Nov 242006
subscrevo sem mais, Francisco José Viegas.
Não há deserto de programação cultural nenhum, bem pelo contrário! Há excesso, há eventos sem qualquer interesse, há um desprezo pelo público que é "inculto", há uma soberba sobranceira em especial de quem tem dinheiro público para programar e se queixa que "a gente faz e o público não aparece" ou "o dinheiro não chega para nada"!
O que há falta é de gestão desses dinheiros, de acompanhamento e controlo dos projectos e de responsabilização contratual de quem não cumpre com o estipulado!
O erro vem de longa data – não haver uma política de gestão cultural do Estado! O Estado financia um projecto e o que lhe fornecem é o número de espectáculos que foram apresentados e para ele basta!
Programar, convenhamos, não é fácil, mas captar público, pois, a expressão que se apregoa, mas ninguém dela quer fazer caso, é bem mais difícil e não é compaginável com a especificidade do trabalho de criadores ou de programadores – exige experiência e tarimba de gestão, um saber à parte que urge ser integrado no que à cultura diz respeito.
Não há deserto de programação cultural nenhum, bem pelo contrário! Há excesso, há eventos sem qualquer interesse, há um desprezo pelo público que é "inculto", há uma soberba sobranceira em especial de quem tem dinheiro público para programar e se queixa que "a gente faz e o público não aparece" ou "o dinheiro não chega para nada"!
O que há falta é de gestão desses dinheiros, de acompanhamento e controlo dos projectos e de responsabilização contratual de quem não cumpre com o estipulado!
O erro vem de longa data – não haver uma política de gestão cultural do Estado! O Estado financia um projecto e o que lhe fornecem é o número de espectáculos que foram apresentados e para ele basta!
Programar, convenhamos, não é fácil, mas captar público, pois, a expressão que se apregoa, mas ninguém dela quer fazer caso, é bem mais difícil e não é compaginável com a especificidade do trabalho de criadores ou de programadores – exige experiência e tarimba de gestão, um saber à parte que urge ser integrado no que à cultura diz respeito.
Tags: Cultura, Cultural Management, Culture, Gestão Cultural
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Comentários (2)






















Mas se calhar neste caso o Estado mais propriamente o Ministério da Cultura é o menos culpado ao conceder o subsídio, porque se não o faz é acusado que não incentiva a cultura mas se calhar se fiscalizasse convenientemente em que tipo de programação depois seria acusado de se imiscuir em assuntos internos dos grupos de teatro ou de qualquer outro tipo de actividade cultural. Por isso ser de opinião de que a subsídio dependência sobretudo dos grupos de teatro amadores deveria acabar duma vez por todas pelo risco que representa duma programação pouco cuidada. Com um abraço do Raul
Amigo Raul
Quando gastamos/investimos dinheiro temos sempre a convicção de ter um propósito válido para o fazer. Puro prazer, por exemplo, porque não?
O Estado, por maioria de razão, tem de ser muito criterioso nos seus investimentos (e eu considero que os referidos subsídios são investimentos) pois lido com capital que é nosso!
Assim seja na construção civil seja na cultura o investimento do Estado deve prever que determinado empreendimento que subsidia comece a gerar receita bastante para se auto-sustentar a partir de determinado ponto e, por outro lado, incentivar e exigir que o seu investimento é aplicado rigorosamente para os fins contratualmente aceites e subscritos.
Abraço e obrigado pelo comentário