Há dias que estão ganhos antes de acordarmos, como o de hoje, pela qualidade dos comentários que recebi. Aqui deixo um, relativo ao aborto, onde a T-Regina do Blogosaurius loch, à boleia da expressão em título utilizada pela Maria do Rosário Fardilha, adianta uma perspectiva nova, para mim, a distinção entre o indivíduo e o cidadão, a qual me permite sentir o assunto de forma completamente diversa.
«‘venda a metro da moral’ – exactamente! E é isso que anda a tornar-me insuportável o debate a que assisto. Lá no loch, há uns tempos referi-me a isto em Outubro sob o título ‘Luminosas janelas, foscos céus’. E continuo a pensar exactamente da mesma maneira: É uma questão de consciência, do foro do indivíduo, não do cidadão, que é indevidamente trazida para o foro do cidadão. Por isso sou a favor do sim. Já que se atropelou a ética, então que se minimize o impacto do atropelo na vida real. Até a maneira como se formulam as coisas me parece um disparate – ’ser a favor do sim ou do não’, como se estivessesmos a discutir o cartão da via verde! E, mais curiosamente ainda, em muitos casos a argumentação é de um paternalismo tal que me pergunto cada vez mais que significado é que hoje vamos atribuindo à liberdade individual.
(…)
Saudações blogosáuricas.»
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