ou como a comunicação social pode manipular a economia com a tal mão invisÃvel.
Nota prévia: pessoas mais sensÃveis devem evitar ler este texto
Via Anarca tomei conhecimento da notÃcia que dá como provada a existência de radioactividade nas águas engarrafadas pelo grupo Pedras, Vidago, etc.
Alarmado, devido ao elevado consumo diário de Ã?gua das Pedras, corri para o médico com a notÃcia impressa (ficava melhor imprimida, mas a falta de tempo não me permite corrigir) ao qual mostrei de imediato.
Depois de ler atentamente foi buscar um dossiê donde retirou um estudo do Laboratório de Radioactividade Natural dando-me a ler o seguinte:
«O radão (222Rn) é um gás radioactivo que ocorre nas rochas, nos solos, no ar e na água. É gerado por decaimento do urânio (238U), elemento quÃmico presente em quantidades variáveis nas rochas, sendo incolor e inodoro; daà que não se torne óbvio o risco a ele associado, em particular nas casas de habitação, onde, aliás, tende a concentrar-se».
À medida que ia lendo sentia esvair-se-me o alento e, quando terminei, ele, com um olhar grave, pediu para me despir da cinta para baixo e me deitar-me de bruços, explicando-me que durante 15 dias teria de impedir-me de andar por aà a espalhar o radão para cima de tudo e de todos.
Aqui estou, penoso e humilhado a escrever-vos com os lábios cozidos e uma rolha no cú!
Peço-vos desculpa pelo desabafo, sei que não deveria aborrecer-vos com os meus incómodos, mas serve o que escrevo para vos transmitir a palhaçada que a nossa comunicação social inventa para foder (passe o termo porque não encontro outro adequado) uma marca comercial em detrimento de outras, no caso as marca portuguesas naturalmente gasosas lÃderes do mercado, as únicas que ainda resistem frente à s milionárias campanhas publicitárias de outras bem recentes, artificialmente carbo-gaseificadas e, certamente por acaso, estrangeiras, com sabor a uma merda qualquer.
Uma coisa será dizer que, lamentavelmente, o Estado português ainda não legislou sobre esta matéria; outra, bem diversa, com formas próximas de uma encomenda, crime económico punido por lei, difamar uma única marca, mesmo que seja para dizer que encontraram substâncias radioactivas, antes de se efectuarem contra-análises nem análises às restantes presentes no mercado.
Transcrevo do SPPCR:
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