Bufar Belinhas
pelo 1º aniversário de um dos mais notáveis blogues temáticos – Dias com Árvores.
pelo 1º aniversário de um dos mais notáveis blogues temáticos – Dias com Árvores.
«O que prometeu Sócrates e o que os especialistas pediram a Sócrates para prometer? Nada. Tirando o choque tecnológico, aulas de Inglês no Ensino Básico e mais umas minudências, as promessas ficaram reduzidas a quase nada.
(…)
Talvez a despesa pública aumente e o défice diminua, o que parece um absurdo. Mas, na política recente, já se viram coisas mais absurdas, e que não deixaram de ser verdadeiras.»
(Francisco José Viegas in JN sob o título “Minudências à Vista”)
Díficil de entender é que os eleitores e os cidadãos, em geral, ainda não se aperceberam que não há guita! Ou seja sabem que não há guita, mas teimam em exigi-la ao Estado pois sem ela não sabem viver!
Nunca souberam, aliás e, por isso, a culpa deste descontentamento nem será deles, mas de quem os habituou a exigir viver à conta e por conta da coisa pública.
Desde os tempos do acordo com o FMI, firmado em 1983, seguindo-se a guita que choveu após a adesão à CEE em 1985, que não sabemos viver à nossa custa (essa de dizer que não havia défice no tempo de Cavaco também é boa! Se à época estivesse lá o João Jardim também não haveria défice, atendendo ao dilúvio de guita que veio de Bruxelas e que não se aplicou a reformar o país a não ser em betão!).
Custe o que nos custar, leve o tempo que levar, é toda uma aprendisagem ou uma reformulação de um quadro mental colectivo que temos de empreender – sabermos prover o nosso sustento num mundo global (nosso, de cada um de nós).
Quanto ao demais é um problema de poluição e destruição ambiental – as árvores que se têm de abater para que meia-dúzia ganhe bem a vida vendendo treta para os orgãos de comunicação social em forma de opinião.
aos “meninos” de A Natureza do Mal. Dois anos com uma qualidade irrepreensível.
A propósito da constituição da Associação Guilhermina Suggia recordei-me de uma Pessoa, com letra muito grande, que não sendo músico nem musicólogo nem com pretensões a tal, sabe e fez pela divulgação da música e dos músicos portugueses mais que ninguém – Manuel Dias da Fonseca.
Não conhecem? Pois vale a pena. Nos seus 82 anos consegue ainda ser responsável, a par da Gulbenkian, por uma programação musical digna desse nome, não já como vereador da Câmara de Matosinhos, mas tão-só como conselheiro.
A minha homenagem a este Homem que dedicou a sua vida a amar a música e a dá-la a conhecer, sem esquecer que foi um excelente professor de física do ensino secundário.
Há mais de um ano que Virgílio Marques iniciou o blogue Guilhermina Suggia com o propósito revelar a nossa maior violoncelista de sempre, uma diva mundial no seu tempo, num mais que merecido lugar cimeiro da nossa História.
O seu esforço acaba de conseguir um êxito ímpar através da constituição da Associação Guilhermina Suggia com um grupo de adesões prévias que representam, no mínimo, o garante de um auspicioso futuro.
Parabéns ao Virgílio Marques e a todos os que compreenderam que Guilhermina Suggia tem sido mais uma das nossas figuras tão ilustres quanto ignoradas pela nossa memória como pelo Estado.
Reproduzo o texto de Virgílio Marques a propósito da constituição da Associação:
«Penso que foi dado um passo importante: a ASSOCIAÇÃO GUILHERMINA SUGGIA tomou ontem, dia 27, forma legal. Assinaram a escritura:
MADALENA SÁ E COSTA, MANUEL DIAS DA FONSECA, FÁTIMA POMBO, MÁRIO CLÁUDIO, JED BARAHAL, PAULA ALMEIDA, LUIS GASPAR GOMES ARAÚJO, HÉLDER MACEDO SAMPAIO, INÊS LOURENÇO, SOFIA LOURENÇO, ISABEL MILLET, JOSÉ MAMUEL DIAS DA FONSECA, JORGE RODRIGUES e eu próprio.
Esperemos que muita mais gente se junte à Associação e que façamos pela sua memória o que é merecido. E o seu país, a sua cidade lhe deve.
Oxalá!»
Ao Leonel Vicente pelo 2º aniversário do Memoria Virtual.
Aproveito para, tarde e a más horas, endereçar também os parabéns ao Bruno do Avatares de um Desejo , ao pessoal da Aba de Heisenberg e ao JMF do Terras do Nunca.
Foi à trombada, rija, eles e elas, sem escusas nem tibiezas, até à epiglote! Ainda sobrou espaço para uma coisa branca, espessa, assim pró congelada, num copito pequeno que me afiançaram ser qualquer coisa com sabor a limão. Assim quero crer…
Em abono da verdade, verdade se diga, para não faltar à verdade, que o organizador desta trombada colectiva foi um tal de Orlando que desta vez guardou as letras diante da freima de tantos garfos distribuir.
Rever caras já conhecidas, Jacky, Ognid, Rogério, Luís, Cláudia e Wind e conhecer novas, Jorge, Amitaf, Pedro Nuno, This is me, Mário, Lina e Lina, Menina Marota, Altino, Quim, Patijo, José Gomes, Lique, Andorinha, Cris, Frog, Frederico, Paula, Maria e Solitário.
5 horas à mesa deu, sobretudo, para muita treta sobre tudo: treta para descontrair, treta para sorrir, treta da treta, treta de fortes convicções, treta sem treta alguma, enfim, deu para tudo. Ele era gajos a atirar papéis e a comer, gajos a falar e a comer, gajos a observar e comer…, a beber também, gajos no corte e costura e a comer, gajos cheios de certezas e a comer…, a beber, também e as senhoras igualmente embora como senhoras, evidentemente.
Alguém disse que fotografias não poderiam ser editadas, que só por e-mail, mas porra, eu que não sou de fundamentalismos, vejam lá como é que a gente estava antes de entrar no restaurante:
Ler mais…
mas agora tenho de ir a Beja caqui em Beringel não vendem albuns p’ra retratos, só passepartúses de casquinha.
Não sei se compre um se cinco, vou ver o quècà e logo digo o quècouve, p’ra saber se meto tudo ou só parte.
Acordei agora, após o almoço, mas tenho de ir tomar um guronsan e volto mais logo.
Com licença…
Uma desfeita, é o que é, nem meia-desfeita, desfeita completa!
Atão não é cum gajo investe num bilogue para dizer que não ou até para dizer que sim, ou talvez, por que não(?), entonces, e agora acabam com aquela merda e um gajo fica assim p’ró dependurado?
Se fosse comigo, pá, porra, arranjava mas é maneira de ser mandatário de alguma merda! De Rui Rio não dá, já foi, outro qualquer, sei lá, um que dê assunto tribunício para fechar a circulatura do pentágono!
a falta de tempo para ler os meus blogues preferidos.
De escrever não sinto grande falta, agora do convívio blogosférico, ai isso, sinto mesmo muito.
Tempos mais desafogados virão e menos abafados, também.
Leio sempre atentamente os doutos contabilistas da nossa praça (especialistas em finanças, diz-se, ou talvez Professores Doutores em Economia), em especial, quando discreteiam sobre despesas e receitas da coisa pública. Sobre os aumentos do IVA, o outro e mais este, ainda, julgo, não terão aquilatado as reais repercussões que o impacto destas medidas poderão ou não acarretar ao euro e, quiçá, o Banco Central Europeu. Aguardarei, com prudência.
Por aqui as diferenças são de somenos importância, sendo que a única de que me alertaram foi aqui mesmo ao pé da porta, na mercearia do Manel Palhaço (perdão, no mini-mercado) ao comprar um “Ice Tea” – peguei em dias garrafas e ele disse-me que agora, por via do IVA, o sabor já não era de limão, mas de lemon.
É bom de ver que mal cheguei a casa fui provar e, verdade verdadinha, sabe-me ao mesmo de sempre!
E à coisa pública, também?
caíram às mãos de um iluminado Charles, mais tarde, Carlos Magno, que conseguiu estabelecer uma cadeia hierárquica de fidelidades de inúmeros senhores e vassalos que se juntavam em torno do que era importante conquistar para todos, mas especialmente, para cada um.
Nunca à época falaram em conferação, federação e muito menos em união – tratava-se de um negócio bem definido onde todos conheciam o que ganhariam e o que arriscavam para ganhar!
Feudalismo foi a designação com que esta forma de organização política e social ficou conhecida para a História.
que um homem deve parar para reflectir. Foi o que iniciei ontem e continuei noite adentro.
Com os neurónios já moídos resolvi, sem conclusões, fazer uma pausa para descansar embora sinta que estas reflexões sejam uma perda de tempo – quanto mais busco na consideração das várias variantes, cenários e respectivos cruzamentos melhor compreendo a natureza humana e menos, cada vez menos, muito pouco, aliás, os comportamentos do homem, não de todos, felizmente, mas de quase.
de todos»
- ACOOOORDA!!!
- Porra!!! Porra!!! O que é que aconteceu?
- Estavas a rir-te muito alto e ainda acordas os meninos!
- Ao menos não era um pesadelo…
- O que era?
- Sonhava que Durão Barroso apelava ao “sentido de responsabilidade” de todos… Pára, não te rias assim que ainda acordas os meninos!
pelo 2º aniversário do Aviz, infelizmente, mais intermitente que no início.
Valeu ao burro a teimosia para que de burro se apelidasse mas, bem vistas as coisas, foi sempre um animal solícito a carregar fardos de toda a espécie sem conhecido queixume, de carregar até os que de burro lhe chamavam apenas por não os carregar!
Com maior ou menor teimosia o burro acaba sempre carregando, enquanto o fardo vai desdenhando o burro que ansiosamente aguarda que o carregue. O problema é que não há equilíbrio entre a oferta e a procura – há fardos a mais para tão poucos burros.
Ser ou não burro depende das sortes da vida, mas ser fardo é uma característica que se vai aculturando, entranhando numa cada mais vulgar forma de estar na vida.
“Vida despojada” e “aristocracia de comportamento” foram os traços que Manuel Alegre realçou em relação a Álvaro Cunhal. Foram essas características pessoais cada vez mais em desuso que fizeram, afinal, a diferença, na vida deste homem.
Haverá, certamente, quem lembre de fazer ou refazer história neste momento, certamente porque nunca se deram conta da vida comezinha que levam, mesmo diante de quem não pensa como eles – a arrogância de pertencer a uma maioria…
Não vivem estes Homens! Vão seguindo como meros turistas da sua própria vida, sempre, em si, de passagem, sempre à espera de uma boleia…, não interessa para onde, uma boleia para uma efémera ribalta pode ser o busílis para uma vida feliz.
Não há mais horror em ser medíocre, horror é ser infeliz!
Que tempos estes…!
Continuam a aumentar os comentários ao “post” sobre o Ensino Artístico, que agradeço, sinceramente, prometendo para breve mais um texto onde consiga reequacionar os problemas que os estimados comentadores aduzem e reflectir sobre os caminhos que poderemos trilhar para obstar a alguns constrangimentos que o regime articulado e integrado ainda encerram.
Uma reflexão aberta, como a que aqui assistimos, é um passo essencial para encontrarmos caminhos mais adequados.

Aí está o Teatro Municipal de Beja – Pax Julia remodelado, pronto para acolher (segundo os responsáveis) todo o género de espectáculos.
Independentemente de estarmos ou não de acordo com o processo de constituição da unidade de gestão e de exploração deste generoso espaço, assunto que abordamos por diversas vezes, julgo ser agora o momento de demonstrar o nosso júbilo pela re-inauguração desta sala, prevista para 17 de Junho, e desejar as maiores felicidades.
O Pax Julia já tem site onde se pode consultar a programação e a equipa que a promove, divulga e sustenta, bem como outras informações.
Boa sorte.

Escuta, escuta: tenho ainda
uma coisa a dizer.
Não é importante, eu sei, não vai
salvar o mundo, não mudará
a vida de ninguém – mas quem
é hoje capaz de salvar o mundo
ou apenas mudar o sentido
da vida de alguém?
Escuta-me, não te demoro.
É coisa pouca, como a chuvinha
que vem vindo devagar.
São três, quatro palavras, pouco
mais. Palavras que te quero confiar,
para que não se extinga o seu lume,
o seu lume breve.
Palavras que muito amei,
que talvez ame ainda.
Elas são a casa, o sal da língua.
Eugénio de Andrade
Muita gente. E eu também!
Muitas gajas boas e outras também.
Comi, então, também, do mesmo prato delas e deles também.
Os gajos eram todos simpáticos e feios, em especial o do canto, que me fez reviver idos tempos ainda careca, também, àcerca do Padrão da Légua, de S. Mamede e do desgaste dos queixos também, num prédio, justamente, um prédio de gajas solteiras, separadas, divorciadas e algumas, poucas, boas, e as outras também.
Cheguei a casa tarde, cansado, cabeça a latejar e patroa à espera (sou um gajo de sorte) e, por isso só agora posto, já só, nestas condições, também.
E, nestas condições, cansado e cabeça a latejar, ainda também, não posto mais até que o calor se me desentranhe, da cabeça também!
Sala cheia e eu também. Falou quem estava previsto (parabéns à organização) e tudo correu em conformidade com o conformado.
Nova escaparate! Mais livros!
O Barmane foi excelente (onde terá arranjado aquela fatiota tão gira?).
A autora então falou, pouco, o bastante para encantar, mesmo os que escantados já estavam.
É o que vou mesmo agora aqui fazer – pagar para ver o Modus Vivendi da Ana Roque em livro!
Ou melhor, já o li, mas ainda não o paguei!
Até amanhã!
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