Não, não foi a Noite do Cante
foi dia, conforme estava anunciado, ou melhor, foi manhã!
Cante de manhã? De manhã? Antes de comer e beber a preceito? Assim…, sem apurar a voz, embargada ainda pela frescura matinal?
Lá foi o desfile, às 11 da matina, sem a luz da noite, sem a sedução de ouvir as vozes muito antes de vermos quem as emite como se do nada surgissem.
Não houve magia!
Bom, tentou fazer-se diferente. Tentou arregimentar-se muitos, 2500, diziam, todos juntos a cantar para o Guiness.
Não sei se entraram ou não para o Guiness, sei apenas que não houve Cante, nem de noite nem de dia, pois o Cante é coisa de vésperas e não de matinas e, que diacho, por que será que mesmo o que está bem sentem necessidade de inventar e criar e fazer ainda melhor e mais sei lá o quê?
Está bem, estou triste, sinto que perdi, mas quem perdeu mesmo foi o Cante Alentejano.
Enfim, pode ser que para o ano inventem, num assomo de criatividade, voltar a fazer como sempre foi!
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