Ideias Soltas

se aqui não fora em mim só seria

Arquivo: Julho, 2005

Não tenho dúvida de que a extinção do “Ballet Gulbenkian” é uma perda sem retorno para a dança e a cultura portuguesa.
Como disse o Henrique Silveira, O “Ballet Gulbenkian” já não era da Fundação nem sequer português - era património mundial e um orgulho nacional.
Permito-me, contudo, reflectir um pouco sobre modelos de gestão culturais e de gestão de dinheiros públicos no que à cultura diz respeito.
Será, no entanto, que a Fundação poderá abster-se de se regular pelas tendências de gestão cultural hoje em voga, muito mais rentáveis e, em muitos casos, não menos eficazes?
Estou de acordo quando o Henrique afirma «Longe estão os dias de Azeredo Perdigão, longe está a elegância e a qualidade do homem que fez da instituição o verdadeiro ministério da cultura de Portugal» mas, apesar da excelência da referida Companhia e do facto de ser, em boa verdade, a única escola de ballet em Portugal, o que a Fundação gasta com a sua manutenção é muito menos rentável do que apoiar diversos projectos na área, dentro e fora de portas, ou organizar espectáculos - o seu nome e imagem obtêm uma implantação exponencial face à aposta numa companhia residente.
É que longe vão os dias de Azeredo Perdição, os dias e os tempos, havendo que modernizar a gestão da Fundação para que daqui por uns anos possamos ainda contar com ela para apoiar a cultura portuguesa.
Note-se que digo isto com mágoa, entenda-se, mas trata-se de uma empresa privada, no caso com a figura jurídica de fundação, não lhe cabendo o papel que desempenhou, é certo, de ministério da cultura, mas sim de apoio aos projectos que considerará mais interessantes para o desenvolvimento da sua missão.
«Este país tem umaministra da cultura que não comenta nem dá a sua opinião sobre a extinção do Ballet Gulbenkian», diz o Henrique. Pois não, não comenta nem deve interferir na esfera do privado, podendo, apenas, lamentar a perda.
O que eu questiono é por que razão o Estado nunca apoiou a Fundação Gulbenkian, nomeadamente, a sua Orquestra e o seu Ballet?
De facto, o que agora aconteceu ao Ballet poderá rapidamente acontecer à Orquestra, uma vez que não se justifica que o Estado continue sem privilegiar a Gulbenkian como parceira preferencial nos domínios da Cultura e da Ciência, em vez de andar a esbanjar, só em Lisboa, dinheiros públicos com uma Companhia de Ópera, residentemente fixa e fixada, uma Sinfónica agregada à Ópera que pouco toca e não se desloca e uma Orquestra Metropolitana de que ninguém compreende a sua razão de existir, pulverizada que está de estrangeiros, negando a sua missão prima de ser uma via de profissionalização para os alunos da Escola Superior de Música que está na base do projecto AMEC!
Algo me diz que, não havendo dinheiro para isto tudo, o Estado deveria, há muito tempo, aliar-se a quem sabe fazer, a Gulbenkian, e abster-se de manter projectos que revelam indícios muito duvidosos na divulgação da música, do ballet e da ópera.
É tempo de poupar onde está muito mal gasto e aplicar os parcos recursos em quem tem provas dadas de que sabe fazer.
Quem sabe se, deste nodo, não seria possível Portugal manter a Companhia de Bailado e a Orquestra, apoiadas pelo Estado e pela Gulbenkian e outros privados, não deixando o ónus da manutenção, exclusivamente, para a Fundação?

ps: os bailarinos do Ballet Gulbenkian abriram um blogue (clique)

15-07-05

Perdas

Assim, sem mais, de repente, fiquei sem o César Viana, a Teresa Cascudo e Chantal e do José Pimentel Teixeira estou sem notícia. Quatro, de uma só assentatada, dos quais sinto muito a falta!

Notável! É o mínimo que posso dizer sobre a dissertação que nesta entrada o Francisco Nunes desenvolve sobre este assunto.
Leiam, por favor, pois parece-me tratar-se de uma ideia peregrina que tem escapado a quem se tem debruçado sobre Educação e Pedagogia podendo, a meu ver, estar na génese de um processo capaz de provocar o “turn over” no insucesso escolar.

que se leva muito mais a sério do que eu e dá “à casca” e tudo em casa alheia!!!
E eu preocupado comigo!? Safa!!!

Via Vítor I. do “Abaixo de Cão” tomei conhecimento da Peticao Contra a Extincao do Ballet Gulbenkian dirigida à administração da respectiva Fundação.
Sirvam-se, por favor.

Participo num outro blogue, regional, Torre de Menagem, cujo objectivo é escrever apenas sobre o Alentejo.
Há dias coloquei lá um post maluco que acho que vale a pena dar aqui conhecimento, pois foi inspirado numa notícia insólita publicada no Diário do Alentejo. Ora vejam só:

«Baixo Alentejo quer apostar no golfe»

Vá lá, não se riam, quem o disse, disse-o muito seriamente e é o Presidente da Região de Turismo da Planície Dourada, o qual, seguramente, saberá melhor que ninguém sobre o que disse!
E, em calhando, nem está nada mal pensado - tacadas estamos habituadíssimos, já só faltam as bolas e os “greens”!!!
Ora, neste contexto, conto, já para Julho ou Agosto do próximo ano, poder convidar-vos a vir dar umas tacaditas para os “greens” ali para os lados de, sei lá, Amareleja ou Barrancos, por que não?
Tornemos este Alentejo num verdadeiro green open space for all & forever!
We believe it! And you?

Dei voltas e mais voltas e não me ocorreu um, um único, subsídio para este caso. Quem puder dar uma ajudita aos aflitos portuenses, julgo que será benvindo.
Que sorte lhes saiu na rifa…!
O que é que há para escolher, afinal?

Estamos em guerra, já o disse várias vezes, uma guerra nova que não se declara, não se conhece o inimigo (a não ser por denominações fictícias) nem o seu potencial, não se sabe se haverá tréguas ou não, não se vislumbra o seu desenlace ou o seu termo nem tão-pouco formas de aniquilamento.
O que ocorreu ontem foi mais uma batalha desta guerra, de cujo inimigo só sabemos que quer destruir o modo de vida ocidental!
Eu já há muito que tomei partido. E tu, não será tempo de tomares o teu?
Não é curar de saber se votarias no Bush ou no Blair. É saber de que lado queres estar nesta guerra.
GUERRA! Ouviste bem? GUERRA! Não é terrorismo, nem diabinhos que matam inocentes e muito menos meia-dúzia de fanáticos que cometem atrocidades! É GUERRA, num formato que desconheces, que não vem nos manuais de história nem se aprende senão assumindo que estamos em guerra.
Define o teu lado em dois possíveis - aliado ou inimigo - e se escolheste o primeiro a tua obrigação é ser um combatente, adoptar comportamentos e atitudes de combate, contribuir para a nossa vitória.
Estar em guerra pressupõe conhecer o inimigo e o seu modus operandi, estabelecer estratégias de defesa e de ataque, de dissimulação, de espionagem, de informação e seu controlo, estabelecer cadeias de comando precisas e eficazes e, essencialmente, estarmos preparados que para vencermos esta guerra haverá batalhas que iremos perder.
Não sabes como fazer? Aí a história traz-nos ensinamentos preciosos: olha como os judeus privaram as suas lágrimas durante o genocídio; olha como os moribundos de Darfur aparentemente só chorão depois de morrer; olha como os chineses ainda não choraram durante décadas de servidão; olha para os ingleses de ontem que apenas têm a vantagem de saber que estão em guerra.
Olha por ti, cuida que a retenção das tuas lágrimas te fortalece enquanto a sua exposição favorece quem te quer aniquilar. A mediatização das tuas lágrimas é o maior sinal de vitória do teu inimigo e chamares-lhe terrorista o maior afago que podes dar ao seu ego e motivação.
Não os mandes para a puta que os pariu, não os menosprezes pois poderá ser um erro fatal.
Defende a imperfeita democracia onde nasceste e vives e, como combatente, contribui activamente para a tomada de decisões acertadas. Não te inibas de criticar, entre os teus, o que entenderes, mas não mostres isso ao inimigo.
Não te inibas de te orgulhar pelo comportamento dos teus aliados ingleses - dos cidadãos, das forças de segurança e, em especial, dos jornalistas que tomaram, pela primeira vez nesta guerra, uma postura de combatentes -, mas não te inibas também, nunca, de dizer, entre os teus, que o Ocidente gastou já milhares de milhões de dólares em opções de ataque que foram muito boas para alguns investidores, mas não atingiram o alvo e ainda promoveram o engrossar de fileiras do inimigo.

Lembra-te que és um mero alvo a abater.
Estamos em guerra.
Resguarda as tuas lágrimas para te fortaleceres.

A propósito de comentários deixados pela Jacky e pela Silvana, entendi por bem dar a relevância de post ao assunto que bole com o que poderei pretender com este Ideias Soltas. Aqui vai.

Sou aquilo que sou, sem mais, sem saber ao certo o que, para os outros, serei, mas algo de que nunca abdicarei é que o Ideias Soltas reflicta o que realmente penso e sinto em determinado momento, mesmo que enganado, mesmo que errado e, se calhar, por vezes, injusto possa, involuntariamente, ser.
Não obstante, tenho preocupações com o contador, não com o número de visitas (fora essa a preocupação e este blogue não deveria existir), mas com quem me visita e, neste particular aspecto, sinto-me muito feliz por constatar a fidelidade dos leitores, em geral, que têm vindo gradual e continuamente a crescer, bem como da qualidade de muitos, cuja referência da origem consigo detectar. Esta felicidade é uma das principais razões que me motiva a permanecer por aqui - sentir que o que escrevo pode, já foi e tem sido útil para alguém, mesmo que uso faça sem revelar a fonte de inspiração.
Tentando eu, como disse, que o Ideias Soltas seja um “blogue de causas”, justo e com uma ética definida e visível, preocupado com os assuntos constantes nas categorias apensas na coluna lateral, nunca o identifiquei com a figura de diário pessoal! Se o Ideias Soltas é, afinal, um exercício de cidadania activa (uma pretensão, talvez, demasiada, mas claramente assumida) seria impensável que escrevesse só para mim, do género desabafo virtual, sem a preocupação de intervir e interagir com os leitores.
Os meus leitores são mais importantes que o facto de ter um cantinho na net onde posso escrever uns desabafos - sem eles a razão de ser do Ideias Soltas esvair-se-ia.
Muito obrigado pelas palavras de motivação extra que me dirigiram nos comentários.

É o título de uma muito lúcida reflexão de Maria Alzira Brum Lemos sobre o momento que o Brasil atravessa - Lula, PT, corrupção e tradição que pode ser lido, aqui, no sítio do Triplov.
Deixo um breve excerto:

A corrupção não é apenas uma triste tradição de uma história de autoritarismo, centralização e elitismo. Na forma como ora se apresenta, significa a “des-substancialização” e a inversão da proposta do PT. Está ligada aos vícios da época da ditadura, que, ao longo de 30 anos, favoreceu, privilegiou, alimentou e/ou obrigou a que se cultivassem métodos no mínimo questionáveis quando se tratava de aceder ao poder.

para o melhor livro de poesia estrangeiro editado em Itália em 2004 foi para Livro delle Cadute, uma antologia traduzida com fragmentos do Livro das Quedas de Casimiro de Brito, cujo primeiro volume, com 124 fragmentos, acaba de ser editado em Portugal pela Roma Editora.

«O poema tem actualmente cerca de 500 fragmentos, correspondentes a mais de 800 páginas ‹e é uma longa reflexão poética onde cabem todos os temas e preocupações do homem, levando com subtítulo Ars Moriendi, “arte de bem morrer”. É um poema labiríntico e enciclopédico, e cada um dos seus fragmentos apresenta-se como se fosse o último alento da vida, que sempre continua.»

excerto de texto de Maria Estela Guedes, retirado daqui, onde poderá obter informação mais detalhada. Deixo um poema do autor premiado:

Se o mundo não tivesse palavras
a palavra do mar, com toda a sua paixão,
bastava. Não lhe falta
nada: nem o enigma nem
a obsessão. Entregue ao seu ofício
de grande hospitaleiro
o mar é um animal que se refaz
em cada momento.
O amor também. Um mar
de poucas palavras.

Casimiro de Brito

«Depois, venham-me cá dizer que o que faz falta é formação, ainda por cima unversitária… Quando o que existe é um sistema instalado de deformação, de torção, de selecção de moluscos e imbecis! Quando a puta da máquina está sabotada, transviada, invertida: não produz homens -quanto mais sábios, pioneiros, espécimes elevados-, só vomita chouriços

excerto de mais um excelente post do Dragão.

à Sónia do Ao Sul pelo seu 2º aniversário.

Apesar de sensível ao pedido da Jacky para abandalhar um pouco este blogue, sinto grandes dificuldades em consegui-lo porque, mal tal ideia se me assoma, logo esmoreço!
Não é que, via Google, vieram, agorinha mesmo, aqui parar procurando «fotos recentes de pessoas esquartejadas».
Foda-se, como é que gente que não conheço de lado algum me consegue ver a alma?

Luís Beco

apresenta em estreia absoluta, no Pax Julia, dias 6, 7 e 8, pelas 22 horas, um projecto que vem germinando há alguns anos a esta parte - o de fazer música com objectos, no caso esculturas de António Caturra esculpidas para o efeito, muito no estilo do que se apelidou de música concreta, embora improvisada sobre bases rítmicas previamente acertadas entre os músicos/performers em palco.
Para levar a cabo este projecto de experimentação, Luís Beco convidou Paulo Colaço e Manuel Ferraz para o acompanharem em palco.
Será, certamente, um momento único para o público alentejano, rodeado da maior expectativa, que aconselhamos vivamente.
Transcrevo o que ele escreveu sobre o espectáculo:

«Parto do princípio que tudo que seja movimentos extremamente rápidos dos corpos, quando percutidos ou friccionados, lhes comunica movimento vibratório (Vibrações), logo com estas posso produzir sons organizados (Musica).
Lancei um desafio ao escultor António Caturra para criar 4 esculturas a partir de varias matérias-primas, sendo posteriormente adaptadas e transformadas em complexos instrumentos musicais (Corpos Sonoros), os quais serão explorados musicalmente por 3 performers.
Interrelacionar todos os processos à electroacústica, ou seja todas as vibrações dos corpos sonoros vão ser electrificadas e ao mesmo tempo transformadas em tempo real por máquinas, processos estes que tornam irreconhecíveis os corpos produtores de som originais.
»

Ficha Técnica:

Criação e Direcção artística: Luís Beco
Músicos Performers: Paulo Colaço, Manuel Ferraz e Luis Beco
Construção das Esculturas Sonoras: António Caturra
Desenho de som e sonoplastia: Luis Beco
Desenho de luz: Ivan Castro
Vídeo: José Barbieri

ps: clicar na imagem para mais pormenores e reserva de bilhetes.

numa raríssima ilustração conseguida pelo Piotr Kropotkine.

deixando atónitos todos os que pretenderiam mais.
Mas, permitam-me a pergunta, aquele senhor que despachou o Isaltino, o Major e o Santana, o que é que ele disse sobre as declarações de João Jardim?

Foi com uma, como grande parte do rol dos meus amigos, que várias vezes perdi os três. Aliás, as sopeiras eram para isso mesmo, para os meninos perderem os três dentro de portas com a “benção� das mamás, já que os papás queriam é que elas se fodessem, melhor, fodessem, e bem.
Hoje não há mais dessas sopeiras, crianças arrastadas em tenra idade das suas famílias rurais para os burgos para servir em casas da classe média e alta. Era uma migração em busca de uma melhor vida. Uma migração para uma servidão que excluía qualquer direito e impunha todos os deveres que à patroa diariamente ocorressem.
Gente digna, gente que procurava trabalho, gente que dava o corpo ao manifesto para mandar uns tostões para a família miserável que passava fome sem saber que as suas filhas serviam também para levar umas fodas dos morgados e dos outros.
Não sou capaz de criticar essas pessoas, gente digna atirada para uma vida que não escolheu e da qual não podia escapar a não ser para a prostituição, não entendendo, por isso, que se insulte alguém de sopeira, em especial quando advém de quem faz questão de, todos os dias, recordar que é um inabalável defensor dos desprotegidos desta sociedade! De certeza de que quem o faz está é a insultar-se a si próprio, a lançar a sua dignidade para a lama.
Não vai há muito tempo, meu caro Altino, que te indignaste quando um autor anónimo gozou directamente contigo, pondo-te o nome e agora, apondo o teu nome no teu próprio blogue, insultas (não gozas, insultas) desbragada e indecentemente alguém que não mencionas, não te fez mal algum, apenas pretende tomar uma iniciatica com a qual discordas, bem como reduzes à ignomínia as tais ditas sopeiras que nunca puderam escolher o seu destino.
É certo, meu caro, que não sou obrigado a ler o teu blogue, mas também é certo que estou no gozo do meu pleno direito de te dizer, no meu, cara a cara, que deves ser uma pessoa muito mal-formada ou, na melhor das hipóteses, que te encontras gravemente doente.
E, sinceramente, gostaria de ficar por aqui, por estas palavras, mas caso entendas que não é só dizeres.

«Os continentes são, sobretudo, representações feitas e refeitas de acordo com os tempos. A África de hoje é uma co-produção euro-afro-americana. A versão mais recente dessa co-produção é marcada pela morte e decadência. Cadeias de TV estão confirmando essa agonia, entre doenças e guerras. O excesso de imagens dos dramas de África teve um efeito perverso: o continente deixou de ser visível. Perdeu visibilidade porque tudo parece estar já visto. Aos olhos do resto do mundo, África (ou uma parte dela) deixou de existir. Do mapa cor-de-rosa se passou ao monocromático mapa do desespero.»

excerto de uma conferência de Mia Couto proferida a 16 de Junho na Suíça

É urgente o Amor,
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros,
e a luz impura até doer.
É urgente o amor,
É urgente permanecer.

Eugénio de Andrade

Anda tudo abismado pelo facto de alguns candidatos autáquicos indiciados e arguidos liderarem as intenções de voto nas sondagens já divulgadas.
O caso não é para menos, ou será?
Que razões poderão presidir a esta preferência dos eleitores?
Não ouso responder, é um caso para os sociólogos debulharem mas, ainda assim, permitam-me a ousadia de pensar alto. Será que os eleitores:
- são criminosos?
- preferem desonestos que façam do que honestos que nada façam?
- acreditam mais neles do que na justiça portuguesa?
- acham que são todos iguais - estes é que tiveram o azar de serem os primeiros a ser apanhados e outros nunca serão investigados?
Ora aí está, como vêem também não conheço a resposta.

está a desconchavar-se diariamente mesmo diante dos olhos?
Será que ainda se poderá dizer que se trata de um partido com um sem número de tendências ou a tendência será mesmo a de um lento, embora contínuo, processo de fractura?

Ontem fui rever a Carmen interpretada pelo Ballet Flamenco de Madrid, aqui, em Beja, no Pax Julia-Teatro Municipal de Beja.
Sala cheia e um sucesso merecido!
Estranhei, contudo, que a direcção artística, a produção ou até o serviço educativo não distribuísse, como é costume em casos idênticos, um folhetozito com uma sinopse do libreto de Henri Meilhac e Ludovic Halévy, baseado num romance de Merimée, à semelhança do que aconteceu no Coliseu do Porto em 2003(?), apesar de estar ciente que a esmagadora maioria da assistência o conhecia de tão divulgada que é esta obra.
No entanto, para os muito poucos que poderão ainda não conhecer aqui fica um link para uma versão portuguesa do Met.
Registo, com muito agrado, que espectáculos desta qualidade ocorram em Beja, numa sala esgotada de calor e entusiasmo, mesmo com os ingressos tabelados pelo preço máximo admitido pela direcção - 10 euros.

Amanhã, dia 2, às 21:00h, o “Ballet Flamenco de Madrid” apresenta, no Pax Julia - Teatro Municipal de Beja, uma coreografia baseada no libreto e na música da Carmen de Bizet.

Dentro da programação apresentada para este mês de re-abertura, parece-me de toda a justiça dar relevo a este evento que recomendo a quem puder ir.

ps: clicando na imagem terá acesso à informação disponível sobre o espectáculo no sítio do Pax Julia.

Mais tarde ou mais cedo teria de acontecer - os governos condicionarem a liberdade de edição em blogue. (ver o link que tomei conhecimento através do Bicho Carpinteiro)
Já muito se escreveu e falou sobre este assunto - sobre a necessidade de haver regulamentação - e sempre defendi que os bloggers deveriam trabalhar num projecto de regulamentação para apresentar ao poder legislativo, antes que este legisle às cegas ou, pior ainda, já preconceituosamente contra a liberdade existente e salutar nesta forma de edição.
Como sempre, preferimos aguardar, serenamente, para depois nos termos assunto para nos indignarmos alarvemente contra o gravíssimo ataque à liberdade e à democracia que não servímos nem tratámos de salvaguardar.

Espinho?
Pois, uma pequena cidade à beira mar, conhecida por ter um casino…, mas também conhecida por ter uma Câmara com uma gestão excelente, uma Academia e uma Escola Profissional de Música notáveis. Provas do que digo? É só apreciar a qualidade da programação deste ano do

01.07 ACCORDONE (Itália)
Marco Beasley voz e percussão
Guido Morini órgão e cravo
Stefano Rocco arquialaúde e guitarra

02.07 TAMBUCO Ensamble de percusiones de México
Ricardo Gallardo director artístico
Alfredo Bringas
Miguel González
Raúl Tudón

03.07 ORQUESTRA DE CÂMARA DA FILARMÓNICA DA MACEDÓNIA
Cesário Costa maestro

08.07 PIETER WISPELWEY (Holanda) violoncelo
DEJAN LAZIC (Croácia) piano

09.07 SERGEJ KRYLOV (Rússia) violino
ADRIENNE KRAUSZ (Hungria) piano

10.07 REMIX ENSEMBLE (Portugal)
Alexandra Moura soprano
Sara Braga Simões soprano
Yoichi Sugyiama maestro

13.07 ORCHESTRUTOPICA (Portugal)
Fabián Panisello direcção musical

15.07 MICHAEL WEILACHER (USA) percussão

16.07 JOËL GRARE (França) percussão

20.07 NIKOLAI LUGANSKY (Rússia) piano

22.07 SEQUEIRA COSTA (Portugal) piano

29.07 ORQUESTRA CLÁSSICA DA EPME (Portugal)
Coro de Crianças
Alexandra Moura soprano
Dora Rodrigues soprano
José Lourenço narrador
Boris Berezovsky piano
Cesário Costa maestro

30.07 ORQUESTRA NACIONAL DO PORTO (Portugal)
Boris Berezovsky piano
Oliver von Dohnányi maestro

Não está malzito, pois não?

ps: para aceder directamente ao sítio do Festival onde pode reservar bilhtes, clique na imagem, por favor.

no Porto, pelas 7:00 da tarde, o lançamento de As Ruínas Circulares em livro, editado pela Leiturascom.net, cuja apresentação será feita por Francisco Topa, Professor da Fac. de Letras da UP.
Parabéns e votos de bom sucesso, João Pedro.