Encerrados que estamos na cada vez mais complexa invenção das razões de razões, passamos ao lado da fruição da beleza que a pureza, incessantemente e sem razão, nos oferece sem nada pedir em troca.
Deixo um aqui a transcrição de um comentário que a Susana Serrano, professora de Educação Musical, deixou ontem neste post:
(…) no meio disto tudo, seja o sistema de ensino, os profs, as depressões, é mesmo a música que nos safa.
Tenho na escola só turmas de 7º,8º e 9º ano (neste último a música é opcção) e este ano, como é o ano do Mozart, o 2º projecto a trabalhar com os putos é, entre outras coisas, tocar Mozart. Escolhi com eles um andamento de um Divertimento em Fá M a 3 vozes, em que eles tocam a 1ª em flauta bisel soprano e a 3ª em flauta alto. Ontem estiveram a seguir a partitura deles e a ouvir a peça, num silêncio religioso; pediram para ouvir 3 vezes.
Às vezes vale a pena ser professor das disciplinas mais miseráveis.
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