Ao Luís Novais Tito e ao Carlos Manuel Castro que há um ano que me fazem diariamente Tugir em português.
Por muita força que faça é inevitável que vá lá dar! Tento espraiar o espírito por assuntos diversos, mas a propaganda partidária surge-nos por todo o lado, com o mesmo odor.
Mas precisamente por via disso, recebi hoje um e-mail, daqueles “spam” fugindo ao “spam” que me apressava para mandar para o “trash” e eis, senão quando, vislumbro que ali, naquela singela mensagem, estava a chave do sucesso para uma carreira partidária!
Eles, passaram por lá todos, atendendo aos discursos de propaganda que nos inundam, por todos os “workshops”, é por aqui que se começa, com segurança, uma carreira partidária, não tenho muita dúvida, é tudo uma questão de qualificação profissional!
Leiam e divulguem, pois há cada vez mais gente sem assento…, e ainda há vagas! Aqui vai:
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Depois de um tempos de descontinuidade aí está o n.º 11 da INTERACT (link constante dos Percursos ali em cima), a única revista digital portuguesa ligada à arte, cultura e novas tecnologias, dirigida por Teresa de Sousa da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Nova.
Este n.º está, à semelhança dos anteriores, bastante rico, contando com estudos e ensaios sobre hipertexto, ética e literatura, linguagem dos jogos de computador, arte simbólica e uma entrevista a António Câmara por Gonçalo Felino.
Neste n.º 11 da INTERACT contamos com as participação de J. Rosa, J. Godinho, Luís Soares, Luís Filipe Teixeira, Guilherme Xavier, Mark Stephen Meadows, dr Bakali, José Augusto Mourão, Jorge Leandro Rosa, Leonel Moura, Pedro Gadanho, Patrícia Gouveia, Filomena Moita, Gonzalo Frasca e Pitch Gonçalves, por ordem de inserção.
Para além de estar totalmente disponível on-line, a INTERACT permite o download em formato “pdf” para quem pretender. Nota menos positiva é o site estar construído totalmente em “flash”, tornando-se muito pesado para quem não tem computadores “bomba” para navegar.
Transcrição da missão do projecto INTERACT:
A interact é uma publicação digital, de periodicidade quadrimestral editada pelo Centro de Estudos de Comunicação e Linguagens (CECL).
O seu objectivo é a reflexão e a discussão em torno de temáticas importantes do pensamento contemporâneo, o acompanhamento crítico de acontecimentos e práticas culturais e artísticas e o incentivo ao trabalho de experimentação com as tecnologias digitais e as redes de informação.
Diminuir o fosso ainda existente entre a cultura e a cibercultura é ainda uma das suas principais motivações, procurando por isso o encontro (e o confronto) entre práticas mais tradicionais no âmbito da cultura (como o ensaio, a crítica e a recensão), e práticas de expressão, de reflexão e de criatividade próprias à cultura digital, como as da hipertextualidade e hipermedia, interactividade e conectividade.
«le mensonge est toxique et le silence étouffe. Chaque survivant a un besoin impérieux de dire son histoire pour parvenir a en réunir les morceaux; besoin de se délivrer des fantomes du passé, besoin de connaître sa vérité enterrée pour pouvoir retrouver le cours de sa vie. C’est une erreur de croire que le silence favorise la paix. Il ne fait que perpétuer la tyranie des événements passés, favoriser leur deformation et les laisser contaminer par la vie quotidienne.»
Régine Robin, La Mémoire Saturée, Stock, 2003, p. 252
Divulgação:
O colectivo Alfarroba com o apoio da “Plataforma Transgénicos Fora do Prato“, convida todas as associações e organizações de protecção da Natureza, de agricultura e consumo ecológico, a divulgarem e a participarem na – Parada anti-OGM – a realizar-se no dia 5 de Fevereiro em Beja.
A ideia é o contacto directo e pessoal com a população/consumidores e agricultores de forma a sensibilizar para a questão dos Organismos Geneticamente Modificados e para a nova lei, já aprovada, de comercialização livre de milho transgénico já a partir de Março.
Para tal, vamos falar e dar informação às pessoas, no mercado municipal de Beja e em seguida saimos para as ruas, como é Carnaval, aproveitamos e fazemos a festa, esperamos que tragam animação e criatividade convosco,
instrumentos musicais e máscaras e claro muita informação anti-OGM!!
À hora do almoço faremos um pic-nic ecológico no jardim da cidade, com muita animação e mais uma óptima oportunidade para se falar dos transgénicos e conhecermo-nos melhor:)
A partir das 16h, no auditório da Biblioteca de Beja, Sandra França da Plataforma Transgénicos Fora do Prato, vai dar uma palestra sobre os OGM com espaço para debate (esperemos que sim!!)
Às 17.30h – José Miguel Fonseca e José Pedro Raposo, irão falar sobre o valor das sementes autóctones e a importância da sua conservação.
Para acabar em beleza, mesmo pertinho de Beja, em Entradas (perto de Castro Verde) estará a decorrer o Entrudanças, baile organizado pela Pé de Xumbo!
O governo acaba de retirar todos os apoios ao “Centro de Música Tradicional Sons da Terra”, uma das instituições que mais tem feito pela recuperação e divulgação da música tradicional e étnica portuguesa, nomeadamente a Gaita de Foles, através do seu já internacional Festival de Sendim.
Há uma petição a correr on-line, dirigida ao Ministério da Cultura, à Câmara Municipal de Miranda do Douro, ao Instituto das Artes e à Delegação Regional da Cultura do Norte ,deixando-vos uma transcrição do pedido de apoio que recebi via e-mail da Associação Gaita de Foles:
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Volvidos 10 anos sobre a gravação do tema “June” de António Pinho Vargas no trabalho “A Luz e a Escuridão” com o próprio ao piano, Maria João, voz, e José Nogueira nos saxofones, Don Ross transcreveu-o para o seu instrumento, guitarrra acústica, apresentando-o no seu novo CD “Robot Monster” em distribuição exclusiva pela net.
O curioso é que António Pinho Vargas e Don Ross não se conhecem nem nunca se falaram tendo este último tomado conhecimento de “June” através de alguém que lhe ofereceu “A Luz e a Escuridão” e, pimba, 10 anos depois grava-o e edita-o!

Envergonhado pelo atraso endereço os parabéns ao Improvisos ao Sul, pelo aniversário e pela nova casa, o melhor blogue de Jazz em português que conheço, visita diária obrigatória não fora o caso de atravessar esta “fase introspectiva” que anunciei.
Escrevo cada vez menos, mas diferença não fará o mutismo dum “tolinho” que despeja vernáculo “sem critério” chamando apenas a atenção para “causas piquênas”.
O “tolinho”, no entanto, como é tolo, não resiste à tolice, mesmo que espaçada e compassadamente, de escrever mais algumas tolérias. É o caso!
É o caso do “tolinho” que insiste na merda da regionalização, aquela merda que não é prioritária, aquela merda que é merda de 2ª ou 3ª, quiçá, 4ª ou 5ª categoria, mas que, merda, faz com que o “tolinho” veja muita, mesmo muita e cada vez mais gente desesperada lá pelas paragens onde habita!
É gente digna, gente que sofre a bom sofrer, sem um ai, com vergonha por não ter trabalho, muda diante do horror com que perspectiva o seu futuro e o dos seus filhos. Gente que são pessoas, que não pedem verba extra perante o cataclismo que os assolou, pois não foi seca, nem torrente, nem ciclone ou maremoto, foi o trabalho que desapareceu e, sem culpa, têm a inocente vergonha de se culpabilizarem pois foram ensinados a que a honra advém do trabalho e do que entregam em casa para sustento da prole.
Ainda há muita gente assim! É incrível, imaginem, em pleno sec. XXI!
Perdi-me, desculpem, a que veio isto a propósito? Ah, pois, da toléria da regionalização, pois foi, mas não liguem, o importante é conter o défice das contas públicas e cumprir o PEC e não do imprescindível investimento público, não é?
Pois, li esta coisa no Público e lembrei-me disto, mas estou certo que o melhor caminho será, sem dúvida alguma, esperar que o poder central decida o que é melhor para nós, se e onde deve investir ou até, por que não, privatizar esta gente, a custo zero, pois então, assim tipo mandar estes excedentários para Marrocos, que apenas servem para nos estragarem os índices de produtividade e de emprego e de desemprego e de literacia e de qualificação profissional, enfim, gente que só serve para gastar o dinheiro da segurança social e dar cabo dos brilhantes rácios do serviço nacional de saúde!
E de resto, haja saúde, isso é que interessa …
É o que está a dar, pessoal, não perca a oportunidade única de personalizar o “choque” que mais se adequa à sua especial personalidade. Em breve, segundo fontes secas, o “merchandising” colocará no mercado “t-shirts” com choques, jogos de “playstation” e “gameboy” com choques, bem como outros e variadíssimos e lindérrimos adereços com choques!
Personalize, seleccionando e saiba qual o “choque” mais vendido aproveitando a promoção válida só até 20/02/2005:
1 – Choque Durão: “FISCAL”
2 – Choque Socratão: “TECNOLÓGiCO”
3- Choque Santanão: “GESTÂO”
4 – Outros
O choque que tem recolhido a maioria das preferências sendo já “choque de platina” é o:
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