Liberdade - um totem?
Escrevi atrás que a liberdade é um caminho interior a percorrer contrapondo o João, em comentário que transcreve uma passagem do ‘Dicionário Filosófico’ de Voltaire, onde se pode ler Tendes a liberdade de fazer quando tendes o poder de fazer. Hoje o Dragão afirma que Se chamamos Idade das Trevas à Idade Média e Idade das Luzes à Idade Moderna, então forçosamente, temos que chamar à nossa a Idade da Cegueira. Tanta luz cegou-nos. Tanta liberdade escraviza-nos.
Se há um ponto de encontro será o de que a liberdade, não existindo fora de nós, a sua reivindicação como um direito social inalienável é um totem, uma reminiscência das utopias de oitocentos.
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É de facto um totem. Mas é também uma vaselina.
Vaselina? Sim, talvez, se atendermos a que só a exerce quem tem poder, o seu uso alivia muito as vítimas desses tais seres livres.