá fora se inviabilizam projectos devido aos impactos negativos para as populações residentes e que por exemplo o traçado ferroviário dos pirinéus está em negociações renhidas por esse motivo? Estudam-se alternativas que cumpram os requisitos mínimos de compatibilização de interesses, que respondam à qualidade de vida das populações, pois o desenvolvimento deve ser em prol delas e não contra elas. Agora já o baralhei, não é verdade…deixe lá…explico-lhe esta questão numa próxima oportunidade.
Senhor Aeroless…o sr é do genero: Não come nem sai de cima: escreve bem e até tem um pensamento fluente mas diga-me lá, conseguiu alguma vez na sua vida colocar um projecto de pé? O seu raciocinio é tipicamente do tipo espremido sai nada! Em vez de se refugiar em pensamentos sem consequência num Blog porque não vai o sr mesmo investigar na raíz o porquê de Beja ter “supostamente” perdido o projecto?
Concordo: Este Aerodromo como Aeroporto Regional é sacrificar as pessoas que foram ocupando uma zona da cidade com a conivência institucional da presidência anterior! O erro foi o PDM desenvolvido pelos Camaradas!
Quem não respeitou as populações foi a camara anterior que permitiu o crescimento da cidade a Sul…
O Projecto Skylander prevê a construção de duas avionetas de 19 lugares por mês!!! O Sr Aeroless deve estar a pensar que..”…isto agora vai virar um pandemónio de sobe e desce, salta e pula! Não faça confusão…não imagine sobre uma questão para a qual o sr não tem a minima credibilidade cientifica para opinar, ainda que imaginando. A Fabricação de 2 Aviões por mês causam-lhe toda essa paranóia???? Valha-me Deus…
O Sr não tem conhecimento de causa nenhuma! O sr apenas fez a asneira de comprar uma casa a Sul.
Pode ser que um dia a escola de Pilotos vá para Beja, entregando definitivamente o Aerodromo ao Projecto Skylander. Provavelmente o Sr vai ficar Feliz com a solução.
Não me venha com as suas historietas de trazer por casa sobre impacto ambiental, pois provavelmente o sr é o primeiro a não separar o lixo na sua casa!
O Sr não precisa perder (ou não tem mais nada que fazer???) o seu tempo em me explicar nada! Jamais um Teórico da sua linha me leva ao altar.
Não discuto as tendências sexuais de ninguém, se pondera que um Teórico de uma outra linha o leve ao altar é um assunto que em nada me diz respeito. Por outro lado, não considero que esteja a perder o meu tempo sempre e quando discuto um assunto do meu interesse, mas perco tempo se dessa conversa não surgir qualquer mais valia, o que me parece que é o caso. Por último e para terminar de uma vez por todas não se preocupe com o lixo da minha casa (casa essa que tem uma existência anterior à instalação do aeródromo de Évora e é daí que parte o busilis da questão, que não se prende exactamente com o facto de saber quem surge primeiro se a Galinha ou o Ovo), preocupe-se sim com o “lixo mental” que, como sabe por experiência própria, é mais difícil de arrumar. Obrigado pelos elogios que me tece, são um facto comprovado e não tema por mim pois propôr projectos viavéis e vê-los surgir é o meu dia a dia.
Desculpe, de momento os comentários encontram-se encerrados.

Quem muito procura acaba por encontrar…