Mais uma medida da reacção…

«Ministério da Educação quer criar provas nacionais para admissão à carreira docente». no Público
Se os sindicatos dos professores já andam de luto, acho que agora vão mesmo, já de seguida, encomendar caixões perante tal vileza do Ministério!
E quando se lembrarem de acabar com os Conselhos Directivos corporativamente eleitos para se passar a concurso público de gestores escolares? Nem quero pensar…


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Commentários

Puro morte de um familiar tenho estado afastado das notícias.
Porém não vejo onde esteja o desastre.No meu tempo fazia-se exame-de-estado no fim do estágio para ingresso no ensino. Mas também não vejo que isso melhor coisa nenhuma.
Quanto aos conselhos directivos, deixe que lhe diga que só lá está que tem muito amor à camisola. Possivelmente nunca esteve em nada disso. Pois eu digo-lhe que estive por imposição dos colegas da escola onde trabalhava e, após me livrar disso jurei que nem à baioneta voltava.
Antes de criticar, sugiro que experimente dirigir uma escola e vai ver o que é pera doce.

Antes de mais, estimado João Norte, aceite as minhas condolências.

Pegando no assunto em causa, é claro que para alguns professores da sua geração, que assumiram a carreira por vocação, um exame-de-estado ou uma prova nacional que afira os conhecimentos dos professores nas matérias que se propõem leccionar não constitui problema algum! No entanto, essa prova, corrente em quase todos os países europeus, é encarada como uma injúria para quem não estiver seguro da sua vocação ou inseguro por nunca se ter habituado a concorrer sem ser escudado numa nota aleatória dada por qualquer Universidade, onde nem os currículos nem os métodos de avaliação são similares.
Relativamente a Conselhos Directivos tem o João Norte razão ao afirmar que nunca passei por isso. Mesmo como professor, 2 anos no estrangeiro e por convite foram-me suficientes para ficar com a certeza da minha ausência de vocação.
No entanto, conheço amigos e familiares que por lá passaram ou ainda lá estão, sendo que nenhum deles se sente realizado nem satisfeito; tenho até um familiar que cavou uma depressão que não mais recuperou até hoje, levando-o a uma reforma antecipada com perda de regalias. Mas isto só vem reforçar a ideia que defendi – a gestão escolar deve ser entregue a profissionais tal qual acontece com o ensino.
É tão absurdo uma pessoa formada em Português ser gestor de uma escola como outra formada em gestão ser professora de Português, não será?

Amigo Carlos.
Parece que estamos de acordo em quase tudo, especialmente no que toca a ser professor por vocação ( e qualidade) e ao desgaste provocado pelo gerência (chamamos assim) de uma escola.
à priori concordo consigo de que não será um professor formado em qualquer disciplina um bom gestor, todavia, ponho algumas reservas no gestor pela necessidade de contacto e de resolver problemas que são do foro pedagógico. Há já professores que tiraram cursos de gestão e esses sim devem ser colocados a gerir as escolas.

Porque não? Confio, no entanto, que a gestão não deve ser assumida sobre uns cursecos avulsos, mas compreendo perfeitamente o seu receio - é que, tal como nos hospitais os gestores nunca poderão bem gerir contra os técnicos de saúde, também nas escolas seria absurdo fazê-lo contra o corpo docente. Estes excessos, i.e., a faltade bom-senso é que torna muitas vezes difícil o que é escorreito.

Abraço

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