O Apoio às Artes - III
No A Arte da Fuga o Adolfo Mesquita Nunes e o António Costa Amaral colocam duas questões pertinentes:
1- «No seguimento do que escreveu,
No entanto, o Estado deve ter missões e objectivos específicos na educação, na formação de públicos e na redução das assimetrias [culturais?] Lisboa/Porto e o resto do país
Desafio a responder à pergunta “Porquê?”. Porque é que se entende que uma visão centralizadora e paga com o dinheiro de todos nós é melhor do que aquilo que a sociedade é capaz de produzir espontaneamente?»;
2 - que papel deve o Estado representar na cultura?
1 - Exactamente porque entendo que o Estado deve, progressivamente, desvincular-se da tentação de tutelar a criação artística e centrar-se na sua vocação - a de regulador e de incentivador da fruição das artes.
Só que regular é estar atento e intervir quando o mercado provoca distorções, como por exemplo, a assimetria Lisboa/Porto e o resto do país
Incentivar a formação de novos públicos não é gastar milhares de milhões de euros, como aconteceu nos últimos 30 anos, em programas de subsídios aos criadores e às salas de espectáculos sem qualquer resultado (o público decresceu assustadoramente).
1 e 2 - Defendo, sinceramente, que o Estado, no seu papel de incentivador da fruição das artes, deve centrar os seus esforços na escola, proporcionando o ensino artístico curricular, como o faz noutras áreas do conhecimento.
Nesta perspectiva, consideraria muito positivo que o Estado desse trabalho (não subsídios) aos criadores através de encomendas que enriquecessem, de forma integrada, esses planos curriculares, seja ao nível de produções audiovisuais, teatrais, literárias, musicais, plásticas ou multidisciplinares.
Ensinar e criar um habitat cultural na escola é o melhor, mais eficaz e mais produtivo meio de, simultaneamente, educar, formar novos públicos, dar trabalho aos artistas e esquivar-se da subsídio-dependência.
Só que para isto, como tenho defendido, é necessária uma política de Gestão Cultural do Estado integrada e transversal a várias tutelas.
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Estou a fazer uma tese de mestrado - a entregar agora no final de Julho de 2006 - estamos a 3…mas gostaria de saber se sabe ou conhece alguma publicação (teses ou outras ) que falem sobre o ensino superior artístico especialmente os últimos 20 - 30 anos.
Em relação ao artigo, concordo inteiramente consigo.
obrigada
sílvia moura
Sílvia
Vou mandar para a caixa de correio que deixou algumas coisas poucas, mas poderá seguir bibliografia lá indicada.
Há, no entanto, sites muito bons sobre o assunto que poderei também mandar caso receba esta primeira mansagem.
Muito obrigado pelo comentário
tanto me faz lisboa ou porto. lisboa diz-se portugal e o porto é o norte. no porto há organismos desconcentrados em duplicado no âmbito da região norte(???) e da área metropolitana. Porque não reivindicam organismos regionais com sede em BRAGA e VILA REAL?
Peço desculpa, Afonso, mas não compreendo o objectivo do seu comentário no contexto do que escrevi!