Uma pequena flauta mágica - a Kritvidade em akção!
«“O grande desafio é apresentar a ópera de Mozart, numa versão com alguns cortes, de forma a ter uma ópera com um pouco menos de duração, e mais acessível ao tempo de concentração que uma criança aguenta. (…) Foi recriar ao máximo todos os ambientes, o humor, a alegria, o dramatismo também, mas adaptado à língua portuguesa”, diz Catarina Molder, da iniciativa “Descobrir a música na Gulbenkian“.» (notícia da SIC)
Genial! Pequena, façam-na muito pequenininha, embora plena de magia coreográfica e de encenação!
As crianças são burras e precisam de estímulos que Mozart seria, de todo, incapaz de oferecer, na opinião dos… de alguns adultos!
Depois, caso encontrem crianças que não considerem burras, ofereçam a versão original, na íntegra, às escolas, em estreita colaboração com os professores de música. Pode ser que dê alguma coisa…
E daí talvez não…
Será que, atendendo à lei do menor esforço constante da natureza humana, uma criança consegue apreciar um suculento bife de lombo se só estiver habituada à magia da carne picada coreografada em sande, maionese e ketchup?
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Até concordo consigo em relação a muitas outras produções que por aí se apresentam que acabam mais por infantibilizar que sensibilizar!
Mas esta Pequena Flauta consegue ter a magia das grandes obras. Tem a duração de 90 minutos e a prestação de grandes profissionais. Vá até lá!
Cumprimentos
André
Não fui, estimado André Barroso, nem poderia pois vivo longe.
Não coloco em questão a qualidade da performance (poderá até ser belíssima), mas não é Mozart por muito que queiramos. São coisas distintas.
Sem negar a qualidade que estas performances possam ter, parece-me absolutamente prioritário habituar as nossas crianças e adolescentes a conviver com as obras originais, até para melhor compreenderem a qualidade que estas outras possam conter.
Muito obrigado pelo comentário.