Ideias Soltas

se aqui não fora em mim só seria

Arquivo: Novembro, 2006

O Geração Rasca e O Insurgente estão a promover uma eleição aberta e democrática de blogues com critérios bem precisos.

Que estas Ideias Soltas não tenham sido objecto de votação nos critérios de O Insurgente, eu compreendo: sendo o objectivo eleger o melhor blogue de direita e o melhor de esquerda é natural que não me empacotem, uma vez que eu de manhã sou de esquerda, à tarde de direita e à noite nem por isso, exclusivamente, ou vice-versa, inclusivamente!
Agora, não estar entre os melhores no Geração Rasca é que levo a mal com tanta rasquice que por aqui vou soltando!

Ainda assim como assim e não obstante sem embargo, não quero perder a oportunidade de deitar o meu voto que eu nisto de eleições, ó pessoal, é que nem ginjas, sou perdido por elas.
Aqui vai:

Genesis: "I Know what I Like (In Your Wardrobe)", still with Mr. Peter Gabriel (Sir) and Mr. Steve Hackett, alive, 1974. (ver letra)

é o título deste bem esgalhado texto da T-Regina a propósito de votações.
A Casa Fernando Pessoa abre hoje todos as salas, pisos e jardim ao público em comemoração do seu 13º aniversário.
A “festa” começa pelas 14:30h e pelas 21:30h Manuel António Pina, Pedro Mexia, José Luís Peixoto, Luís Quintais, José Eduardo Agualusa e José Tolentino Mendonça lerão textos seus.
Depois, bom, depois parece que haverá ceia e confraternização, mas o melhor é seguirem os links, este e este, para conhecerem o programa em detalhe.
Ah, quem me dera poder estar por Lisboa!

pelo país que elege e permite que pessoas interfiram a seu belo prazer com a justiça.

«A edição de amanhã da revista Focus, que entrevistou José Esteves, refere, segundo a Lusa, que o antigo segurança do CDS assume agora que foi o autor da bomba incendiária que provocou a queda do avião, mas que o seu plano era apenas pregar um “susto” ao general Soares Carneiro - candidato presidencial pela Aliança Democrática (AD) - e que o engenho foi alterado por forma a provocar a morte dos passageiros do Cessna.
(…)
Questionado pela revista Focus sobre o alvo do atentado, José Esteves explica que “era um engodo destinado a Soares Carneiro” e que “o circo mediático estava todo montado”.» (Público)

F. Sa Carneiro

Nojo! Nojo de gente! Nojo de país! Que se foda uma “democracia” que elege mandantes e protege assassinos!

Via este post do Paulo Sempre no Filhos de um Deus menor chego a um trabalho excepcional de vídeo com texto, voz e realização de Mário Furtado.
Trata do Alentejo que o autor sente, uma homenagem a esta terra e estas gentes.
O vídeo está no Youtube mas, por uma questão de respeito, sigam o link do Paulo para o verem.
leiam este post do Besugo.
Não há anonimato que esconda o ser que se é!

«À força de tanta unanimidade, com a colaboração ingénua do senhor presidente da República, os operacionais do governo acabarão por identificar "os portugueses" com "o governo". Tenham cuidado.» (Francisco José Viegas no Jornal de Notícias)

Pouco me diz se F. J. Viegas é de direita, esquerda ou liberal à antiga como ele próprio prefere identificar-se; pouco me importa se por vezes é excessivo, tão teimoso como eu ou menos independente do que alguns gostariam.
Ver e ser honesto consigo próprio é, nos dias que correm, privilégio de muito poucos! A pessoas assim, por caricato que possa parecer, sinto necessidade de agradecer.

«“Um euro muito forte penalizará a competitividade da Zona Euro e será contrário aos desafios da economia europeia de 2007″, disse Howard Archer, da Global Insight.
No entender deste economista, as ameaças do próximo ano serão o abrandamento da economia mundial, a subida das taxas de juro, as medidas de políticas fiscais na Europa para reduzir os défices públicos, principalmente na Alemanha, e os preços elevados do petróleo.
» (Público)

Há descobertas da pólvora todos os dias, conforme vai calhando a quem mais jeito der!
Louco tenho sido eu para escrever coisas como esta

Ora aqui está uma boa notí­cia para o Baixo Alentejo!
Depois de todos os partidos em sucessivas eleições terem tontamente prometido e jurado que não autorizariam a instalação de uma grande superfí­cie em Beja, em atitude de vassalagem para com uma associação comercial representante de um comércio local inexistente, eis que alguém teve coragem para ousar o evidente.
Não sei a quem são devidos os parabéns mas, ainda assim, endereço-os sem destinatá¡rio definido.

ainda vamos encontrando blogues recentes que nos conseguem prender pela sua sensibilidade e qualidade de escrita como é o caso da T-Regina no Blogosaurius_Loch.

Stevie Wonder - “Living for the City”

fotografia de Dionísio Leitão.

«(…) resumidamente, a senhora ministra promete que os papéis e os cargos vão para os bons professores, as aulas e os alunos ficarão a cargo dos maus!» escreve o Francisco Nunes com toda a propriedade no Planí­cie Heróica.

Jeff Beck - “Cause We’ve ended as Lovers”

subscrevo sem mais, Francisco José Viegas.
Não há deserto de programação cultural nenhum, bem pelo contrário! Há excesso, há eventos sem qualquer interesse, há um desprezo pelo público que é "inculto", há uma soberba sobranceira em especial de quem tem dinheiro público para programar e se queixa que "a gente faz e o público não aparece" ou "o dinheiro não chega para nada"!
O que há falta é de gestão desses dinheiros, de acompanhamento e controlo dos projectos e de responsabilização contratual de quem não cumpre com o estipulado!
O erro vem de longa data - não haver uma política de gestão cultural do Estado! O Estado financia um projecto e o que lhe fornecem é o número de espectáculos que foram apresentados e para ele basta!
Programar, convenhamos, não é fácil, mas captar público, pois, a expressão que se apregoa, mas ninguém dela quer fazer caso, é bem mais difícil e não é compaginável com a especificidade do trabalho de criadores ou de programadores - exige experiência e tarimba de gestão, um saber à parte que urge ser integrado no que à cultura diz respeito.

A rotatividade dos deputados do PC não é novidade - sempre assim foi desde a Constituinte. Entende este partido, seguindo a revisão de Lenine àcerca da soberania, por ele apelidada de "Centralismo Democrático", que defendeu que os representantes são do partido, servem o partido, e não do povo (ideia original de Marx da democracia popular), cabendo ao partido pôr e dispor como bem entender.

Nada de extraordinário, afinal, não fora Abílio Fernandes estar entre os três substituíveis. É que os partidos, monopólios legais de candidatos ao poder central, não se dão bem com os autarcas que fizeram ou fazem um bom trabalho em prol das populações e que, por tal, aglutinaram um natural poder mediático que ofusca quem, deambulando pelos corredores de S. Bento, nada ou pouco fez pelos eleitores.
Este "incómodo", no entanto, não é exclusivo do PC, bem pelo contrário, o tal "centralismo democrático" tem-se manifestado até de forma menos transparente e muito mais cruel nos outros partidos, e mais não é que o domínio dos aparelhos sobre os que não se pretendem aparelhar!
Exemplos?
A perseguição política e o denegrir da imagem de Narciso Miranda e Fernando Gomes no PS mais não foi que o resultado dos medos do aparelho, sustentando agora uma distrital do Porto inimaginável!
Luís Filipe Meneses, talvez o melhor presidente de câmara em exercício, está continuamente sob o fogo do aparelho do PSD, não perdendo uma oportunidade para o denegrir, enquanto enaltece o "trabalho" de Rui Rio ali mesmo ao lado - cena caricata para quem lá vive apenas separado pelo Douro.
Mais recentemente a demissão "forçada" do líder da concelhia do PSD Porto por desabafar que talvez Rui Rio necessitasse de rever a sua política cultural.
Agora Abílio Fernandes, um dos melhores autarcas do pós 25 de Abril que por mera coincidência é afastado da A.R. no preciso dia em que sai esta notícia: «Unesco diz que centro histórico de Évora é dos "mais bem preservados" do país»

Agarrar-se ao poder parece ser cousa quase natural nos meios partidários, agora deitar abaixo quem tem obra que fala por si e os sustenta é novidade e sintoma de que a mediocridade deixou de conhecer limites para atingir os seus fins!

É certo de que nunca fui grande adepto, mas o fim de algo que esteve sempre esgotado dá-nos que pensar…
A Festa da Música tornou-se no evento de música dita clássica mais mediático de Portugal – ele era um corrupio de comentadores, de candidatos a comentador, de críticos, de sociólogos da música, de músicos sociólogos, de antropólogos, de Cinhas, de Caras, caía lá tudo, todo este mundo e mais outro! Essa festança acabou!
Merecia o evento continuar? Sem dúvida, havia qualidade na programação, nos músicos, na montra que era para os músicos portugueses, no renascer da vivência da música clássica, mas o que era o CCB para além desses 3 dias? Nada será demasiado e algo muito! (ver tristeza da Teresa Cascudo)
A verdade é que não há dinheiro para pagar ao René Martin, mas também nada há a agradecer pois muito pouco fez para a internacionalização dos músicos portugueses que afinal convidava para as suas festas.
Fim do contrato. Ponto, parágrafo.., por uma questão orçamental, mas parágrafo!
E agora, finda a festança, poderemos continuar a ter música? Ou seja, será que o CCB poderá, como diz, ter uma programação mais regular, melhor, gastando menos?
Eu acho que pode, francamente, mas pelo que já vi não me parece que não o consiga. E o problema reside justamente neste ponto: será que não temos entre nós capacidade para programar com excelência. (ver o que escreveu o Tiago Bartolomeu Costa a propósito)
A resposta é demasiado óbvia – o fim da Festa da Música acaba com a festa, mas é a própria programação do CCB que arrasa com a música!

"Henrique Barrilaro Ruas - camonista monárquico na República"
Pelo título da exposição dá para ver que a memória de Henrique Barrilaro Ruas não agradará a todos: camonista monárquico na República. Um artigo intitulado "O problema universitário", dava, em 1962, razão aos estudantes contra as autoridades académicas e valeu-lhe algumas antipatias na Universidade.
Por uma razão ou por outra acabou por não ficar na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Em nome de um Portugal que as pessoas da minha sensibilidade não compreendem (e que pretendia conciliar sob uma unidade política "a mais larga descentralização administrativa, legítima aspiração das populações"), condenou a descolonização. Integrou o grupo parlamentar de Gonçalo Ribeiro Telles, ao qual devemos uma política ambiental verdadeiramente de vanguarda.
Enfim deixou-nos uma obra de camonista no meio da qual há que salientar o seu comentário a Os Lusíadas (Rei dos Livros, 2002).
Exposição na Biblioteca Nacional até 25 de Novembro.

Armando Senra Martins

ps: ver “esboço autobiográfico” e “reflexão” de Guilherme d’ Oliveira Martins.

o humor com que Pedro Mexia aborda a tontice da ultrapassada onda da criatividade pela criatividade.

«Circuito da Boavista é uma mais-valia para o país» Rui Rio ao Vida Económica

O centro histórico, a Casa da Música, o T.N. S. João, o Instituto de Patologia e imunologia Molecular da U.P…. nada representam!
Que seria afinal o Porto sem o circuito da Boavista?

«Em Portugal, por exemplo, a percentagem do sector cultural e criativo para o PIB é de 1,4 por cento, abaixo do sector têxtil (1,9) mas acima do dos derivados de borracha e plástico (0,5 por cento).
(…)
Já em França, Itália, Holanda, Noruega e Reino Unido, o sector cultural e criativo é o que mais contribui para os PIB nacionais.» (no Público)

Há evidências que a insigne e nobel escola económica portuguesa (especialistas em finanças públicas e de todos os tipos ou, mais concretamente, versão moderna de guarda-livros) não consegue decifrar por evidente formatação do ensino. Nas nossas faculdades de economia e de gestão não se formam gestores, não se incute o desenvolvimento do “faro” do negócio, antes espartilham o conhecimento na gestão corrente, na despesa e na receita, escamoteando a análise de oportunidades de negócios e mercados emergentes, condicionamento que limita drasticamente a capacidade de discernir o que é despesa do que é investimento.
Num momento em que o investimento na indústria ruma para o Oriente e a dos serviços concentra-se em enormes grupos financeiros que ninguém conhece ao certo seu modus operendi nem as regras do jogo, o negócio da cultura parece ser o que de mais promissor a Europa pode explorar. Temos património, temos criadores, temos equipamentos, mas falta-nos o know how para explorar o negócio - o investimento na formação de gestores, no caso, gestores culturais. Temos o ouro, mas não o sabemos garimpar…

Não tenho a veleidade de pretender sensibilizar pessoas como o Dr. Rui Rio para este fenómeno, mas há muita boa gente que ainda está a tempo de perceber estas mudanças dos mercados e do comportamento dos consumidores e arrepie caminho!
Pensem, por exemplo, no chavão de que o Estado gasta muito dinheiro com a cultura! O que é que isso quer dizer em termos práticos? Não sei, mas os factos são estes: o orçamento do ministério da cultura é de cerca de 0,6% do PIB enquanto o contributo da cultura para o nosso PIB é de 1,4%!
Repare-se no fenómeno Casa Fernando Pessoa. Trata-se de uma instituição nova? É sobre-financiada? De forma alguma! Trata-se de um caso de sucesso muito recente onde existe trabalho, muito com certeza, mas competência (o termo que a distingue e deveria constituir-se em case study nas nossas faculdades), competência intrínseca às coisas da cultura e, muito especialmente, à forma como é gerida.
É tempo de aprendermos e de arrepiar caminho sem nos deixarmos prender por conversas de café como a de saber se mais ou menos Estado, se somos neo-liberais ou sociais-democratas ou outra coisa qualquer, porque o mercado e as oportunidades de negócio não esperam nem dessas cogitações querem saber.

Para um economista, para um gestor, a questão deveria resumir-se a constatar que a cultura é uma das mais promissoras oportunidades de negócio para a Europa e que devemos investir o mais eficazmente possível para estar rentavelmente nele.
Para os governos a questão poderá ser mais complexa, como venho defendendo, pois eles próprios deveriam reorganizar-se numa perspectiva de gestão cultural, envolvendo tutelas dispersas pelos ministérios da cultura, educação e negócios estrangeiros e pelo audiovisual, com missões e objectivos próprios quando não contraditórios.

escreveu a Ali_se em comentário a este texto.
De repente, iluminado por este belo encontro de sentido em verbo desencontrado, dei comigo a pensar nas opiniões que ultimamente tenho lido sobre a blogosfera e sua qualidade (seja lá o que por isso se entender se é que alguém, entre dezenas de milhar de blogues, só portugueses, em seu juízo perfeito consegue achar que deve achar alguma coisa).
Eu nada sei sobre a blogosfera, apenas de uns poucos quantos blogues que leio, mas é-me bastante para agradecer as afinidades e amizades que fui fazendo em pouco mais de 3 anos.
Esta blogosfera fez-me bem, enriqueceu-me, faz-me bem. A que me tenta fazer mal também, por valorizar a que me quer bem e a restante, a imensa maioria, as tais dezenas de milhar que dela fazem parte, lamento sinceramente não ter tempo nem capacidade para conhecer ou alguma ideia fazer.
Estou grato à blogosfera, era só isto, afinal, que eu pretendia transmitir.

Rómulo de Carvalho

António… Gedeão, aliás, Rómulo de Carvalho. Qual o mais conhecido? O poeta ou o pedadogo e historiador da ciência?
Um aluno seu, Nuno Crato, dele dá um testemunho sobre a sua pedagogia do rigor científico:
«Um aluno queixava-se do valor esquisito da capacidade de uma garrafa (1,08 l) que Rómulo de Carvalho colocara no exame. Seria apenas para dificultar? O professor respondeu que tinha, de antemão, medido a capacidade de uma garrafa comum "pois gostava de trabalhar sempre com valores reais"» (ver catálogo, p. 24).

Exposição na Biblioteca Nacional (ver aqui e aqui) até ao dia 6 de Janeiro de 2007.

Armando Senra Martins

quero enviar-te, por aqui mesmo, por onde te conheci, um grande e apertado abraço, meu amigo.

O trio de Keith Jarrett hoje no CCB, após dezenas de anos sem vir a Portugal e após a sua grave doença, e Bernardo Sassetti em Castro Verde.
A escolha não é fácil, mas atendendo a que os bilhetes para o CCB há muito que se foram, quem não os tiver decidido está!
Talvez pudesse falar sobre programação, sobre gestão cultural de equipamentos, sobre o não vender gato por lebre, sobre o não despejar espectáculos sem nexo e sem nenhum fio condutor, mas não, cansei…
Registo, apenas, que Castro Verde continua a oferecer uma programação cultural variada sem cedências na qualidade.

Para ver mais detalhes vejam o que ao António Branco escreveu no Improvisos ao Sul, aqui e aqui.

Hoje, dia 6, às 19 horas, os Cobras e Son, nova formação de música antiga dirigida pelo César Viana, apresenta-se no CCB.

Deixo um texto sobre o grupo, ficha técnica, programa e notas biográficas dos músicos.:Cobras e Son

COBRAS E SON é um grupo de música antiga sediado em Salamanca, composto por músicos oriundos de várias partes do mundo. A sua atenção centra-se especialmente na música ibérica anterior à perseguição e expulsão das comunidades judias e muçulmanas do território da Península.

Assim, o seu repertório é composto por música e poesia desses três povos que durante tantos séculos partilharam o espaço peninsular: cristãos, judeus e muçulmanos. É também dada uma atenção particular a alguma música tradicional de Espanha e Portugal que preserva vestígios e influências da música dessas três culturas medievais.
A expressão ‘COBRAS E SON’ era utilizada por Alfonso X, o Sábio, para designar a poesia e música das suas Cantigas de Santa Maria (cobras - versos; son - música).

COBRAS E SON:

Voz - Lucía Vázquez
Rabel - Carolina Casaseca
‘Oud - Pedro Ospina
Percussões - Pedro Gomez
Flautas, harpa e direcção - César Viana

PROGRAMA

Cantigas de Santa Maria de Alfonso X o Sábio e peças instrumentais das cortes europeias

Estrella do dia
Cantand’e en muitas guisas dev’om’ a Virgen loar
La quinte estampie royale
Razon é grand’ e dereito
Lamento di Tristano e La Rotta

O cativo (tradicional de Algezur - Algarve)

Três romances e uma canção sefarditas

Me cautivaron los moros
De Burgos partió ese rey de Salamanca
Paseábase el buen Cidi
A la Una io nací

Una estrella se perdió (tradicional de El Payo - Salamanca)

Moaxahas e outas peças da tradição árabe-Andalusa

Lamma Bada
Kadhia el Ochak
Man habbak
Adir Rahati
Musaddar Sika

Ai ó divina santa cruz (tradicional de Monsanto - Beira Baixa)

Mare de Vigo - Sete Cantigas de Amigo de Martim Codax

Ondas do mare de Vigo
Mandad’ei comigo
Mia irmana fremosa
Ai Deus, se sab’ora meu amigo
Quantas sabedes amare amigo
Eno sagrado en Vigo
Ai ondas que eu vin veere

BIOGRAFIAS

CÉSAR VIANA
Flautista, compositor e director de orquestra. Gravou numerosos CDs para editoras como EMI Classics, RCA, BMG, Philips, Strauss, etc. Composições e orquestrações suas fazem parte do repertório de instituições como Ballet Gulbenkian, Companhia Nacional de Bailado, Teatro da Trindade, etc. Foi fundador e director musical da Orquestra Sinfonia B e do grupo de música antiga Birundum. Como maestro convidado, trabalhou com orquestras como Hannover Philarmoniker, RIAS Big Band Berlin, Clássica da Madeira, Filarmonia das Beiras, Metropolitana de Lisboa, etc. Faz parte do grupo de música medieval Vozes Alfonsinas e, também na área da música antiga, tem colaborado com músicos como Nuno Torka Miranda, Mika Suikhonen, Cristiano Holtz, Annemieke Cantor, etc. Actualmente trabalha no doutoramento em musicologia na Universidade Nova de Lisboa. Além da flauta de bisel, dedica-se também à flauta dos índios americanos e ao shakuhachi (flauta japonesa)

LUCíA VÁZQUEZ
Nasce en Vigo, onde realiza estudos básicos de piano e violoncelo. Muda-se para Salamanca para estudar canto profissionalmente. O seu interesse pela música antiga leva-a a iniciar estudos de viola da gamba e a realizar diversos cursos na Academia de Música Antiga com profesores como Itziar Atutxa, Vittorio Ghielmi (Viola da gamba), Richard Levitt, D. Mason, Pepe Hernandez y Lambert Climent (Canto). Participa como solista na ópera Dido e Eneias de Purcell no papel de Second Witch e Second Woman (Teatro Liceo de Salamanca, 2003-2004). Colabora também com a Choralakademie de Mainz (Requiem de Berlioz - 2004) e é convidada como solista pelo Coro de Salamanca La Stigia (obras de Tomás Luís de Victoria para voz e alaúde). Participa na homenagem a Gabriel y Galán “Delanti usté mesmo” organizada pela Casa de Las Conchas, cantando música tradicional. Como gambista, acompaña o Coro La Stigia no Festival de Música Antigua “Eloy Zapico” (Asturias). Actualmente estuda Canto no Conservatorio Superior de Música de Salamanca e termina estudos de Magisterio na Facultad de Educación de Ávila.

CAROLINA CASASECA DORADO
Inicia os seus estudos musicais em Béhar, sendo natural de Salamanca, e continua a sua formação no Conservatório Profissional de Música desta cidade, na especialidade de violino.
Entre 1994 e 2001 estuda com Manuel Villvendas, Jennifer Moreau e Patricio Gutierrez. Recebe numerosos cursos de formação pedagógica na Universidade de Alcalá de Henares (Sheila Nelson, Mimi Zweig…), Vitoria, Santander e Londres (Colourstrings)
Além do violino, dedica-se também aos instrumentos de corda medievais, nomeadamente o rabel.
Desde 1998 desenvolve a sua actividade de professora na Escuela de Música Gombau e desde 2002 na Escuela Municipal de Música e Danza, ambas na sua cidade natal.

PEDRO ALEJANDRO OSPINA SANDOVAL
Nasceu en Tuluá, Colômbia. Foi aluno de bandola e composição do compositor e intérprete colombiano Héctor Cedeño.
Fez estudos de guitarra na Universidad del Cauca, Colômbia. Como compositor, inspira-se na música tradicional do seu país.
Possui uma grande experiência como concertista, arranjador, compositor e fez parte de vários grupos musicais.
Ultimamente, tem-se dedicado ao estudo do alaúde magrebino, interessando-se particularmente pelo repertório medieval ibérico.

PEDRO GOMEZ
É natural de Valladolid e diplomou-se no Real Conservatorio Superior de Atocha.
Durante quatro anos estudou guitarra flamenca com Oscar Herrero.
Dedicou-se também ao estudo das percussões, tendo dedicado especial atenção ao cajón, à darbuka e a diversos tipos de pandeiros,
É professor da Escola Municipal de Música de León, onde ensina Guitarra clássica e flamenca e é o responsável pelo Ateliê de Percussão.
Apresenta-se regularmente em concertos quer como percussionista quer como guitarrista.