Dez 152007
 

Dias de Musica Electroacustica Os Dias de Música Electroacústica #3 decorrerão entre 16 e 18 deste mês no Auditório do Conservatório de Música de Seia, edifício Casa das Artes. A direcção artística está a cargo de Jaime Reis e a produção de Ricardo Andrade e Gustavo Martins.

Do programa constam 3 concertos interpretados pelo Trio Endphase composto por Alberto C. Bernal, João Miguel Pais e Johannes Kreidler:
- 16-Dez-07
Concerto com obras de Alberto C. Bernal, João Miguel Pais, Johannes Kreidler – 21:00h

- 17-Dez-07
Performance Endphase 13b e 13c – 21:00h

- 18-Dez-07
Concerto de apresentação da Workshop Endphase para jovens – 21:00h

Para mais informações visitar o blogue Dias de Música Electroacústica.

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Dez 142007
 

Fausto Neves apresenta-se hoje em recital, pelas 21:30h, no Auditório de Espinho com o seguinte programa:

Fausto NevesI Parte

 

DOMENICO SCARLATTI – Sonata “Pastorale” em Dó Maior

 

BEETHOVEN – Sonata op. 28 em Ré Maior (Pastoral)

 

- Allegro
- Andante
- Allegro Vivace (Scherzo)
- Allegro ma non troppo (Rondo)

 

CHOPIN – Primeiro Scherzo op. 20 em Si Menor

 

II Parte

 

LOPES-GRAÇA – Natais Portugueses (Primeiro Caderno)

 

I (Melodia de Proença-a-Nova – Beira Baixa)
II (Velha Melodia de Évora – Alentejo)
III (Melodia de Paul – Beira Baixa)
IV (Melodia de S.Miguel d’Acha – Beira Baixa)
V (Velha Melodia de Évora – Alentejo)
VI (Melodia de Rio de Onor – Trás-os-Montes)
VII (Melodia de Póvoa de Lanhoso – Minho)
VIII (Original)

 

OLIVIER MESSIAEN – Noël (de “Vingt Regards sûr l’Enfant-Jésus”)

Um recital de Fausto Neves, por cada vez mais raros, é sempre motivo de regozijo e uma (quase) obrigação para quem gosta de piano descolar-se para ouvir.

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Dez 132007
 

Nova cadeia que me passou o Heitor no desNorte. 5 filmes, não consigo, mesmo depois de ler as palavras do Nuno Guerreiro. Aí vão OITO, é o máximo a que consigo reduzir, por ordem cronológica e com o nome na língua original:
Casablanca de Michael Curtiz, On the waterfront de Elia Kazan, Il Gattopardo de Visconti, Blowup de Antonioni, 1900 de Bertolucci, Taxi Driver de Scorsese, La Femme d’à Coté de Truffaut e La Haine de Mathieu Kassovitz.
E passo ao José Manuel Fonseca, ao Animal, à Cristina Vieira, ao Besugo e ao Rui Curado Silva.

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Dez 132007
 

Até pode ser que Francisco José Viegas tenha razão sobre as consequências do Director Executivo da Escola quando diz que
Daqui a alguns anos as escolas estarão excelentemente geridas (até coloco essa hipótese), mas sem nada para ensinar.
mas, apesar disso poder vir a acontecer, sinto-me obrigado a tirar o chapéu a Sócrates por esta medida, já que sem ela, isso sim, mesmo que as escolas tenham muito para ensinar não o conseguiriam fazer por total ausência de métodos de colocação de objectivos, de acompanhamento de resultados e avaliação de professores e alunos.
O que me parece essencial é que esta medida seja acompanhada pela colocação de objectivos precisos e mensuráveis a nível de resultados a cada Director Executivo e que este os distribua professor a professor, classe a classe, aluno a aluno e aí, sim, aí não haverá mais escusas possíveis para o incumprimento e incompetência no ensino e na aprendizagem, sem prejuízo do que atrás já referi, nomeadamente sobre os exames nacionais e as provas globais.
Esta mudança, aliás, só faz sentido se a gestão incidir, precisamente, sobre a gestão de recursos humanos para que as avaliações não continuem a ser feitas com base na produção de papelada para não sei quantos gabinetes e grupos de estudos apensos ao Ministério da Educação, mas sim na progressão dos níveis de assimilação dos alunos e, consequentemente, na competência de cada professor e de cada escola.

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Dez 122007
 

José Sócrates ‘tira mais um coelho da cartola’, mais um para tentar safar a latente incompetência do Ministério da Educação – o Director Executivo da Escola.
O Primeiro-Ministro acordou (ou acordaram-no) para um problema que urgia há muito tempo resolver – a reminiscência do PREC dos Conselhos Executivos das escolas eleitos pelos professores. Fê-lo em pleno Parlamento quando toda a oposição se preparava para atacar o governo (mas que oposição que nem pegou nos resultados do PISA 2006 que incomodavam, esses sim, Sócrates, antes bradando com assuntos que nada interessavam). Fê-lo e fê-lo bem, no melhor momento (para ele, entenda-se) porque já ninguém reconhece competência nem autoridade a esta equipa do Ministério da Educação.
Através de sucessivo e ininterrupto frenesim legislativo, o Ministério da Educação tem atirado para as escolas, de trambolhão em trambolhão, medidas e contra-medidas que nada mais têm conseguido do que desmantelar a estrutura existente sem tratar de a substituir por outra, provocando um caos confrangedor.
O sistema educativo está paralisado, seja por agredirem ostensiva e publicamente o estatuto social do professor, seja por avançarem com avaliações de professores sem antes os avisarem nem informarem sobre o que seriam avaliados, seja pela perfeita aberração do concurso para “Professor Titular”, onde contavam os anos de serviço, as directorias de turma, as actividades escolares, mas não curarem saber se os visados tinham ou não sido bons professores durante o período de serviço, se tinham ou não sido bons directores de turma, se tinham dado boas aulas de estudo acompanhado ou não, ignorando o que faziam nas áreas de projecto, enfim, um inusitado rol de impropérios que não lembraria a pessoas com um mínimo de bom-senso, culminando com uma avaliação dos professores sem previamente lhes colocarem objectivos precisos e mensuráveis, avaliação essa a cargo das tais reminiscências do PREC – os Conselhos Directivos.

Já em tempos escrevi (aqui e aqui) que não acredito na eficácia da avaliação dos professores nem na autonomia das escolas nem na melhoria da aprendizagem sem alterar 4 pontos essenciais no que à gestão administrativa, escolar e cultural diz respeito, os quais volto a insistir:

1 – a inscrição do dever de educar no quadro da responsabilidade civil objectiva da paternidade;

2 – o fim dos conselhos directivos eleitos e a contratação de directores por concurso público;

3 – exames nacionais a todas as disciplinas em todos os final de ciclo e provas globais internas nos anos intercalares a todas as disciplinas, corrigidas cegamente, em todas as escolas;

4 – avaliar o desempenho dos professores com base em objectivos muito concretos e mensuráveis por classe e aluno.

Parabéns a José Sócrates pela ousadia de tratar do 2º ponto, mas convém alguma segurança: num momento que se fala de competências, não me parece de todo aconselhável que a função de director executivo de uma escola seja desempenhada por professores, a não ser que estejam qualificados academicamente para para o efeito!
Nem os gestores deverão ser professores de português, nem estes gestores exclusivos de escolas!

Seria até de evitar que antigos membros de conselhos executivos desempenhem a função de director executivo para evitar situações de compadrio ou perpetuação no poder.

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Dez 112007
 

José Sócrates escolheu a Educação e a Saúde para o debate mensal no Parlamento. Dá-me ideia que vai ser um ver se te avias de números, de números de todos e de tudo a que número se possa reduzir, e número que não estiver a preceito, como os do PISA 2006, é evidente que o discurso será o de que é preciso dar tempo para que em conveniente número se possam tornar. Não nos dos PISA 2006, não,! Nos convenientes, nos tais que defenderá que o tempo, a seu tempo (20 anos, diz) colocará a preceito.
José Sócrates já vai dizendo que a luta é pelas qualificações – sucedâneo da expressão “sucesso escolar”, ou seja, passagens e diplomas – e evita o que verdadeiramente está em causa: a aquisição de saberes e competências específicas e culturais para a vivência num mundo globalizado com uma identidade adequada.
Insiste ainda o Primeiro-Ministro que defende mudanças “passo a passo”, em alternativa às grandes reformas do sector (Público), mas que quererá isto dizer se a sua Ministra da Educação levou a cabo não grandes reformas, mas uma autêntica revolução, conseguindo destruir o pouco que havia, nomeadamente, o estatuto social dos professores e, consequentemente, a sua autoridade, reduzindo-os simples burocratas administrativos que, com anacrónicas mangas de alpaca, tratam de papelada, ficando sem tempo, o tal que é preciso dar tempo, para tratarem dos alunos?
Repare-se na leitura distorcida que o Ministério da Educação faz dos resultados do PISA 2006 no seu próprio site:

Na literacia em ciências, Portugal apresenta um valor de 474, em comparação com 459 em 2000 e 468 em 2003.
Já na literacia em leitura, o valor de 2006 (472) é superior ao de 2000 (470), mas inferior ao de 2003 (478).
Por fim, na literacia em matemática, os 466 pontos de média verificados agora repetem o valor de 2003, continuando acima de 2000, quando o desempenho médio dos alunos portugueses foi de 459.
(Portal da Educação)

Compare-se com os resultados do próprio relatório:
(…) só três países se saem pior que Portugal – Grécia, Turquia e México; 25 % contra uma média da OCDE de 19,3% têm um conhecimento científico muito limitado; apenas 3,1% dos alunos portugueses atingem os níveis 5 e 6 (numa escala de 1 a 6) contra a média de 9% da OCDE, sendo que só 0,1% atingem o nível máximo; no do custo por estudante, verifica-se, por exemplo, que a Eslováquia gasta menos de metade (do básico ao secundário) e os seus alunos têm desempenhos bem superiores aos colegas portugueses.

Não há vergonha! É o ultrage, a manipulação dos resultados, o sacudir da água do capote!
Sejam sérios e não tenham vergonha de admitir a incompetência, o erro nas políticas de gestão escolar e cultural, enfim, assumir que estavam enganados e entregar o assunto a quem saiba fazer melhor, em especial, no que à organização, à gestão escolar e à aprendizagem diz respeito!

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Dez 102007
 

Festival Temps d'Image

O Festival de Cinema, Temps d’Images, que decorre até 15 de Dezembro, realizado em conjunto com a Cinemateca Portuguesa, regressa quatro anos depois da sua primeira edição o cinema à volta de cinco artes, cinco artes à volta do cinema, para evocar as relações desta arte com as outras artes.
Em 2007 é sob o ângulo da coreografia que esta programação será abordada sem recorrer ao tipo de comédia musical, a fim de melhor dar a ver como a coreografia pode estar presente no cinema sem que seja necessário tratar-se de um filme de dança.
O que se procura mostrar é uma coreografia cinematográfica que joga com o movimento (ou a imobilidade) dos corpos, com os ritmos, as deslocações no espaço (quer se trate de um quarto, de uma cidade ou de grandes espaços abertos…), o seu abrandamento ou aceleração ou ainda a coreografia da própria câmara.
Estarão presentes nas sessões para animar um diálogo entre todos os participantes e os espectadores, e também com realizadores e coreógrafos portugueses, Jean-André Fieschi (realizador, crítico de cinema), Cyril Neyrat, Hervé Aubron, Stéphane Delorme, Cyril Beghin (críticos nos Cahiers du Cinéma, Vertígo etc.), Ricardo Matos Cabo (programador de cinema).
Esta programação é coordenada por Pierre-Marie Goulet e Teresa Garcia em conjunto com João Bénard da Costa e a Cinemateca Portuguesa, com a colaboração de Cyril Neyrat, Ricardo Matos Cabo e Stefani de Loppinot.
Programação oficial:

Temps d'Image - programacao

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Dez 072007
 

cá estão. O kadhafi acampou com as mantas que trouxe. O Jardim Gonçalves tarda em sair!
Meus senhores, vou resguardar-me entretanto e, entretanto, deixo-vos um vídeo de uma conferência sobre tutela de menores, responsabilidade paternal e educação de Emilio Calatayud Pérez para reflexão.

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