deparo-me, cara a cara, com uma máscara triste, extenuada, expectante, contudo, talvez segura de um penoso dever cumprido, num rosto que ainda apresentava as últimas erupções da puberdade.
- “De fim-de-semana?”, perguntei. “Que tal esta 1ª semana em Beja”?
- “Estou farta! Uma semana inteira a ser praxada“! Respondeu com os olhos húmidos de contida, embora conformada, raiva. “Dizem que lá no Norte é muito pior…, aqui são só 15 dias!”
- “Mas obrigaram-te?”
- “Não, quem não quiser basta assinar, mas depois não poderá nunca andar trajado.”
- “Então, qual é o problema?”
- “É uma questão de tradição…, vem já de Coimbra! O ano passado fui à missa ver a minha irmã receber o diploma. Foi tão lindo que até chorei!”

Não é caso para menos, disse eu só para mim, de costas para o compartimentado destino que àquela moça incutiram e tão determinadamente para si desenhava.


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Uma Resposta to “De costas para o destino”

Comentários (1)
  1. jpt diz:

    Quem anseia andar “trajada”, quem chora com a beleza dessa tralha merece a longa praxe com todos os inomináveis actos que se lhe associam… rais parta, se há aí gente horrivel é a tonta do post

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