O “Non” é o facto e as consequências?
Esta é a pertinente questão cuja resposta, infelizmente, não está ao alcance da minha inteligência – aconselho os sítios do sim do não e do caralho que os foda para melhor aquilatar das graves consequências que se avizinham por esse mundo afora…
Já quanto em relação aos porquês, coisa mais comezinha, sempre posso escarrar qualquer coisita:
1 – Finalmente, muito mais cedo do que se perspectivaria, embora já o tivesse dito algumas vezes, o lamacento “pragmatismo” deste bloco central que vem impondo uma ideia de Europa a todos os europeus conseguiu colocar 80% dos eleitores nas urnas (uma vitória ímpar no combate à abstenção) e unir a extrema direita à esquerda e extrema-esquerda (coisa inédita desde o pós-guerra), i.e., colocar do mesmo lado cidadãos que a única coisa que os une é defenderem ainda princípios éticos e morais de conduta, por mais aberrantes que possam parecer;
2 – Tal como outrora com Maastricht, Amesterdão e os critérios para termos um euro caríssimo, o que terá de mudar são os cidadãos que, coitados, não entenderam a via única que tão brilhantes mentes verteram em “diktat” – o problema é de educação, minhas senhoras e meus senhores: temos de investir mais em educação até que percebem o bem que lhes queremos e que magnanimemente oferecemos a esses pobres coitados;
3 – a maltosa do “saber”, assentada na burocracia bem pensante e granjeadora do euro-subsídio das grandes cidades de “La France” (por favor, pronunciem tal qual Chirac se não, não vale), ficou nua diante do país das médias e pequenas cidades, dos cidadãos do “fazer”, que os mandaram para o “Real Madrid”, porque se vive mal comó caralho, embora a média, a puta (são sempre elas), nunca os ilustre, esmagados pelos elevadas mordomias de alguns!
Quanto ao demais, eu bem gostaria que assim não fosse, que não fossem os democratas a justificar o retorno das ditaduras, mas tenho pouca esperança em ditadores camuflados de democratas – mais tarde ou mais cedo a camuflagem vai ficando cada vez mais coçada e já não engana ninguém…
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Não há por aí um sítio do talvez?
JPP estará feliz por Jean Marie Le Pen?
Já há por aí muitos sítios, estimado Pré, do talvez, concretamente, não sei.
Se Pacheco Pereira estará feliz pela vitória de Le Pen, julgo que será atrevido, mas que que os euroburocratas que querem impingir esta carta conseguiram juntar fascistas, comunistas, a esquerda democrática social e os verdadeiros conservadores liberais, ai disso, não tenho a menor dúvida.
Nesta carta votarão, conscientemente, “sim” os neo-liberais e os ditos social-democratas que há muito não têm visão para além do “pragmatismo” do dia de amanhã!