Decorrerá hoje, pelas 17:00 horas, a mais que merecida homenagem a Ernestina Pinheiro, professora de piano em Beja durante mais de 40 anos, fundadora da Academia de Música de Beja, fundadora do Centro Cultural de Beja, fundadora do Conservatório Regional do Baixo Alentejo, enquadrada numa programção variada levada a cabo por esta última instituição.
O programa da homenagem desconhecemos quase por completo e, consultados o Diário do Alentejo e a Rádio Voz da Planície, o destaque é dado a uma performance institulada “Peças Soltas” a ocorrer no Pax Julia, à noite, sem desvendar de que se trata, quem toca, quem dança, o que será tocado e dançado, quem serão os coreógrafos (se é que os há), encenadores (em caso disso), de que consta, afinal.
Num dia em que homenageia a Sra. D. Ernestina Pinheiro, apenas e só como antiga Directora Pedagógica, experiência que ela própria afirma não ter sido muito gratificante, seria mais do que apropriado fazer desse momento o ponto alto do dia, senão mesmo, o único.
A Sra. D. Ernestina Pinheiro e seu marido, o Sr. Dr. Henriques Pinheiro, formaram uma dupla sem paralelo no panorama cultural da região, à custa de grande labor, tenacidade, seriedade e integridade, sem nunca terem aceitado recorrer a expedientes de tráfico de influências, cujo preço é sempre incalculável, embora de pagamento obrigatório e prolongado.
Bem hajam Sra. D. Ernestina e Dr. Pinheiro!


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5 Respostas to “Homenagem a Ernestina Pinheiro”

Comentários (4) Pingbacks (1)
  1. rap diz:

    Buscando repercusiones del último día de la semana del conservatorio y el homenaje a Dona Ernestina Pinheiro veo con feliz sorpresa que hubo por lo menos un ciudadano (bejense?) que se interesó por el tema a pesar de la indiferencia de los medios de comunicación y la comunidad bejense casi toda, la cual no presenció el acontecimiento que decorrió a las cinco horas… espero que este ciudadano haya tenido la oportunidad de participar con su presencia en el acto emotivo que aconteció en el auditorio que a partir del sábado 11 de Marzo lleva el nombre de Ernestina Pinheiro.
    Ahora debo referirme a dos comentarios algo infelices que el autor del artículo escribió sin medir tal vez el peso de sus palabras.
    Con respecto a la difusión deficiente pudo no haber sido una falta de información como sí una estrategia de “Marketing”, por medio de la cual con la eventual falta de información se activa la curiosidad del público. Sólo un nombre, sólo un estímulo. Funcionó así en la Isla de Madeira (sé que no estamos en Madeira, estamos en Beja, mas no por eso sus habitantes son menos inteligentes) cuando se estreno mi espectáculo “Aquarium”. No se anunció nada más que el título y la curiosidad llevó a llenar el Teatro Baltazar Dias de Funchal. Quien tenga curiosidad, que vaya. Y quien fue habrá reparado que el espectáculo fue dedicado por el señor director del conservatorio a la profesora Ernestina Pinheiro. Por lo tanto las celebraciones del dia 11 de Marzo sí, fueron centralizadas en la figura de la Profesora Bejense.
    Sea como fuera, con total información o sin ella, lo que importa es que por lo menos un ciudadano se manifestó! Las reacciones pueden ser de amor o odio… NUNCA DE INDIFERENCIA, la cual reinó el dia 11 de Marzo a nivel comunitario, periodistico y autárquico.
    Un club de football por una noche de suerte tuvo mayor reconocimiento nacional que una SEÑORA que dió 40 años de su vida a la causa de LOS OTROS… esto es una gran pena.

  2. Gabinete de Relações Externas do CRBA diz:

    Decorreu de forma solene e emotiva a cerimónia de homenagem à Professora Ernestina Pinheiro.
    Inserida na Semana do Conservatório foi a homenagem sentida de todos quantos têm dado continuidade ao trabalho por si iniciado. Contou com a presença de ilustres figuras da cidade, e quem participou teve a oportunidade de presenciar a gratidão com que o público presente brindou à vida e obra da Professora Ernestina Pinheiro. Esta cerimónia foi entendida como o ponto alto do dia, as Peças Soltas apresentadas no Teatro Pax Júlia pelas 21h30 confirmaram a gratidão e apreço pelo trabalho que ilustre figura da cidade iniciou à mais de 50 anos atrás.
    Quanto ao espectáculo, organização do Conservatório, toda a ficha técnica está ao dispor e é do conhecimento de todos quantos tiveram curiosidade e oportunidade de assistir. Sendo organização do conservatório todos são importantes na construção de um espectáculo, não podemos, nem devemos anunciar uns em detrimento de outros, porque todos são importantes. Não trabalhamos com figuras badaladas do mundo do espectáculo trabalhamos com profissionais que querem construir e mostrar o seu trabalho sem pretensões de reconhecimento individual, trabalhamos com alunos que querem aprender. Trabalhamos no e para o Conservatório Regional do Baixo Alentejo, o que pretendemos é a qualidade da instituição, só possível com o empenho e qualidade de todos quantos cá trabalham. Com certeza que muito há para fazer, para melhorar, para crescer, mas esse é o desafio que todos aceitamos levar a cabo, precisamos apenas e só do contributo justo de todos os que acreditam na missão do Conservatório Regional do Baixo Alentejo – formação, valorização e afirmação cultural e isto só se consegue à custa de integridade, seriedade, tenacidade, envolvimento positivo, persistência e muito trabalho.

    O Gabinete de Relações Externas do Conservatório Regional do Baixo Alentejo
    14 de Março de 2006

  3. carlos a.a. diz:

    Estimado Sr. RAP

    Numa coisa estamos bem de acordo – “as reacções podem ser de amor ou de ódio… nunca de INDIFERENÇA, a qual reinou no dia 11 de Março (…)». Diria até mais, nem de indiferença nem de interesses pessoais.
    O que, de facto, aconteceu Sábado passado é demasiado grave para deixar passar em claro – a homenagem à Sra. D. Ernestina Pinheiro passou completamente despercebida à comunidade bejense; não por qualquer deficiência de comunicação, mas porque foi inserida, à pressão, num dia e no final de uma semana de iniciativas do Conservatório Regional do Baixo Alentejo. A Sra. D. Ernestina, como a semente do que hoje é o CRBA, merecia um dia ou uma semana inteira só para a homenagear numa iniciativa totalmente focalizada na sua pessoa e não dispersa no meio de tantas outras que, sem lhes querer retirar qualquer mérito, a secundarizaram por completo.
    Vejamos, se a intenção era dedicar o tal espectáculo, “Peças Soltasâ€?, à homenageada por que não se chamou ao dia “HOMENAGEM a ERNESTINA PINHEIRO: 17:00h – sessão solene; 21:30h – “Peças Soltasâ€??
    Peço desculpa, mas por mais esforço que faça não consigo, por força dos factos, sentir o que ocorreu de forma diferente! Aliás, se as “Peças Soltas� tivessem sido pensadas para homenagear a Sra. D. Ernestina que sentido faria incluir dois momentos musicais, por sinal de piano, o instrumento que tocava, no decorrer da sessão solene?
    Assim como não faz sentido culpabilizar a comunidade bejense por não comparecer à dita sessão solene, uma vez que a tal comunidade, na sua generalidade, não fazia a menor ideia de que ela iria ocorrer. Há 2 anos, sensivelmente, houve uma homenagem no salão nobre do Governo Civil onde os seus ex-alunos praticamente encheram a sala!
    Gostaria de ressalvar, no entanto, que não tive a mínima intenção de atribuir qualquer responsabilidade ao gabinete de relações externas do CRBA, até porque foi a 1ª vez, que eu me recorde, que o Conservatório Regional do Baixo Alentejo teve honras de 1ª página no Diário do Alentejo. O gabinete de relações externas trabalhou bem, mas só pode trabalhar com os dados que lhe fornecem.
    Por último, quanto à estratégia de comunicação que anuncia, rendo-me, tenho de a aceitar, pois é na disponibilidade permanente em aprender que nos podemos ir enriquecendo.

    Muito grato pelo comentário

  4. carlos a.a. diz:

    Exs. Senhores que assinam “Gabinete de Relações Externas do CRBA”

    Como terão notado este espaço é pessoal, não institucional, portanto, não aceitando eu, mesmo com motivos para tal, responder, no fundo, a um texto anónimo.
    Eu tenho nome; a primeira pessoa que me honrou com um comentário nesta entrada utilizou uma abreviatura que o identifica; quem fez este comentário ou não quis dar a cara ou, pura e simplesmente, não o pode fazer, o que até compreendo.
    Agora eu é que não respondo a quem não ousa subscrever, singular ou colectivamente, um texto. Mas tenho pena, sinceramente…

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