Escrevo cada vez menos, mas diferença não fará o mutismo dum “tolinho” que despeja vernáculo “sem critério” chamando apenas a atenção para “causas piquênas”.
O “tolinho”, no entanto, como é tolo, não resiste à tolice, mesmo que espaçada e compassadamente, de escrever mais algumas tolérias. É o caso!
É o caso do “tolinho” que insiste na merda da regionalização, aquela merda que não é prioritária, aquela merda que é merda de 2ª ou 3ª, quiçá, 4ª ou 5ª categoria, mas que, merda, faz com que o “tolinho” veja muita, mesmo muita e cada vez mais gente desesperada lá pelas paragens onde habita!
É gente digna, gente que sofre a bom sofrer, sem um ai, com vergonha por não ter trabalho, muda diante do horror com que perspectiva o seu futuro e o dos seus filhos. Gente que são pessoas, que não pedem verba extra perante o cataclismo que os assolou, pois não foi seca, nem torrente, nem ciclone ou maremoto, foi o trabalho que desapareceu e, sem culpa, têm a inocente vergonha de se culpabilizarem pois foram ensinados a que a honra advém do trabalho e do que entregam em casa para sustento da prole.
Ainda há muita gente assim! É incrível, imaginem, em pleno sec. XXI!
Perdi-me, desculpem, a que veio isto a propósito? Ah, pois, da toléria da regionalização, pois foi, mas não liguem, o importante é conter o défice das contas públicas e cumprir o PEC e não do imprescindível investimento público, não é?
Pois, li esta coisa no Público e lembrei-me disto, mas estou certo que o melhor caminho será, sem dúvida alguma, esperar que o poder central decida o que é melhor para nós, se e onde deve investir ou até, por que não, privatizar esta gente, a custo zero, pois então, assim tipo mandar estes excedentários para Marrocos, que apenas servem para nos estragarem os índices de produtividade e de emprego e de desemprego e de literacia e de qualificação profissional, enfim, gente que só serve para gastar o dinheiro da segurança social e dar cabo dos brilhantes rácios do serviço nacional de saúde!
E de resto, haja saúde, isso é que interessa …
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6 Respostas to “Pobreza do interior e o Investimento Público”
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“Compadre” Carlos, não se apoquente, as coisas hão-de mudar… tem que mudar! Sobre este assunto, em jeito de comentário, deixei uma pequena sugestão na Planície…
Um abraço.
E será de todo utopia, que as gentes mais letradas se organizem localmente, em busca da razoabilidade?
Ora seja bem aparecido! Estava a ver q a fase introspectiva nunca mais acabava!
Até acredito que seja necessário racionalizar as despesas… por isso é que têm que ser definidos quanto antes os cargos políticos dos trabalhos técnicos…
Por isso é que não se pode deixar um bom profissional sob a alçada de um ‘capo’/comissário qualquer…
Enfim!… tolices minhas como dirias…
Um abraço,
Francisco Nunes
Bem amigo Carlos já estou como a Ana a introspecção estava a ver que nunca mais acabava.
Mas pelos vistos acabou e o amigo voltou abordando um tema que lhe é querido. Tem toda a razão em nele insistir mas em relação à regionalização a culpa não é só dos políticos. O povinho também tem a sua quota de culpa pois cada vez que é chamado a pronunciar-se sobre esta matéria, ou remete-se ao silêncio ou prefere ignorá-la. Cada vez mais me capacito que
a nossa sociedade está irremediávelmente perdida
por isso este povo acaba sempre por ter o poder
político que merece.
Obrigado a todos.
Raul:
tenho dificuldade em aceitar a impugnação de culpa aos locais, não por desconhecimento de autênticos atentados, mas porque, sem a responsabilização que uma regionalização obrigaria, é o poder central sempre o principal responsável pelo que faz, pelo que não faz, pelo que deixa ou não fazer.