Nasci e vivo em Corroios com os meus pais que trabalham em Lisboa.
Olhem tou podre. Ontem a prof de historia chamou-me mal educada só pq lhe disse que n deitava fora a chiclet que tinha acadabo de por a boca!!! Mas que e que ela quer??? Então eu não posso ouvila e ver aqueles slaides manhosos dumas fotografias muito velhas que um tal Fan Ike tirou a mais de 400 anos?? A cota é passada!!
Bem n intereça ela que se enxa de pulgas q n tou p/ aturala. O resto do dia até que foi bué de fixe. No fim das aulas fomos ao Fórum Almada ver os chavalos. havia lá um que era podre…. depois vim para casa para ripar mais uns tops para o meu mp3 e quando abri o msn já la estavam as minhas amigas. Foi giro porque apareceu uma anónima que n concegui-mos saber quem era, mas tivemos a falar sobre o que iria acontecer hoje nos Morangos com Açúcar e e claro que todas estávamos de aquordo que aquilo que aqule chavalo fez a namorada n se faz. Comigo dava-lhe corda e depois mandava-o andar.
Bué de giro foi o link que a tal anónima nos mandou com música dos Da Wheasel que devia ser de um museu bué de bom!!! Tinha lá muitos quadros nas paredes e n querem saber que um deles ela igual ao da fotografia manhosa que a cota de historia mostrou na aula?!!!
Afinal o nome dele é Van Eyck e nasceu na Flandres que é como se chamava antigamente a Holanda e foi um dos melhores pintores do sec. XV. o gajo era bué de bom. Pintou quadros com gente bué de gira com roupas bem fixes. Eram de mais as cores da roupa de antigamente.
Um dia se existe mesmo aquele museu quero la ir velo!!! E bem melhor que aturar aqueles cotas todos da escola!!! DDD!!!
Bom agora xau, vou ver os Morangos com Açúcar!
Boa, aconteceu mesmo aquilo que tinha-mos dito!!! O chavalo foi envergonhado!!!
Quando os meus pais chegarão a noite n disse nada sobre a cota mas mostrei-lhes o link da tal anónima. O meu pai disse que era giro mas que n tinha tempo para aquilo e perguntou-me se eu tinha estudado p/ o teste.
Fogo, so pensam nisso os cotas. La fui para o quarto ler alguma coisa so p/ eles se calarem. E que agora anda toda gente a falar de educação, todos contra os profs e as escolas. Mas que e que queriam fazer com aqueles cotas todos a falarem de coisas sem interesse e so se calam se a gente adormecer mesmo?!!!!
Bem ou mal ficcionado deixo algumas interrogações:
1 – há algum problema com a Sandra Vanessa?
2 – se há, os professores são responsáveis por ele?
3 – se há, em que é que revisão da carreira docente contribui para o resolver?
4 – se há, o problema será de educação, de cultura, de gestão cultural, social ou de tudo um pouco?
Tinha prometido que hoje escreveria sobre a revisão da carreira docente, mas saiu-me isto…
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Genial!
DD Para quando o blog da Vanessa?
)) (mas onde é que tu aprendeste a escrever assim?
D)
a tua mae ensina toda a gente a escrever assim ;D
É um retrato muito simples da realidade.
Ia escrever: “um retrato (tristemente) fiel”… até ver o comentário anterior.
“Quo vadis” Portugal?
Imagino como deve ser difícil a vida de alguns (muitos) professores…
É de dar um “Fan Ike” a qualquer um.
Quanto às questões:
1- sim, não exclusivamente dela;
2- parcialmente;
3- em nada – acho até que poderá exponenciá-lo;
4- tudo isso e ainda…
(faltou dizer que a anónima era a prof)
Obrigado, Catarina, mas foi mesmo um exercício que até poderia estar bem mais próximo da comunicação juvenil que não domino de todo.
)) DDD
Com que então blog da Vanessa!!! Só de ti
Um retrato, sim, João Norte e Leonel Vicente, mas não sei se será triste. Para mim o importante é que é real e que todos temos por obrigação de encontrar respostas.
Até que enfim, CAP, pimba! Estava a ver que não conseguia passar a mensagem subentendida.
É evidente que a anónima é a professora que descobriu que até as ferramentas de transmissão do conhecimento que a escola utiliza são já de um mundo que as crianças e os adolescentes não conheceram nem nele irão viver!
Chamo-me Marina Maria e a minha irmã Sílvia Carla. Piroso não é? Mas na época eram esses os nomes das heroínas das novelas radiofónicas e das canções românticas. Crescemos nos subúrbios e os nossos pais trabalharam em Lisboa. Somos, portanto, analfabetas e mal educadas… E se essa Vanessa (ou Cátia, ou Carina, ou Priscila) se chamar Constança Bettencourt e morar num condomínio privado em Cascais? Poderá entrar neste exemplo de uma aluna malcriada e inculta?Provavelmente não, porque como ela frequenta um colégio privado na “linha” já não terá de gozar com o nome dela, o sítio onde mora e as origens familiares só para dar um exemplo. Cuidado com os preconceitos. É por essa e por outras…
Estimada Marina
Da minha parte não há o mínimo preconceito nem tão pouco menosprezo por esta Sandra Vanessa. Bem pelo contrário. Tentei glosar sobre a adolescência, em geral, e não sobre minorias que tem condições financeiras privilegiadas.
É que o insucesso está entre quem tem pais que não têm culpa de não poderem/saberem dar mais, nem recursos financeiros para pagar um colégio particular e dezenas de horas de explicações.
Ora a sociedade deve estar preparada e organizada para dar resposta a quem mais precisa.
Como vê, não há, da minha parte qualquer menosprezo; há sim um alerta para o que temos de fazer pela esmagadora maioria de SAndras Vanessas.
É preciso cuidado, é certo, em especial com interpretações especulativas, em que aparentemente parece ser fácil acusar de elitista quem não o é nem pretendeu sê-lo.
Muito obrigado pelo comentário.
Caro Carlos
Todos os alunos e todos os professores são bons até prova em contrário, o que considero é que não é preciso dar-lhes nomes, moradas ou origem familiar para exemplificar os bons ou os maus exemplos. Cada caso é um caso, dentro de uma escola, de uma turma ou de um bairro. É claro que há umas escolas mais escolas que outras porque têm melhores alunos, melhores professores e melhores pais, porque são e serão sempre estes, os três elementos que fazem uma escola dê lá por onde der.E não acredito no ensino privado. Em Portugal não é um sinónimo de qualidade nem de alunos mais educados ou com vontade de aprender (salvo raríssimas excepções). É apenas uma fachada social ou um infeliz recurso para os pais que trabalham até às seis da tarde e demoram duas horas a chegar a casa. Olhe que também há muitas Vanesas em colégios, mas lá está, têm outro nome e usam roupas caras, mas a pobreza é a mesma. O estereótipo do adolescente pouco dado ao estudo e ao respeito pelos professores vale para todos.
Estimada Marina
O estereótipo vale para todos, é verdade, ou quase, e Vanessas há-as em todo o lado, com esse ou com outro nome, nas grandes urbes, nos arredores e na província.
O contexto não é esse (acho que, sem querer, a melindrei com o nome que colei a esta personagem), pois de quem me lembrei ao escrever este texto foi a minha própria filha que, acreditará, não tenho preconceito algum.
Já quanto à triologia dos elementos da escola que propõe, permita-me discordar. Atribuo à sociedade e à forma como ela se organiza e interage um peso muito mais marcante no processo de formação de identidade de cada adolescente, do que ao professor ou à escola.
Mais de 65% dos valores adquiridos pelos nossos alunos são-lhes transmitidos pela televisão, esta é que é a verdade, e há que reequacionar os papéis de todos os actores educativos – pais, estado, escola, professor.
Se a escola é pública ou privada pouco importa para o caso, mas não deixa de ser verdade que há uma estreita correlação entre o que se entende hoje por sucesso escolar e a capacidade financeira da família, por muito que nos custe. Mas este sucesso, infelizmente, não é um indicador de cultura. Poderá ser, eventualmente de erudição, de cultura não o é certamente.
Achei muito interessante o debate que originou este post entre o autor o caro amigo Carlos e a Marina. Mas sem dúvida que o Carlos tem uma enorme razão quando afirma que as nossas televisões, são essencialmente as culpadas da falta de cultura dos nossos jovens enquanto se propuseram transmitir problemas como “Morangos com Açucar” “Quinta de Celebridades” etc. etc, que cativam a sua atenção
e não lhes serve de elemento de aprendizagem.
Muito obrigado pelo comentário, Congeminações, mas permita que precise que eu não atribuo nenhuma culpa aos meios audiovisuais. Lamento é que pagando nís milhares de milhões de euros por um Serviço Público ainda ninguém tenha colocado esses meios ao serviço da escola!
vou já dizer à Bé…
um dia escreveremos todos assim…