Há poucos meses atrás as Ministras da Educação e da Cultura anunciaram que aos professores com horário zero ou não totalmente preenchido poderia ser incumbida a tarefa de acompanhar alunos aos museus mais próximos das escolas.
Nem há três meses, a Ministra da Educação, com o apoio da Ministra da Cultura, anunciou a necessidade de alargar ao ensino artístico o plano curricular das escolas de ensino regular, iniciando, disse, talvez, através da modalidade de “oficinas” temáticas.
Esta semana, depois de escalpelizado o insucesso, educativo e económico, das escolas profissionais, a Ministra da Educação anuncia a integração do ensino profissional nas escolas regulares.
Foram três medidas sobre as quais muito pouco se ouviu falar e menos ainda debater, que demonstram uma orientação e uma vontade específicas de tornar a escola como o palco único e polivalente, de uma educação global.
Poderão parecer pequenos nadas, poder-se-ia ir mais longe, dirão alguns, mas é destes, aparentemente, pequenos passos e não de “amplas e profundas reformas” que o ENSINO necessita, em especial, de uma gestão partilhada e concertada entre os Ministérios da Cultura e da Educação, onde se consigam conjugar esforços e potenciar uma multicolor, embora integrada, paleta de soluções.
Se há coisa que gosto no trabalho destas duas senhoras é a vontade de fazer, a determinação em executar e, muito mais importante ainda, o não ter medo de errar. Só não erra quem não faz e, desde que o bom senso impere, o que parece ser o caso, os erros servem para aprender e serem corrigidos.
Tags: Cultura, Educação, Educação Artística, Educação em Cultura, Ensino Artístico, Gestão Cultural






















As medidas a que referes não foram tão amplamente divulgadas porque não proporcionam um espectaculo mediático. Não valem três páginas de um Carrilho.
(acho que era assim)
Um abraço!
Tens toda a razão, Alves Fernandes. O trabalho, em geral, é poco mediático enquanto que a vaidade e a vaidade do contraditório colhe grandes audiências.
Abraço e obrigado