Que razões se poderão aduzir para impedir que dois gajos se casem (entenda-se todas as variáveis possíveis – gajos com gajos, gajas com gajas, gajos com gajas e gajas com gajos)? Ou seja, se nada impede ninguém de fazer uma vida conjugal como e com quem bem entender, porque será que não bastará a declaração dessa vontade, livremente expressa, para celebrar o contrato nupcial e poupar uns tustos no IRS?
Eu não sei, mas parece que um pensador liberal-revolucionário-conservador terá encontrado uma, indelével e incontornável, aliás – ser «(…) avesso a que o Estado legisle muito sobre intimidades, afectos e modos de vida (…)»
Ora aí está! É por isso que Pacheco Pereira é quem é, um “opinion maker” de referência, que nunca hesita quando em questão está a defesa da liberdade individual.
No entanto, dá-me ideia que não se trata aqui do Estado legislar sobre intimidades, mas antes de anular o que anteriormente, à boleia de uma moral católica, conservadora e segregacionista, legislou.
Tags: Cultura, Política, Reflexões






















Aderi com o meu blog a uma campanha nos blog’s contra a caça ás baleias. Façam parte dela também!!!
Concordo contigo….
O Velho do Restelo tem que desaparacer da legislação vigente e é já. A “velha Senhora” já morreu há muito tempo.
Um abraço de minha parte e de Freyja
Gracias por tus saludos en Culturas
Y por compartir la alegría de un año…es un bello espacio
Seguiremos compartiendo por la Cultura y con la Cultura.
Un abrazo
Guerreiro da Luz & Freyja
Carlos, sem querer ser muito libertino…: e porque é que um casamento se deverá impor apenas a um par? Han?
Cá para mim podiam-se casar 2 gaijos com uma gaija, três gaijas, três gaijos, a equipa de raguebi do Técnico… desde que não adoptem moços como quem procura um cão…
Um abraço,
Francisco Nunes
Olha, Francisco, eu já casei 3 vezes, tenho quatro filhos e olha, é assim.
É certo que poderia ter 4 filhos nunca ter casado e ter também a consciência tranquila.
Quanto ao estar casado com mais de uma mulher de cada vez, tive galo: acho que não dava conta do serviço e nenhuma delas mostrou grande alento pela ideia.
Já quanto à adopção, aí não brinco, sou de todo conservador: só deveria ser possível por casais heterossexuais, casados, juntos ou amancebados, pois é mesma coisa, para o efeito. Ou acharás que a adopção deveria estar circunscrita a casais com contrato celebrado, dando preferência aos que contraíram matrimónio religioso?
Não, Francisco, a adopção não é o que está em discussão, nem poderá ser nunca vista à luz da liberdade individual de cada uma das partes: o(a) adoptado(a) é menor e tem direitos que têm de ser preservados por uma tutela.
Carlos, não tenhas ilusões, o que está em causa é precisamente isso: a adopção de crianças por casais homossexuais!
Um abraço,
Francisco Nunes
Divido os assuntos Francisco, são diferentes, e passo a explicitar com precisão:
1 – Casamento – todos devem ter igual direto perante a lei, hetro e homossexuais;
2 – adopção de moenores – o direito de protecção dos direitos dos menpres sobrepoe-se à da liberdade indivudual e à igualdade e, à luz do actual estado do conhecimento, ninguém, com propriedade, sabe dizer quais os efeitos psicológicos que um menor poderá incorrer quando inserido numa família homossexual;
Este é a minha visão sobre os dois assuntos que continuo a considerar de probemática diversa.
Abraço