Sobre este assunto, que muito tem preocupado músicos, agentes, promotores e editoras, transcrevo uma reflexão do Paulo Gomes, editada no seu sítio, em 9 de Abril deste ano, sob o título PIRATAS, cuja abordagem difere do mainstream, conduzindo a conclusões que me parecem bastante assertivas.
Olá !
Apetece-me falar-vos de um tema de actualidade que se tem ouvido muito na comunicação social: o combate ao “download”? gratuito e ilegal de música, filmes, software… ou o que seja. No que respeita o mercado da música em particular, sei alguma coisa e gostaria de o partilhar convosco.
Apesar de uma boa parte de quem dá a cara a essas campanhas serem músicos, elas (as campanhas) são patrocinadas pelos maiores interessados na industria discográfica ; e esses não são concerteza absoluta os músicos!!
Dou-vos um exemplo: uma pequena editora suportando todos os custos de produção de um disco (cachet de músicos, deslocações, alojamento etc., aluguer de estúdios para gravação/misturas/masterização, trabalho gráfico, fotografia, direitos de autor à SPA, fabricação ou duplicação do cd…) vende-o a um valor cerca de 3 vezes inferior ao preço de venda na loja!!! Mais; nestas pequenas tiragens, os custos de produção são muito maiores por unidade fabricada (óbvio!). Por outro lado, os discos das grandes editoras com grandes tiragens, canais de distribuição próprios, e contacto privilegiado nas lojas, chegam-nos ao mesmo preço!! Ou seja: parece que um disco quando chega ao público, tem de custar entre 15 e 20 €. Se sai de uma grande editora a 12 € (!!) ou de uma pequena a 6 €, parece ser indiferente!
O que quero dizer é que a história do “coitadinhos dos músicos que estão a ser tão prejudicados..”? não pega!! Não é bem assim! A industria discográfica (das grandes editoras/distribuidoras/lojas) que abusou durante anos e anos é que está a sofrer.
Por isto, não me admira esta enorme preocupação com a pirataria.
Eu, como músico, evidentemente que não sou a favor destes actos ilegais, mas preocupa-me muito mais a dificuldade de divulgar (através dos discos) a música em que trabalho dedicadamente!
As regras do jogo estão alteradas. Os músicos de alguma maneira vão continuar a publicar o seu trabalho.
Os músicos vão continuar a fazer música …. os outros ….. não sei !!!
Um abraço e até breve !Paulo Gomes
Tags: Música, Negócios, Paulo Gomes, Reflexões, Web, Web 2.0






















[...] Quem como eu gosta de música e teve digestões difíceis aquando da passagem dos Lp’s para os CD’s, destes para o MP3, preparem-se porque a Web 2.0 (a net em rede ou net social) dará muito brevemente a estocada final no mercado de CD’s. De há uns anos a esta parte a conjugação entre a facilidade de downloads de música e sua partilha, o incremento da qualidade das conversões para MP3 e a massificação dos leitores portáteis (geração iPod) vem causando sérios danos à venda de CD’s e, consequentemente, à sustentabilidade das editoras. Muitos auguraram o pior, o fim do negócio da música, a falência das editoras e dos músicos, mas nestas coisas de futurologia convém ter algumas cautelas sob pena de o tempo se encarregar de reduzir a pó as mais brilhantes teses e afins. Em boa verdade, conforme Paulo Gomes escreveu e aqui transcrevi, se parece agora certo que as editoras serão muito mais selectivas, reservando as suas iniciativas a mercados muito mais vastos (atente-se nas fusões a nível mundial), a verdade é que dá ideia de que os músicos começam a agarrar uma nova oportunidade de negócio, via internet, criando os seus próprios espaços para divulgação dos seus trabalhos através de um bom marketing de rede (social web) – começam por colocar a sua música, divulgá-la pelos seus social bookmarks, permitir alguns downloads gratuitos e outros a muito baixo custo, conseguindo medir, com um grau de risco muito mais reduzido, a receptividade do consumidor e, claro, a viabilidade de eles próprios de produzirem e editarem. Um caso muito recente da aplicação desta técnica com bons resultados é a dos The DO (o “o” é traçado como o zero), um duo formado pela finlandesa Olivia B. Merilahti (voz e guitarra) e Dan Levy (multi-instrumentista) que poderão ser os pioneiros da pop music de sucesso nascida na net, veja-se o sucesso do seu myspace, com temas já sacados pelos media ingleses e norte-americanos, radiodifundidos e incluídos nos top 20 como The Bridge is Broken e Song for Lovers. Noutros géneros musicais e em Portugal também o caminho parece começar a ser desbravado: no Jazz, Paulo Gomes, por exemplo, já aposta mais no seu myspace do que no seu próprio site; no Black Metal o Alex Clément, com nome artístico de Ishkur, tem uma experiência em rede bem vigorosa através de uma interligação estreita entre o seu myspace, o seu Hi5 e o last-fm! Os novos tempos da WEB 2.0, da social web, onde a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletiva (Tim O’Reilly traduzido para a Wikipédia em português) poderá, afinal, revelar-se amiga dos músicos ao revelar-se como o principal canal de distribuição da música, mas muito dura para com os intermediários e editores. É curioso constatar que enquanto a blogosfera e os media, editados, em geral, por um grupo etário mais elevado, ainda debatem e rebatem as virtualidades da Web 2.0, os mais jovens, seja através dos grupos, do myspace, do hi5 ou do MSN, movem-se e intercomunicam já com naturalidade e sem perda de tempo em considerações teóricas na Social Web! Uma questão geracional? Não sei! Certo estou é de que os marketeers terão muito que fazer para se adaptarem aos novos e poderosos canais de distribuição que a net proporciona. Black Metal, jazz, Marketing, Música, music, Pop Music, Web 2.0Black Metal, jazz, Marketing, Música, music, Pop Music, Web 2.0Popularity: unranked [?] arquivado em Música, Music, jazz, Marketing, Web 2.0, Black Metal and Pop Music. | Tags: Black Metal, jazz, Marketing, Música, music, Pop Music, Web 2.0. var blogTool = “WordPress”; var blogURL = “http://ideias-soltas.net”; var blogTitle = “Ideias Soltas”; var postURL = “http://ideias-soltas.net/2007/04/18/web-20-coloca-mercado-da-musica-em-ebulicao/”; var postTitle = “Web 2.0 coloca mercado da música em ebulição”; var commentAuthorFieldName = “author”; var commentAuthorLoggedIn = false; var commentFormID = “commentform”; var commentTextFieldName = “comment”; var commentButtonName = “submit”; [...]