Programação cultural - sobre a diversidade
«A.N: Está a falar da obsessão com os movimentos de experimentação?
M.C.G: Exactamente. Acho fundamental que a experimentação seja apoiada, mas que não se permita que ocupe todo o espaço. O público fica à parte. Nunca o grande público ou o médio público esteve a par da experimentação. Estamos a violentá-lo. Não estou a falar de uma lógica de mercado de dar ao público o que ele quer, mas de promoção da diversidade.
Actualmente, o que se está a fazer na arte contemporânea em Portugal é o acertar do passo com aquilo que já foi feito há vários anos no resto da Europa. Este não pode ser o nosso cartão de visita. (…) O interessante na Arte é exprimir uma identidade própria.»
entrevista de Anastácio Neto a Maria do Céu Guerra no Comércio do Porto de 29/04/2005
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