Deixei passar algum tempo sobre os episódios Santana / Pôncio / Rui Rio com o intuito de tentar perceber as razões que levaram a que Rui Rio saísse dessa palhaçada, mesmo entre os seus adversários de partido, como herói da integridade, do “rigor” e da honestidade intelectual.
Cheguei à conclusão que a falácia da “promiscuidade” dá votos e levanta paixões entre os da “promiscuidade” e os “anti-promiscuidade”.
Que promiscuidade? A que existe entre a política e o futebol e vice-versa? Não me parece, é que a bandeira dessa luta contra a “promiscuidade” mais não foi, nem é, que uma aziaga contra Pinto da Costa e contra o F. C. do Porto! Se assim não fosse como compreender a colagem de Rui Rio a Valentim Loureiro durante a campanha eleitoral, incentivando a candidatura do filho Loureiro à distrital do PSD do Porto (que correu mal, aparecendo um tal de Marco António à pressa), o apoio a Valentim Loureiro à Presidência da Área Metropolitana do Porto e o apoio a Valentim Loureiro para administrador do Metro do Porto, do qual viria a ser o nº 2, do qual agora é o seu directo substituto?
A operação “apito dourado” que juntou no mesmo processo o Major e Pinto da Costa evidencia que a cruzada de Rui Rio não se prende com nenhuma luta contra a promiscuidade, mas sim com um ódio cego ao F. C. do Porto, qualidade que lhe assegura tantos adeptos por este país fora!
Se o afastamento de Pôncio Monteiro na lista do PSD do Porto tivesse sido norteada por critérios de honestidade intelectual então Rui Rio nunca poderia ter aceite José Raul dos Santos em lugar elegível!
Escolher entre um advogado reputado (mesmo portista fanático) e um autarca que tem a sua Câmara em situação de quase falência e uma conduta partidária muito conturbada na distrital de Beja não me parece nada difícil!
Será que alguém se lembraria de falar dessa tal de “promiscuidade” no idêntico caso de Fernando Seara? Não, pois não, seria ridículo!


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2 Respostas to “Rui Rio’s fashion”

Comentários (2)
  1. Pois é Carlos! Isto é uma trapalhada que não dá para entender nada. O que leva a supor, naturalmente, que há promiscuidades. Não as que se anunciam mas, bem mais graves, as que se calam. Onde e como e quando é que é mais difícil estabelecer. Mas, como na peça de Sartre, a questão é a de “les mains sales”.

  2. A Norte do Tejo, fazem-se negócios que corariam Alem Tejo…

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