Ideias Soltas

se aqui não fora em mim só seria

Arquivo: Abril, 2005

Parece ser consensual que a iliteracia galopante que nos assola será o principal óbice ao nosso desenvolvimento, compreendendo-se, só neste contexto, as desastradas, porque sucessivas, reformas educativas que temos devorado.
Será que a resolução deste problema passará pela escola? Temo bem que não!
Desde a década de 80 que se vem estruturando na nossa sociedade a tendência para haver cada vez mais gente a querer ensinar e cada vez menos a querer aprender, levando-me a crer que, neste contexto, será inadequado almejar sucesso a uma qualquer reforma curricular.

O último comentário da Blue Shell fez-me tomar consciência de que, apesar de ser um grande apreciador e habitual consumidor, nunca escrevi uma linha que fosse sobre o chá. Ora, nem é tarde nem é cedo.

Os chás preto, verde e chinês são obtidos a partir da planta Camellia sinensis, rica em substâncias antioxidantes, chamadas polifenóis, que evitam a ação destrutiva das moléculas de radicais livres que atacam as células. Cientistas americanos garantem que as substâncias dos chás têm maior poder antioxidante que as vitaminas C e E.
A maior parte dos estudos que apontam para os benefícios dos chás foi realizada com cobaias. Os componentes químicos desta bebida teriam a capacidade de prevenir alterações no DNA das células. Alguns pesquisadores afirmam que os antioxidantes dos chás seriam úteis principalmente contra o cancro digestivo, em especial o do cólon, vugo intestino grosso.
A diferença entre o preto e o verde são as subespécies e o período da colheita. Há inúmeras variedades e não dá para garantir qual é o melhor para a saúde. Eles têm menos cafeína que o café, mas algumas pessoas são sensíveis a essa substância pelo que devem beber chá com moderação, embora diariamente e desde tenra idade.

Depois de Correia Campos ter ontem anunciado que irá rescindir o protocolo com as Misericórdias, conforme parodiei aqui, ficou a nu, para quem dúvidas alimentasse, que os resultados de exploração apresentados pelos governos PSD/PP dos “hospitais s.a.” foram tudo menos transparentes, para mais não dizer. Este protocolo (um entre centenas) demonstra o enviesado rigor na afectação das despesas - os hospitais s.a. beneficiavam dos serviços previstos nesse protocolo e os respectivos custos eram afectados directamente ao Ministério da Saúde e não aos “hospitais s.a.”.
Isto era um logro, como muitos outros existirão, mas o que se impõe, a bem de uma correcta avaliação da gestão dessas unidades, seria uma auditoria independente e uma inspecção do Tribunal de Contas.
Não se trata de uma qualquer perseguição aos anteriores executivos, antes ter em mão painéis de gestão fiáveis para ajustar, sistematicamente, os processos com desvio ou, em caso de se apurar o insustentável, inverter definitivamente os objectivos e os métodos de gestão adoptados.

Clique na imagem para descobrir o programa que a Mad anuncia, donde saquei a imagem.

27-04-05

Mulheres

Via a Baixa do Porto vou tomando nota dos escritos do Arq. Alexandre Burmester sobre o projecto de Koolhaas.
Eu acho é que aquela merda devia botar-se toda abaixo e começar tudo de novo!
Entrega-se o projecto ao Alexandre (Burmester), a direcção ao Pedro (Burmester) e, por que não, a decoração ao Gerardo (Burmester) e, em vez de Casa da Música (foda-se, raio de nome tão mixuruca), Casa Burmester, em homenagem à gloriosa, homónima e familiar sociedade de vinhos espirituosos, recentemente alienada a espanhóis, por um daqueles patrióticos empresários que em idos tempos (pr’aí há uns 2 anos), em excursão rumaram a Belém para, pungentemente, clamarem junto do Presidente da República, contra a invasão de capital espanhol nas empresas portuguesas, privadas, pois então!
Esta era de leão! Porra, o Porto já não é o Porto? Já não há respeito pela gloriosa tradição familiar?

No Só Palpites o Pindérico coloca um texto escrito em 1974, em Portugal, do qual transcrevo:

«”Mas a detenção do poder económico dá ainda uma enorme vantagem política. Os grandes grupos, através da publicidade e da tomada de posições-chave nos órgãos de comunicação de massas, podem influenciar a formação da opinião pública e portanto, indirectamente, da própria vontade colectiva. Podem ainda, das mais subtis formas, tentar corromper os governantes. Tal corrupção atingiu proporções escandalosas no anterior regime, através da circulação das personalidades políticas entre o sector público e o privado e da simbiose pessoal de lugares num e noutro.“»

31 anos depois dá para pensar, não?

Clique na imagem para aceder ao regulamento publicado pelo Luís Ene.

pelo 1º aniversário do blogue “a Baixa do Porto“, passagem obrigatória para quem pretende notícias e opiniões sobre aquela cidade.
Para quem quiser bufar as belinhas a sério, a festa será amanhã no Rivoli, oh!

Correia de Campos suspende protocolo com as Misericórdias que previa o acolhimento de doentes que necessitam de cuidados hospitalares, mas não permanentes, alegando que «o Ministério não está disposto a manter protocolos que têm pagamentos sem a correspondente prestação de serviços», uma vez que «as camas contratualizadas foram negociadas, sendo pagas a 50 por cento, mesmo não estando ocupadas (…)» (ver notícia).
Ora o Senhor Padre Milícias diz que o Ministro não pode fazer isso e eu, francamente, perante tanta misericórdia, acho que este protocolo deveria entender-se aos doentes crónicos que necessitem de cuidados hospitalares permanentes.
Acho que o senhor Padre ficaria contente e o Estado também!
O desvendar dos meandros do que se chamava de gestão hospitalar s.a. ainda vai no adro…

A Casa (da Música) não veio com manual de instruções. É um edifício único no mundo, tanto em conteúdos como em definição arquitectónica”, esclareceu Francisco Pires, director de produção, remetendo para a génese do projecto - e para a figura de Pedro Burmester enquanto autor central da ideia da Casa da Música - a filosofia geral que deve ser aplicadaJornal de Notícias.

Como é Sr. director, a Casa da Música à espera do salvador? Tomem as gotas, de manhã e ao deitar, de preferência!!!

Posts e posts sobre nós, os bloguistas, sobre a alegria que sentimos em conviver na Biblioteca Municipal de Beja, mas nem uma palavra sobre a “performance” de Gisela Cañamero, “Camões é um poeta rap”, uma produção do Arte Pública.
Pois, nem uma palavrinha, muitas palmas na ocasião, muito rap em grupo, mas nada!
É natural, estávamos embriagados connosco mesmo e com o Barca Velha (talvez com a autora do livro, a tal “melhor jornalista do mundo”), mas tratou-se de um momento que senti não ter deixado ninguém indiferente e uma prova de que é possível levar a arte aos mais jovens através de plataformas de difusão mais apelativas ou mais consentâneas com a sua idade.
É um espectáculo pelo qual tenho um carinho especial e vocês? Atrevam-se lá a dizer o que acharam e sentiram.

a “Clix” e hoje deixou-nos ficar mal! Às “escuras” toda a tarde!

Este senhor, para além de ter descoberto a melhor jornalista do mundo, reparou nalgumas particularidades de Beja que…, só ele!

Uma verdadeira rede não é feita de edifícios, pelo que importa criar programas que permitam o incentivo à itinerância e que permita que esses equipamentos se tornem numa verdadeira rede e não apenas o complexo de estruturas fixas Isabel Pires de Lima ao Comércio do Porto.

Tem toda a razão embora, Senhora Ministra, o incentivo à itinerânicia deva partir da gestão desse “complexo de estruturas fixas”, para que elas sejam catapultadoras do trabalho dos criadores dispersos pelo país e não meros repositários das itinerâncias dos “sempre os mesmos ENORMES E GRANDES e GLORIOSOS artistas” que absorvem mais de 85% dos subsídios do Instituto das Artes para projectos de itinerância, entidade central e centralizadora do poder de decidir quais são os “bons” e os menos “bons” projectos!
Para obstar a essa escandalosa concentração de instituições e pessoas beneficiadas seria, por que não, uma belíssima medida que cada Teatro Municipal pudesse apresentar e defender junto do I.A. os projectos mais interessantes de cada região.
Mas isto é apenas uma ideia entre muitas…

Mesmo penetra não tivesse sido, teria tido a mesma satisfação que tive em conhecer pessoalmente o Pré com Botões, homem de palavra sisa e bem avisada (compra o “espesso”, deita tudo fora para ler a “Única” e o “Emprego”), o DerFred, comentador cola que cola dos melhores comentários da blogosfera, tendo feito uso da sua têmpera ao questionar o João Pedro sobre como que é isso dos blogues, liberdade e vício…, a Wind, muito boa conversadeira e muito atenta ao fenómeno blogosférico e o Fulano de Tal que disse que há 2 anos que lança foguetes obrigando outros a apanhar as canas…
No meio de tudo isto fiquei com pena de não ter tido oportunidade de conhecer melhor a Luna, o TCA e o Ognid que publicou já uma boa meia-dúzia de retratos capatados na ocasião.
Daqui, registei que quando se trata destes encontros os blogues que publicam deste Alentejo estão à altura - a Mad, o Pedra e o Nikonman.

Segundo fontes apócrifas, Ribeiro e Castro apanha todos de surpresa ao pedir ao PS que aceite uma ronda de difíceis negociações com o intuito de reaver a fotografia de Freitas do Amaral, recentemente ofertada ao PS pela anterior direcção.
Segundo as mesmas fontes, Ribeiro e Castro parece disposto a abdicar do retrato desde que consiga reaver a moldura, pois, nas suas palavras, trata-se de uma gravosa alienação do património do seu partido.

Assim também não! Calma lá! Não se consegue contar tudo!
As tais de ontem, sobre as mesmas quais propus debruçar-me não posso contar!
Adormeci.

Vou, justamente agora, tentar debruçar-me sobre esse assunto e amanhã conto contar-vos mais.

Outra vantagem do penetra é conhecer alguns convidados de modo a que quando penetra, neste tipo de coisas, a organização não sinta a “penetrice”.
Aproveito para dar os parabéns à Mar sobre quem a Biblioteca fez recair a responsabilidade de erguer tão agradável e louvável encontro.

Uma das principais vantagens é temos oportunidade de mandar uns bitaites com os convidados e ouvir os deles, embora muito mais fundamentados (para isso foram convidados).
Assim pude dar à língua com a Catarina (eu era um dos três a quem ela os sonegou no que concerne a debutar na blogosfera), conhecer melhor a Ruivinha (mhhhuuum…, o brilho daquela outonal tonalidade muito bem contrastada com uma juventude madura e serena), a Mi (falta minha a de ficar sem saber se Mi virá de Mircolinda se de Micas) que, sabiamente, augurou já o próximo, o maior, o melhor, minhas senhoras e meus senhores, encontro de blogues em Beja, a Gotinha e marido (que surpresa agradável, que sinceridade, à vontade e sensibilidade, sinónimos de uma inteligência de quem não deve e por tal não teme, basta-lhes ser) de saber, sem mais, o bom gosto do João Pedro Costa (porra, quem diz que Guerra Junqueiro é a rua mais bonita do Porto não precisa de mais nada), o Sharquinho, um homem que me pareceu de causas, próprias e alheias, mas sempre de relevante e inadiável propriedade, o Zé Mário Silva que, se alguém tinha dúvidas, sabe de blogosfera como caraças e o RAP que lembrou ter-se iniciado no BDE, o que se comprende, naturalmente, embora mais nada aqui deduza pois escrevi directamente na sua caixa de comentários.
Mas há mais, estas são apenas as vantagens em relação aos convidados!

Aquilo foi um dia mundial do Livro, um encontro de blogues ou autores de blogues a animar a programação de uma efeméride que, não fora a sua presença, este ano, devido ao fim-de-semana prolongado, estaria muito pouco concorrida?
Fiquei sem saber, mas também pouco importa! O que registo, com grande satisfação, é a assinalável adesão que todos os encontros que Beja tem levado a cabo têm registado: bastante concorridos e agradáveis. Assim, siga o baile…
Daí que mesmo que um gajo que não seja convidado aconselho, sinceramente, a técnica do penetra (primeiro, porque sim; segundo, por que não?) assim com ar de quem não quer a coisa, para fruir o que estes encontro têm de melhor – a informalidade do encontro, as trocas casuais, a admiração pelas caras que não correspondem e o espanto quando elas correspondem mesmo.
Beja, está mais uma vez de parabéns neste particular sendo de registar que esta iniciativa de Figueira Mestre abre um precedente que julgo ser difícil inverter – o reconhecimento da plataforma editorial de blogue como um meio onde a criatividade literária pode, e já demonstrou através de vários exemplos, não ficar a dever a outras formas de edição.
Parabéns à Biblioteca Municipal de Beja e a quem a gere.

25 de Abril - Menino e CravoGrândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra d’uma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade

Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade

Zé Afonso

Nesta tão proverbial frase, dita em tão prosaicas tertúlias, plena embora de significância e de literal significado, encontro, após dias, meses, quiçá, anos de reflexões gnoseo-hermenêuticas, a verdadeira essência do abismo, diria até, do intransponível muro, que separa a esmagadora maioria da imprensa e da esmagadora maioria dos blogues!
Esta tão obscura quão evidente constatação não demonstra, per si, uma distinção clara e irrefutável da intrínseca primazia qualitativa, antes, porém, imbui-nos num novo patamar gnoseológico para aquilatar quais as vantagens específicas que esta essencial diferença introduz no quotidiano devir do Homem. Atente-se:
1 - imprensa: o suporte físico que encerra abre portas a real serventia em caso de iminente fisiológica necessidade;
2 - blogues: apesar de não conter característica de tão evidente serventia, é mais amigo do ambiente ao evitar a sistémica e avassaladora desflorestação do planeta.
Dito isto, fica contudo por resolver o problema do tratamento dos resíduos, inertes ou altamente tóxicos, físicos e digitais, mas sempre nauseantemente abundantes.

Ver notícia aqui que aborda sucintamente os prós e os contras dos OGM’s. Já aqui tinha reproduzido um texto do movimento “Transgénicos Fora do Prato“.
A incerteza é muito, mas “eu vou a jogo”, avança-se no escuro!

Pronto, dia 23 de Abril, Dia Mundial do Livro, programa rico com blogues à mistura (ver 24:30h).

Programa

Manhã - “Arruaça”? de palavras nas ruas da cidade
Organizado pelas alunas estagiárias do curso de Animação Sócio-Cultural da ESE de Beja

14.30h/24h Mercado do Livro

15.00h - Histórias na minha cidade – o livro gigante dos contos de
Beja
Com a participação dos alunos da ESE de Beja e dos ilustradores
Cristina Malaquias, Miguel Horta, Pedro Leitão e Carla Pott

17.30h - No fundo da mata eu vi
Sessão de contos pelo contador brasileiro Roberto de Freitas

19.30h - Para que as nossas histórias tenham um final feliz
espectáculo de contos para jovens e adultos, por Roberto de Freitas

20.30h - Apresentação do livro Barca Velha: Histórias de um Vinho
da autoria da jornalista Ana Sofia Fonseca; colaboração do
enólogo José Maria Soares Franco
Prova do néctar dos deuses

21.00* - Letras de Espanha
conversa à volta dos livros com os escritores Rosa Montero e Antonio Sarabia

22.00h - Paixão, Amor e Sexo
pelo psiquiatra Francisco Allen Gomes

23.00h - Falam, falam…ou a escrita de humor em Portugal
por Ricardo Araújo Pereira, da equipa dos “Gato Fedorento”?

24.00h - Camões é um poeta rap
pelo grupo de teatro Arte Pública

24.30h - Eu blogo, tu blogas, ele bloga… com a presença (e a revelação) dos autores do 100nada, Charquinho, Ruínas Circulares, Gato Fedorento, Espelho Mágico, BLOGotinha, Barnabé e Blogue de Esquerda.

01.30h – Espectáculo musical Vozes do Brasil

* das 21.00 às 23.00 A Biblioteca organiza um serviço de babysitting, para que possa disfrutar, em pleno da nossa programação

ps: programa retirado daqui.

Não temos! Prontos! Não adianta, não há sorte bem-fadeja!
Saleiro está a tomar posse da Associação Comercial de Beja com a presença de Serrasqueiro, Secretário de Estado, propondo-se «encetar uma “luta contra as facilidades concedidas à instalação de grandes superfícies na região�. » (ver Diário do Alentejo)
Num dia só, Zé Raul e Saleiro? Acuda-nos Serrasqueiro!!!