O João Miranda, no seu estilo folgazão, goza com a promoção da igualdade na educação.
«Esta ideia da esquerda de usar a educação para promover a igualdade não é lá muito brilhante. O sucesso educativo depende da educação prévia em casa, da inteligência, da dedicação ao trabalho. Tudo factores desigualmente distribuídos pela população.»
Eu também me apeteceria gozar não fora a certeza de que o problema não é de direita nem de esquerda, mas de estupidez – a desigualdade nunca será minorada através de uma política de igualdade, uma vez que ao tratar igualmente o que é desigual favorecer-se-á, invariavelmente, os mais fortes.
O paradoxo das democracias ocidentais foi, ao ter inscrito o princípio da igualdade nas suas Constituições, na burguesa presunção de que a classe média expandir-se-ia, foi cavando cada vez mais o fosso entre ricos e pobres.
O António Costa Amaral contrapõe com o que designa por sistema justo de “redistribuição”, mas dá-me ideia de que esta igualdade burguesa, sustentada pelo princípio da mutualidade, deveria ser substituída pelo princípio da solidariedade, i.e., os que têm contribuírem para os que não tiveram possibilidade de ter, de forma a promover a igualdade.
Agora se é a direita ou a esquerda que prefere o princípio da solidariedade ao da mutualidade é assunto que, de todo, não sei, nem me importa muito saber!
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