nestas colunas de opinião do Diário do Alentejo desta semana:
1 – José Raul dos Santos, deputado da República eleito pelas listas do PSD/Porto, ex-Presidente da Câmara de Ourique e candidato a pensionista vitalício, numa crónica sob o título «Uma tarde com Jaime Silva»:
«Zé Raul ficou a saber o mesmo que já sabia antes de colocar a questão. Nada.»
Dentro do que nos habituou. Louve-se a sinceridade!
2 – José Soeiro, deputado da República, eleito pelas listas da CDU/ Beja e ex ou actual (confesso que não sei) “prior” do PCP de Beja, em crónica sob o título «Há muitas e boas razões para votar»
«Votar, mas não votar PS, constitui a melhor forma de (…) expressar o (…) descontentamento pela política que o PS está a praticar no governo»
Pois, seguindo o raciocínio, nas Presidenciais vota-se em Cavaco, não é? Aguardarei, serenamente, pelas recomendações do controleiro!
Está tudo como sempre meu filho, nada de novo, mas eu é que já não compreendo estes jovens de agora. Imagina tu que, aqui no Porto, em vez de se pegaram à bofetada como no meu tempo, parecem uns lamechinhas, choram todos os dias como os meninos pequeninos mimados, fazem queixinhas que lhes baterem e que ainda lhes vão bater mais!
Não me diga, tia, pois aqui por Beja tudo vai mudar, todos os candidatos dos partidos o afirmam…
Ó filho, tu ainda acreditas no que os políticos dizem?
Não tenho razões para duvidar de nenhum daqui, tia, o Presidente não se recandidata!
Uma Cigarra na Paisagem da Gisela Cañamero. Vamos ver se ela consegue arranjar tempo para o actualizar com frequêcncia pois é uma voz com muito para dizer no âmbito da cultura.
«“A cultura é multiforme e é altura para motivar uma nova política, com eixos estruturantes e prioridades”, reparou Maria Amélia Cupertino de Miranda. Nesse mesmo sentido acentuou que “o pensamento transversal é de que a Cultura tem que ser factor de desenvolvimento e de coesão social”.
(…)
Cinco prioridades
No capítulo das prioridades, vem à cabeça a criação do portal Porto Digital, no qual se destaca a criação da Carta Turística Digital. Os espectadores vão poder fazer conhecer melhor a oferta cultural da cidade, comparar bilhetes e fazer reservas. A articulação entre as instituições vai permitir articulação e aproximação de públicos.» in O Primeiro de Janeiro
Enorme, mesmo mesmo, profundamente…
a apregoar que, se lhes déssemos o voto, iriam tapar os buracos das nossas ruas.
Porreiro!
Mas, pera aí, ainda anteontem saiu daqui uma camioneta de gente que andou a espalhar cascalho grosso, piche e cascalho fino por todo o buraco que encontrou!?
Ò pessoal, organizem-se, porra!
Rui Rio parece não conhecer outra estratégia que não seja a de apresentar-se tão bom, mas tão bonzinho, que os “mauzões” não têm alternativa se não vilipendiá-lo barbaramente. Assim foi com a cruzada encenada contra Pinto da Costa (the devil of the devil’s), com Isabel Pires de Lima a propósito do túnel de Ceuta (que não resultou porque esta não lhe deu troco), agora com as suas cirúrgicas visitas, acompanhado por batalhão de jornalistas, a locais onde sabe que vai levar no focinho, acusando o PS de orquestrar estes “regabofes”!
De que poderá queixar-se Francisco Assis? De nada, ora, então não foi ele pioneiro nestas lides quando, vai para 3 anos, se apresentou em Felgueiras com as têvês todas mais a G.N.R., mesmo ali ao pé, pois então, para evitar levar mais que o estritamente necessário para surtir o efeito desejado?
Levar no focinho frentes às câmaras parece ser hoje, indubitavelmente, a técnica de marketing político mais bem sucedida não fosse um exemplar reality show com argumento bíblico mais que comprovado – o de David contra Golias!
tão brilhante prestação atacante coroada com 2 secos. Essa é que é a verdade!
Mas não é menos verdade que um treinador português dificilmente se deixaria comer estando a ganhar por 2 secos!
Tal como em tudo o demais a eficácia é o objecto e não será por teimar em querer comer muito que os outros comerão menos!
O Sr. Scolari demorou muito tempo a ser obrigado a aceitar tamanha evidência. Espero, como portista, que o Sr. Adriaanse leve muito menos tempo a procurar a necessária humildade para aprender e adaptar-se à realidade onde está circunscrito.
é o que afirma José Medeiros Ferreira ao constatar a existência de quase meio milhão de candidatos a estas eleições autárquicas.
Ora é isso que eu venho tentando transmitir a quem vai lendo estas Ideias Soltas – a capacidade de regeneração do país é imensa, atendendo que 95% da população portuguesa não se encontra aparelhada em partido político algum, sendo, afinal, muito gratificante e motivador saber que bastará impedir os restantes 5% continuem a dominar e a minar clientelarmente os nossos destinos colectivos.
deixo um link para uma transcrição de um texto da OMS feita pelo Zed Tee que vem confirmar o cuidado que se deve ter na leitura dos resultados das análises que são efectuadas e ainda mais nasua ingénua divulgação.

Entre 1938 e 1940, Aristides de Sousa Mendes, enquanto Cônsul Português em Bordéus, emitiu mais de 30.000 vistos a judeus e outros refugiados em fuga das garras de Hitler, contra a vontade expressa e reiterada de Salazar que o aposenta compulsivamente sem direito a qualquer vencimento.
Aristides de Sousa Mendes vem a falecer em 1954 na mais profunda pobreza, tendo a maioria dos seus filhos emigrado para os EEUU.
Proscrito da nossa História, ainda hoje Portugal não assumiu as suas obrigações para com a memória de um dos grandes heróis da luta contra o Holocausto nazi e da 2ª Grande Guerra.
Neste contexto, é de realçar este Concerto de Homenagem onde poderemos assistir, em estreia absoluta, à Missa Brevis em memória de Aristides de Sousa Mendes do compositor Sérgio Azevedo, a ocorrer no Salão Nobre da Reitoria da Universidade de Lisboa, no próximo dia 2 de Outubro, pelas 18 horas, interpretada pelo Coro de Câmara da Universidade de Lisboa dirigido por José Robert.
ps:
1 – links para melhor conhecer Aristides de Sousa Mendes: (clique); (clique); (clique);
2 – informações recebidas por correio electrónico e colhidas no blogue Guilhermina Suggia.





















