Há sensações que nos assaltam e recorrentemente prendem o nosso consciente que, de incorrectas, moral e eticamente, obrigam-nos a interiores exercÃcios de estratégia com o intuito de as devolver ao sub-consciente, de as afastar de nós, como uma luta intestina diária e sem tréguas entre o bem e o mal que cada um de nós, em si, encerra.
É uma destas inconfessáveis sensações que venho sentindo, para mais com o agravo de associado gozo e gáudio, a de ver as Fátimas, os Isaltinos, os Valentins e outros quejandos e afins, levarem de vencida o veuzinho moralista com que se encobrem as incautas putas virgens dos aparelhozitos do poder!
Luto, acreditem, dia a dia, hora a hora, contra este demonÃaco pensamento em incessante exercÃcio de correcto moralista, mas assalta-se-me sempre uma constatação da própria natureza humana – os vigaristas negaram sempre a sua condição enquanto que as putas desde sempre se assumiram.
Então o problema não é de vigaristas nem de putas, mas das consciências que nem decentes putas sabem ser!
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Indefectivelmente até para se ser “putaâ€? é necessária alguma honestidade, para polÃtico nem tanto.