Secretamente reunidos em torno dumas sopas de beldroegas com queijo os fundadores da Torre de Menagem analisaram o Estado da Nação Alentejana e perspectivas de futuro.
Sobre tórrido ambiente o debate foi aceso por um branco de Borba que em muito contribuiu para se atingir o consenso em torno de um comunicado final que aqui se deixa lavrado:

COMUNICADO FINAL
subscrito por unanimidade, mais consortes e prole presentes

Atendendo a que nos últimos anos o Alentejo deu duas voltas de 360 graus, uma para oeste, outra para leste, tendo sofrido, por consequência, uma profunda agitação sem do sítio sair e que, por outro lado, a correlação de forças e a conjuntura sócioeconómica alteraram-se substancialmente pela falta do hífen, entendemos:

1 – O Alentejo é a região portuguesa com maior potencial de investimento em montes de projecção social e de lazer para 1 a 3 fins de semana/ano, desde que equipados com garrafeira da região, ar condicionado, piscina, internet, consolas de jogos, 1 campo de tiro e 2 de golfe (1 para cada dia), ou seja, com tudo o que assegure que de lá não seja preciso sair;

2 – A construção do IP8 e do aeroporto comercial de Beja são infra-estruturas fulcrais para que cheguemos depressa e saiamos como um relâmpago e, por outro lado, a fossa a céu aberto em que o lago de Alqueva, em tempo recorde, se conseguiu constituir, é de capital importância para o desenvolvimento da agricultura e para o estabelecimento de estâncias termais únicas no mundo;

3 – Não faz sentido manter o blogue Torre de Menagem e muito menos, ainda, acabar com ele;

4 – Como há mais de 30 anos se reclama, a terra deve ser para quem a trabalha e para quem tão bem a tem vindo a trabalhar, implicando, por tal tão insofismável constatação que, um dos membros já se tenha posto a milhas há alguns anos, dois outros estejam de malas aviadas, um quarto já cá só pernoite, enquanto o quinto se recusa a sair de cá por uma questão de felicidade familiar – depois de correr mundo diz não ter encontrado outro lugar onde se ria tanto.

Posto isto, propõem os signatários à classe partidário / famílio / tentacular da região, mais uma vez por unanimidade, mais consortes e prole, que ousem proporcionar, com regularidade anual, se possível, até, semestral, uma volta completa de 360 graus para manter a agitação dos que por cá permanecerem a mandar na terra e em quem nela trabalha.

Alentejo, Julho de 2006

Os subscritores, mais consortes e prole


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5 Respostas to “Comunicado Final do conclave da Torre sobre o Estado da Nação”

Comentários (5)
  1. Anarca diz:

    fónix….

  2. Ora aí está! Afinal sempre apareceu uma acta…

    Um abraço,
    Francisco Nunes

  3. Então andamos numa de contestação ao poder vigente e pingente?

  4. subscrito e mais que subscrito!!! é caso para dizer, parafraseando: se aqui não fora, e desta forma, só mesmo em mim seria.

  5. Carlos a.a. diz:

    Muito obrigado pelos vossos comentários, mas…

    mas, estimado J. Gonçalves, não estou numa de contestação, bem pelo contrário! Estou, como sempre, numa de fazer pela terra só que a terra (sempre a terra) não quer…

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