sob a direcção musical de Peter Rundel, o primeiro e de Rinaldo Alessandrini, a segunda, hoje na Casa da Música às 9h, inserido no Festival À Volta do Barroco.

Seria, no mínimo, presunçoso deixar links para apresentar estas formações e quem as dirige, mas o facto de, a esta hora, estar a sala ainda meia cheia ou meia vazia é que me dana!
O parco orçamento que o Estado dispõe para aplicar na cultura deve ser assunto prioritário para debate. A sua aplicação criteriosa tendo por objecto o mercado potencial de consumidores parece-me ser o único critério válido para não nos dispersarmos a subsidiar directa ou indirectamente performers, mas sim a educação artística a quem dela necessita.
Confesso que sinto algum desconforto por ter visto apenas meia casa reservada a 3 horas do início do espectáculo! Deixo o programa retirado da fonte, a mesma da imagem que editei:

1.ª Parte

Remix Ensemble e Orquestra

Peter Rundel direcção musical

Angel Gimeno e Xuan Du violino

Jonathan Ayerst piano e cravo

Programa:

Alfred Schnittke: Concerto Grosso No.1

Hanspeter Kyburz: Parts, concerto para ensemble

2.ª Parte

Concerto Italiano

Rinaldo Alessandrini direcção musical

Programa:

A. Corelli: Concerto Grosso em Ré maior Op.6, No.1

F. Geminiani: Concerto Grosso em Mi menor Op.3, No.3

A. Vivaldi: Concerto para arcos em Ré maior Rv 121


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3 Respostas to “Remix Ensemble com Orquestra e Concerto Italiano”

Comentários (3)
  1. ana diz:

    ficou a sala a meio. estava frio!…

  2. Meu caro: há já muito tempo que aqui não passava e – logo hoje – deparo-me com esta pérola:

    “A sua aplicação criteriosa (o parco orçamento de estado para a cultura) tendo por objecto o mercado potencial de consumidores parece-me ser o único critério válido para não nos dispersarmos a subsidiar directa ou indirectamente “performers”, mas sim a educação artística a quem dela necessita.”

    Ou seja: o parco orçamento do estado para a cultura em Portugal pode continuar a ser parco porque o critério deverá ser economicista: atingir o mercado potencial de consumidores (seja lá o que isto for) e financiar – com o dinheiro da cultura, que a educação aqui não é chamada – a educação artística “a quem dela necessita”. A QUEM DELA NECESSITA? Mas não necessitaremos todos? (…)
    Quanto aos “subsídios” aos performers – e porque é que não se falará em “financiamento”? – nem uma mosqueteria constituída pelo Vasco Graça Moura, o Portas e o Ramoa juntos diria melhor. Olha: eu também posso dispensar o financiamento que o Estado faz aos professores (porque muitos deles nem sequer são bons pedagogos) aos médicos (alguns dos quais temos de fugir), aos juízes (há alguns que não desejaremos cruzarmo-nos em sala de audiências) aos políticos profissionais (que.. pois… porque é que não se dedicam à causa comum de graça?…)
    Agora os perfomers, os criadores, os artistas – esses gajos até trabalham melhor com fome! Inspira-os!- olhem o Camões!
    … e eu, que por momentos pensei que o Estado… eramos todos nós.

  3. carlos a.a. diz:

    É pena, Gisela, é pena que após estar muito tempo sem passar por aqui debites, a quente, o que bem entendeste sem procurar conhecer, de facto, o que penso e bastas vezes escrevi sobre este assunto (poderás, se tiveres tempo e pachorra, correr as secções de “Gestão Cultural, “Educação Artística” e “Cultura” constantes aqui da coluna ao lado).
    Em todo o caso, muito obrigado pela visita e pelo comentário.

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