Roncinante espantado com negócios do Millenium!
Nesta entrada do Jumento o Roncinante mostra-se espantado com o tipo de negócios imobiliários do Millenium/BCP. Há muito para espantar e já de alguns anos a esta parte na gestão engenhosa daquela instituição e, por isso, transcrevo aqui o comentário que lá deixei:
«Infelizmente, caro Roncinante, a coisa é bem mais grave e conta-se em meia-dúzia de linhas:
1 - ao arrepio da vontade dos accionistas privados o Estado entregou na secretaria o ex-grupo BPA (englobava o BPA e a Bonança) ao BCP na pseudo-privatização, as 2 empresas do Estado com mais bens imobiliários do País;
2 - O BCP, à custa dos Mello e de Champalimaud, ficou ainda de posse da Império, da Mundial Confiança e do Sotto Mayor;
3 - o BCP faz desaparecer as marcas mais implantadas e divide o grupo em dois - “BCP” e “Seguros e Pensões”;
4 - O BCP aliena com grandes mais-valias todo o património imobiliário de todas as empresas;
5 - A “Seguros e Pensões” começa a dar enormes prejuízos e a tentativa de a vender é sucessivamente gorada devido aos prejuízos da exploração dos seguros dos ramos não-vida;
4 - Coincidência das coincidências, Bagão Félix vai para o poder (administrador do BCP até Junho de 2004) e aparece a Caixa Geral de Depósitos, qual benemérita, interessada em comprar as empresas deficitárias da “Seguros e Pensões” - a Bonança, a Mundial Confiança, a Império e a Ocidental - enquanto os ramos vida, restáveis são vendidos a uma multinacional.
Ora o Estado privatizou barato empresas rentáveis e com activos patrimoniais signiticativos e comprou mais caro as mesmas empresas agora altamente deficitárias e expurgadas de qualquer património imobiliário, que o mercado nunca compraria!
Negócios assim, bem eu gostaria de os fazer…»
Acrescento agora: são os tais negócios neo-liberais que um liberal não compreende e se calhar não são mesmo para entender!
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