«O Teatro Nacional D. Maria II “vai apresentar um conjunto de peças ao longo do ano baseadas em autores presentes nos currículos escolares e fornecerá materiais didácticos aos professores para fazer projectos que passem pelo teatro”»
«A criação de oficinas de expressão dramática, de uma Escola de Teatro de Verão, de bibliografia específica para crianças e a formação de professores (…)»
«“O Teatro S. João no Porto já tem serviços educativos bastante activos, mas o ministério pretende, através destas actividades, que se intensifique o trabalho com as escolas, no sentido de consolidar a formação de novos públicos”»
Isabel Pires de Lima (fonte: Público)
Muita coisa está a mudar: a abordagem da política de gestão cultural, o conceito de educação, nomeadamente a educação artística, e adaptação dos respectivos projectos curriculares, a reformulação de serviço público de audiovisual e a articulação das tutelas de forma a centrar missões, objectivos e alocação de recursos. Muda-se, aparentemente, de forma lenta, experimental até, mas de forma decidida.
Prossiga, Sra. Ministra, aguente firme as críticas dos seus actuais detractores pois serão eles, no futuro, a apoiá-la e a agradecer-lhe. Dar trabalho e remunerar devidamente os criadores é muito diferente de subsidiar sabe-se lá o quê e com que resultados!
O Estado tem, como primeira obrigação, oferecer às crianças, adolescentes e jovens o acesso às mais variadas formas de arte, contextualizadas nos respectivos projectos educativos, encomendando o Estado, para o efeito, trabalhos aos criadores e, se recursos financeiros sobejarem, então pensar-se-á em subsidiar, pontualmente, teatros, nacionais ou municipais, companhias ou artistas.
No final, serão estes mesmos a agradecer o facto de ter ousado mudar as rotinas de subsídio-dependência com resultados impossíveis de aferir no que ao bem comum diz respeito.
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