Foi com uma, como grande parte do rol dos meus amigos, que várias vezes perdi os três. Aliás, as sopeiras eram para isso mesmo, para os meninos perderem os três dentro de portas com a “benção� das mamás, já que os papás queriam é que elas se fodessem, melhor, fodessem, e bem.
Hoje não há mais dessas sopeiras, crianças arrastadas em tenra idade das suas famílias rurais para os burgos para servir em casas da classe média e alta. Era uma migração em busca de uma melhor vida. Uma migração para uma servidão que excluía qualquer direito e impunha todos os deveres que à patroa diariamente ocorressem.
Gente digna, gente que procurava trabalho, gente que dava o corpo ao manifesto para mandar uns tostões para a família miserável que passava fome sem saber que as suas filhas serviam também para levar umas fodas dos morgados e dos outros.
Não sou capaz de criticar essas pessoas, gente digna atirada para uma vida que não escolheu e da qual não podia escapar a não ser para a prostituição, não entendendo, por isso, que se insulte alguém de sopeira, em especial quando advém de quem faz questão de, todos os dias, recordar que é um inabalável defensor dos desprotegidos desta sociedade! De certeza de que quem o faz está é a insultar-se a si próprio, a lançar a sua dignidade para a lama.
Não vai há muito tempo, meu caro Altino, que te indignaste quando um autor anónimo gozou directamente contigo, pondo-te o nome e agora, apondo o teu nome no teu próprio blogue, insultas (não gozas, insultas) desbragada e indecentemente alguém que não mencionas, não te fez mal algum, apenas pretende tomar uma iniciatica com a qual discordas, bem como reduzes à ignomínia as tais ditas sopeiras que nunca puderam escolher o seu destino.
É certo, meu caro, que não sou obrigado a ler o teu blogue, mas também é certo que estou no gozo do meu pleno direito de te dizer, no meu, cara a cara, que deves ser uma pessoa muito mal-formada ou, na melhor das hipóteses, que te encontras gravemente doente.
E, sinceramente, gostaria de ficar por aqui, por estas palavras, mas caso entendas que não é só dizeres.


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Uma Resposta to “As sopeiras, o sexo e a insanidade”

Comentários (1)
  1. É verdade amigo Carlos. Essa gente honesta que desceu da provincia à cidade para servir uns quantos
    bem instalados na vida, não foram mais do que umas
    vitimas da má formação moral da maioria dessa gente.
    E quantas delas eram por vezes despedidas porque entretanto engravidavam dos próprios patrões ou dos seus filhinhos que como muito bem referes iniciavam
    as suas actividades sexuais atirando-se à sopeira que lhes prestava os serviços domésticos na sua casa. Gozar com isso é francamente lamentável.
    Com um abraço do Raul

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